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Corpos nus e corpos vestidos: Tasso e a Idade de Ouro
| Resumo: | O escritor italiano Torquato Tasso confere uma importância enorme à Idade do Ouro. A peça Aminta comemora aquela época, valorizando daquele tempo feliz principalmente a nudez dos corpos. Tal tema, porém, na produção de Tasso apresenta uma configuração extremamente articulada. No poema Jerusalém Libertada, que foi composto posteriormente a Aminta, o ponto de vista muda completamente: a nudez é expressão do mal. O Cristianismo ocupa completamente na Jerusalém Libertada o espaço da representação e constitui a única forma de civilidade. Não pode haver um precedente, ainda que remoto como a Idade do Ouro, cheio de lisonjas ameaçadoras e carregadas de uma perigosa verdade natural, nem pode haver uma alternativa para suas leis e para sua antropologia, o que poderia ser proposto pelos hábitos dos povos selvagens. Por isso não deve surpreender que a Idade do Ouro na Jerusalém Libertada seja retratada apenas em termos de uma crença fantástica, de uma opinião arbitrária e inconsciente, que pertencia aos homens antigos. |
|---|---|
| Autores principais: | Palumbo, Matteo Angelo |
| Assunto: | Corpo Nudez Pecado |
| Ano: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | O escritor italiano Torquato Tasso confere uma importância enorme à Idade do Ouro. A peça Aminta comemora aquela época, valorizando daquele tempo feliz principalmente a nudez dos corpos. Tal tema, porém, na produção de Tasso apresenta uma configuração extremamente articulada. No poema Jerusalém Libertada, que foi composto posteriormente a Aminta, o ponto de vista muda completamente: a nudez é expressão do mal. O Cristianismo ocupa completamente na Jerusalém Libertada o espaço da representação e constitui a única forma de civilidade. Não pode haver um precedente, ainda que remoto como a Idade do Ouro, cheio de lisonjas ameaçadoras e carregadas de uma perigosa verdade natural, nem pode haver uma alternativa para suas leis e para sua antropologia, o que poderia ser proposto pelos hábitos dos povos selvagens. Por isso não deve surpreender que a Idade do Ouro na Jerusalém Libertada seja retratada apenas em termos de uma crença fantástica, de uma opinião arbitrária e inconsciente, que pertencia aos homens antigos. |
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