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Independência ou Revolução ? : uma análise do processo de independência de Angola a partir da sua transformação de guerra anticolonial a microcosmo da Guerra Fria (1961-1975)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A independência de Angola, comparada à grande onda das independências africanas entre as décadas de 1950 e 1960, aconteceu tardiamente. Compete para tanto a própria estrutura do colonialismo português, que se manteve completamente avesso à marcha irrefreável das descolonizações que ocorreriam no cenário mundial tendo terminada a Segunda Guerra Mundial, de forma que somente a partir da queda do regime salazarista português, em 1974, seriam abertos canais de diálogo para efetivar a liberação de Angola. Uma vez agendada a independência, seria preciso garantir a governabilidade do novo país, e os mesmos grupos que lutaram ao longo de treze anos contra o jugo português entrariam em novo conflito, desta vez entre si, pela hegemonia política do novo país. Dito isso, o presente trabalho versa acerca do processo de independência angolano, em que três pontos lhe dão fundamento: (i) a composição do aparato colonial português para o século XX; (ii) a formação e a atuação dos principais grupos nacionalistas de Angola ao longo da guerra de libertação nacional; por fim, (iii) o modo como a pátria angolana se tornaria um microcosmo da Guerra Fria entre a instauração do governo de transição, em janeiro de 1975 e a noite de onze de novembro de 1975, quando os dirigentes do MPLA declaram a independência do país.
Autores principais:Feijó, Brunna Bozzi
Assunto:Guerra fria Angola Independência Angola Independence MPLA FNLA UNITA Cold war
Ano:2012
País:Brasil
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:A independência de Angola, comparada à grande onda das independências africanas entre as décadas de 1950 e 1960, aconteceu tardiamente. Compete para tanto a própria estrutura do colonialismo português, que se manteve completamente avesso à marcha irrefreável das descolonizações que ocorreriam no cenário mundial tendo terminada a Segunda Guerra Mundial, de forma que somente a partir da queda do regime salazarista português, em 1974, seriam abertos canais de diálogo para efetivar a liberação de Angola. Uma vez agendada a independência, seria preciso garantir a governabilidade do novo país, e os mesmos grupos que lutaram ao longo de treze anos contra o jugo português entrariam em novo conflito, desta vez entre si, pela hegemonia política do novo país. Dito isso, o presente trabalho versa acerca do processo de independência angolano, em que três pontos lhe dão fundamento: (i) a composição do aparato colonial português para o século XX; (ii) a formação e a atuação dos principais grupos nacionalistas de Angola ao longo da guerra de libertação nacional; por fim, (iii) o modo como a pátria angolana se tornaria um microcosmo da Guerra Fria entre a instauração do governo de transição, em janeiro de 1975 e a noite de onze de novembro de 1975, quando os dirigentes do MPLA declaram a independência do país.

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