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Contaminação parasitária em amostras de alface crespa (lactuca sativa var. crispa), de cultivos tradicional e hidropônico, comercializadas em duas feiras livres da zona norte do Rio de Janeiro (RJ)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Das infecções humanas, as enteroparasitoses possuem considerável relevância, pois acometem grupos sociais desfavorecidos e, em sua maioria, estão ligadas às precárias condições higiênico-sanitárias destes indivíduos, em todo o mundo. A forma de transmissão ocorre por meio da ingestão de água e/ou alimentos contaminados por formas evolutivas infectantes de parasitos, como cistos e oocistos de protozoários e ovos ou larvas de helmintos. Dentre os alimentos, as hortaliças ganham destaque na transmissão de enteroparasitoses, pois, ao longo de sua cadeia de produção e processamento até os consumidores, podem ser contaminadas pela água de irrigação, pela adubação com fezes animais e/ou humanas, ou ainda pela própria manipulação dos horticultores ou de comerciantes. O tipo de hortaliça, bem como sua forma de cultivo, pode interferir no processo de contaminação. O presente estudo teve como objetivo identificar a contaminação parasitária em alfaces da variedade crespa (Lactuca sativa var. crispa), de cultivos tradicional e hidropônico, comercializadas em duas feiras livres da zona norte da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foram coletadas 100 amostras de alfaces crespas em duas feiras livres, uma no bairro do Méier e outra no bairro da Tijuca, sendo 50 de cada tipo de cultivo. As amostras foram processadas por técnicas parasitológicas tradicionais de flutuação e sedimentação. Do total de amostras, 12 (12%) apresentaram positividade para formas evolutivas de helmintos ou protozoários de importância médico-veterinária como cisto de amebídeo, oocisto de coccídio e ovos de helmintos da superfamília Ancylostomatoidea. Contaminação por organismos em vida livre foi detectada em 97% das amostras. Verificou-se nível de positividade similar entre as amostras de cultivo tradicional e hidropônico. Apesar de ter sido evidenciada a presença de contaminantes em quase todas as amostras, a baixa frequência de formas evolutivas associadas a parasitos de seres humanos ou de animais indica que estas hortaliças representam baixo risco para aquisição de enteroparasitos, embora estejam em desacordo com as normas da ANVISA, que regulamenta os padrões de identidade e qualidade para os alimentos que serão consumidos. Estes resultados qualificam essas alfaces como inadequadas para o consumo humano, sem devida higienização.
Autores principais:Pacifico, Bruno Barbosa
Assunto:Parasitos intestinais Enteroparasitoses Alfaces Contaminação Parasitos Intestinal parasites Enteroparasitoses Lettuces Contamination
Ano:2017
País:Brasil
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:unknown
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:Das infecções humanas, as enteroparasitoses possuem considerável relevância, pois acometem grupos sociais desfavorecidos e, em sua maioria, estão ligadas às precárias condições higiênico-sanitárias destes indivíduos, em todo o mundo. A forma de transmissão ocorre por meio da ingestão de água e/ou alimentos contaminados por formas evolutivas infectantes de parasitos, como cistos e oocistos de protozoários e ovos ou larvas de helmintos. Dentre os alimentos, as hortaliças ganham destaque na transmissão de enteroparasitoses, pois, ao longo de sua cadeia de produção e processamento até os consumidores, podem ser contaminadas pela água de irrigação, pela adubação com fezes animais e/ou humanas, ou ainda pela própria manipulação dos horticultores ou de comerciantes. O tipo de hortaliça, bem como sua forma de cultivo, pode interferir no processo de contaminação. O presente estudo teve como objetivo identificar a contaminação parasitária em alfaces da variedade crespa (Lactuca sativa var. crispa), de cultivos tradicional e hidropônico, comercializadas em duas feiras livres da zona norte da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foram coletadas 100 amostras de alfaces crespas em duas feiras livres, uma no bairro do Méier e outra no bairro da Tijuca, sendo 50 de cada tipo de cultivo. As amostras foram processadas por técnicas parasitológicas tradicionais de flutuação e sedimentação. Do total de amostras, 12 (12%) apresentaram positividade para formas evolutivas de helmintos ou protozoários de importância médico-veterinária como cisto de amebídeo, oocisto de coccídio e ovos de helmintos da superfamília Ancylostomatoidea. Contaminação por organismos em vida livre foi detectada em 97% das amostras. Verificou-se nível de positividade similar entre as amostras de cultivo tradicional e hidropônico. Apesar de ter sido evidenciada a presença de contaminantes em quase todas as amostras, a baixa frequência de formas evolutivas associadas a parasitos de seres humanos ou de animais indica que estas hortaliças representam baixo risco para aquisição de enteroparasitos, embora estejam em desacordo com as normas da ANVISA, que regulamenta os padrões de identidade e qualidade para os alimentos que serão consumidos. Estes resultados qualificam essas alfaces como inadequadas para o consumo humano, sem devida higienização.

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