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Azitromicina no tratamento da polipose nasossinusal eosinofílica: análise clínica e histomorfológica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A Polipose Nasossinusal Eosinofílica (PNSE) é uma doença inflamatória crônica com formação de pólipos nasais benignos, múltiplos e bilaterais. Apresenta patogênese multifatorial, estando a inflamação crônica sempre associada. Trata-se de uma doença benigna, porém com grande comprometimento da qualidade de vida dos portadores. Os tratamentos utilizados (corticosteroides e cirurgia endoscópica nasal) levam ao controle dos sintomas, porém recidivas são frequentes. Os macrolídeos usados como imunomoduladores são uma promissora ferramenta para um controle mais eficaz da doença. Objetivos: Avaliar o tratamento com Azitromicina em baixa dose por tempo prolongado na PNSE com base na avaliação subjetiva do paciente, estadiamento da polipose e questionário de qualidade de vida (SNOT-22). Caracterizar o comportamento inflamatório e o percentual de eosinófilos, antes e após o tratamento, nas biópsias dos pólipos nasais eosinofílicos através de escore e correlacionar a melhora clínica do paciente com a alteração histomorfológica encontrada. Casuística e Metodologia: Trata-se de estudo de casuística auto pareado em pacientes com PNSE. Foi realizada a comparação dos pacientes pré-tratamento e pós-tratamento com Azitromicina na dose de 500mg, VO, três vezes por semana durante 8 semanas. Os pacientes foram submetidos a exame clínico, estadiamento, aplicação do questionário SNOT-22 e biópsia dos pólipos nasais no início e ao final do tratamento. Resultados: Trinta e três pacientes completaram o estudo. A medicação foi bem tolerada de maneira geral. Houve melhora clínica significativa no pós-tratamento nas três variáveis estudadas: avaliação subjetiva do paciente (60,6%), estadiamento da polipose (69,7%) e questionário SNOT-22 (57,6%). Não encontramos alteração significativa no padrão inflamatório, no percentual ou no número absoluto de eosinófilos por campo, nas amostras antes e após o tratamento (p>0,05). Não houve diferença entre as respostas dos grupos com e sem asma/intolerância à aspirina. Pacientes com estadiamento inicial avançado apresentaram menores índices de melhora subjetiva e redução do estadiamento. Conclusão: A Azitromicina, com base no estudo, poderia ser considerada mais uma opção terapêutica da PNSE. Mais estudos são necessários para definir o real mecanismo de ação envolvido.
Autores principais:Isamara Simas de Oliveira
Assunto:Eosinófilos Questionários Imagem tridimensional Pólipos nasais Azitromicina Endoscopia Pólipos nasais/metabolismo Células epiteliais Questionários Imagem tridimensional Apoptose/efeitos de drogas Pólipos nasais Azitromicina/administração & dosagem Eritromicina/uso terapêutico
Ano:2019
País:Brasil
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:Introdução: A Polipose Nasossinusal Eosinofílica (PNSE) é uma doença inflamatória crônica com formação de pólipos nasais benignos, múltiplos e bilaterais. Apresenta patogênese multifatorial, estando a inflamação crônica sempre associada. Trata-se de uma doença benigna, porém com grande comprometimento da qualidade de vida dos portadores. Os tratamentos utilizados (corticosteroides e cirurgia endoscópica nasal) levam ao controle dos sintomas, porém recidivas são frequentes. Os macrolídeos usados como imunomoduladores são uma promissora ferramenta para um controle mais eficaz da doença. Objetivos: Avaliar o tratamento com Azitromicina em baixa dose por tempo prolongado na PNSE com base na avaliação subjetiva do paciente, estadiamento da polipose e questionário de qualidade de vida (SNOT-22). Caracterizar o comportamento inflamatório e o percentual de eosinófilos, antes e após o tratamento, nas biópsias dos pólipos nasais eosinofílicos através de escore e correlacionar a melhora clínica do paciente com a alteração histomorfológica encontrada. Casuística e Metodologia: Trata-se de estudo de casuística auto pareado em pacientes com PNSE. Foi realizada a comparação dos pacientes pré-tratamento e pós-tratamento com Azitromicina na dose de 500mg, VO, três vezes por semana durante 8 semanas. Os pacientes foram submetidos a exame clínico, estadiamento, aplicação do questionário SNOT-22 e biópsia dos pólipos nasais no início e ao final do tratamento. Resultados: Trinta e três pacientes completaram o estudo. A medicação foi bem tolerada de maneira geral. Houve melhora clínica significativa no pós-tratamento nas três variáveis estudadas: avaliação subjetiva do paciente (60,6%), estadiamento da polipose (69,7%) e questionário SNOT-22 (57,6%). Não encontramos alteração significativa no padrão inflamatório, no percentual ou no número absoluto de eosinófilos por campo, nas amostras antes e após o tratamento (p>0,05). Não houve diferença entre as respostas dos grupos com e sem asma/intolerância à aspirina. Pacientes com estadiamento inicial avançado apresentaram menores índices de melhora subjetiva e redução do estadiamento. Conclusão: A Azitromicina, com base no estudo, poderia ser considerada mais uma opção terapêutica da PNSE. Mais estudos são necessários para definir o real mecanismo de ação envolvido.

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