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Infecções do trato urinário por Escherichia coli Uropatogênica: uma revisão

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Resumo:As infecções do trato urinário (ITU) estão entre os quadros clínicos mais frequentes que acometem o ser humano, sendo a segunda morbidade mais comum na população em geral. No aspecto clínico, a ITU pode ser dividida em cistite e pielonefrite. Quando sintomática, o quadro clínico de ITU pode ser característico para o diagnóstico apresentando um ou mais dos sinais ou sintomas: disúria, polaciúria, dor lombar, febre e calafrios, urgência miccional, nictúria e urina turva. Entretanto existem aquelas assintomáticas e as recorrentes, quadros que precisam de maior cuidado no diagnóstico e tratamento. A urocultura quantitativa é um exame importante no diagnóstico laboratorial de uma ITU, pois pode demonstrar a existência de infecção, permite a identificação do agente e o estudo de sua suscetibilidade aos antimicrobianos. Entre os microrganismos associados à ITU Escherichia coli ganha papel de destaque. A grande maioria de ITU é causada por Escherichia coli, uma bactéria pertencente ao grupo das Enterobacteriaceae, cujo habitat normal é o trato gastrintestinal do ser humano e dos animais de sangue quente. Em função de seus fatores de virulência e dos quadros clínicos que provoca Escherichia coli pode ser dividida nas classes: Escherichia coli Uropatogênica (UPEC), Escherichia coli Enteropatogênica (EPEC), Escherichia coli Enterotoxigênica (ETEC), Escherichia coli Enterohemorrágica (EHEC), Escherichia coli Enteroinvasiva (EIEC) e Escherichia coli Enteroagregativa (EAEC). UPEC é considerada o principal agente causador das ITU e responsável por aproximadamente 80% das mesmas, como mostram estudos realizados em diferentes regiões do Brasil e de outros países. Entre os fatores de virulência já descritos para UPEC estão: adesinas, sistemas de captação de ferro, toxinas, polissacarídeos capsulares. Estes fatores habilitam o microrganismo a ligar-se a tecidos e superfícies do hospedeiro e escapar à ação do sistema imunológico do hospedeiro. Atualmente, em sua maioria, o tratamento preconizado pelo Conselho Federal de Medicina para uma ITU é realizado com a utilização dos seguintes fármacos: Sulfametoxazol+Trimetoprim, Quinolonas e Fluoroquinolonas, Beta-lactâmicos e Nitrofurantoína.
Autores principais:Marcos Vinicius Silva
Assunto:Escherichia coli Cistite ITU Pielonefrite UPEC Microbiologia Escherichia coli Aparelho Urinário Doenças Cistite Pielonefrite
Ano:2019
País:Brasil
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:As infecções do trato urinário (ITU) estão entre os quadros clínicos mais frequentes que acometem o ser humano, sendo a segunda morbidade mais comum na população em geral. No aspecto clínico, a ITU pode ser dividida em cistite e pielonefrite. Quando sintomática, o quadro clínico de ITU pode ser característico para o diagnóstico apresentando um ou mais dos sinais ou sintomas: disúria, polaciúria, dor lombar, febre e calafrios, urgência miccional, nictúria e urina turva. Entretanto existem aquelas assintomáticas e as recorrentes, quadros que precisam de maior cuidado no diagnóstico e tratamento. A urocultura quantitativa é um exame importante no diagnóstico laboratorial de uma ITU, pois pode demonstrar a existência de infecção, permite a identificação do agente e o estudo de sua suscetibilidade aos antimicrobianos. Entre os microrganismos associados à ITU Escherichia coli ganha papel de destaque. A grande maioria de ITU é causada por Escherichia coli, uma bactéria pertencente ao grupo das Enterobacteriaceae, cujo habitat normal é o trato gastrintestinal do ser humano e dos animais de sangue quente. Em função de seus fatores de virulência e dos quadros clínicos que provoca Escherichia coli pode ser dividida nas classes: Escherichia coli Uropatogênica (UPEC), Escherichia coli Enteropatogênica (EPEC), Escherichia coli Enterotoxigênica (ETEC), Escherichia coli Enterohemorrágica (EHEC), Escherichia coli Enteroinvasiva (EIEC) e Escherichia coli Enteroagregativa (EAEC). UPEC é considerada o principal agente causador das ITU e responsável por aproximadamente 80% das mesmas, como mostram estudos realizados em diferentes regiões do Brasil e de outros países. Entre os fatores de virulência já descritos para UPEC estão: adesinas, sistemas de captação de ferro, toxinas, polissacarídeos capsulares. Estes fatores habilitam o microrganismo a ligar-se a tecidos e superfícies do hospedeiro e escapar à ação do sistema imunológico do hospedeiro. Atualmente, em sua maioria, o tratamento preconizado pelo Conselho Federal de Medicina para uma ITU é realizado com a utilização dos seguintes fármacos: Sulfametoxazol+Trimetoprim, Quinolonas e Fluoroquinolonas, Beta-lactâmicos e Nitrofurantoína.

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