Publicação
Estudo de concreto com poliestireno expandido reciclado
| Resumo: | O concreto leve obtido com adição de partículas de poliestireno expandido (EPS) é conhecido como concreto com EPS. Estudou-se neste trabalho as propriedades de concretos com adição de dois teores diferentes de EPS para uso em paredes estruturais. O EPS por ser um material produzido em larga escala e muito leve, produz um grande volume de resíduos, os quais são pouco reaproveitados, principalmente no Brasil. Devido a necessidade de preservação do meio ambiente, este trabalho visou comparar o desempenho do concreto com a adição de EPS em pérolas e o reciclado. Foram fabricados cinco tipos de concretos, o primeiro de controle sem a adição de EPS e os outros quatro com duas porcentagens diferentes de EPS em pérolas e reciclado, a fim de analisar a influência do teor e tipo de EPS nas propriedades da mistura. Quanto aos ensaios realizados, foram avaliadas: resistência à compressão, massa específica, índice de vazios, absorção por imersão e por capilaridade. Por fim, realizaram-se testes utilizando pequenos moldes cúbicos de madeira cobertos com placas, cada uma com um dos cinco tipos concretos estudados para avaliar o fluxo de calor através das amostras e a temperatura no interior dos moldes. Constatou-se que a resistência à compressão dos concretos com adição de EPS apresentaram resultados inferiores na faixa de 34 a 50% em relação ao concreto de referência (sem a adição de EPS). Sendo que o concreto que apresentou melhor resultado nesse quesito foi o concreto com menor teor de EPS em pérolas. Em relação as propriedades físicas, o concreto de referência exibiu a menor absorção e índice de vazios, enquanto o concreto com maior teor de EPS em pérolas apresentou os maiores resultados para essas características, dentre todos os concretos estudados. Em contrapartida, em relação à absorção por capilaridade, o concreto de referência exibiu o pior desempenho, enquanto que os concretos com adição de EPS, especialmente o com maior teor de EPS em pérolas, demonstrou o melhor desempenho, ou seja, na redução da absorção por capilaridade. Finalmente, em relação ao ensaio térmico todos os concretos com EPS apresentaram resultados melhores do que o concreto de referência, na redução da temperatura máxima atingida pelas placas e no interior dos compartimentos e no atraso da ascensão da temperatura, principalmente o concreto com maior teor de EPS reciclado. Assim conclui-se que é plausível a substituição do EPS em pérolas por reciclado, devido às proximidades nos resultados encontrados, porém faz-se necessário a realização de estudos mais aprofundados a fim de melhorar algumas características para a aplicação em paredes estruturais, tais como, a resistência à compressão. |
|---|---|
| Autores principais: | Carvalho, Carlos Henrique Rezende |
| Assunto: | CNPQ::ENGENHARIAS::ENGENHARIA CIVIL::CONSTRUCAO CIVIL::MATERIAIS E COMPONENTES DE CONSTRUCAO Concreto com EPS EPS reciclado Paredes estruturais Comportamento térmico EPS Concrete Recycled EPS Structural walls Thermal behavior Engenharia civil Concreto Poliestireno Concreto - Aditivos |
| Ano: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | O concreto leve obtido com adição de partículas de poliestireno expandido (EPS) é conhecido como concreto com EPS. Estudou-se neste trabalho as propriedades de concretos com adição de dois teores diferentes de EPS para uso em paredes estruturais. O EPS por ser um material produzido em larga escala e muito leve, produz um grande volume de resíduos, os quais são pouco reaproveitados, principalmente no Brasil. Devido a necessidade de preservação do meio ambiente, este trabalho visou comparar o desempenho do concreto com a adição de EPS em pérolas e o reciclado. Foram fabricados cinco tipos de concretos, o primeiro de controle sem a adição de EPS e os outros quatro com duas porcentagens diferentes de EPS em pérolas e reciclado, a fim de analisar a influência do teor e tipo de EPS nas propriedades da mistura. Quanto aos ensaios realizados, foram avaliadas: resistência à compressão, massa específica, índice de vazios, absorção por imersão e por capilaridade. Por fim, realizaram-se testes utilizando pequenos moldes cúbicos de madeira cobertos com placas, cada uma com um dos cinco tipos concretos estudados para avaliar o fluxo de calor através das amostras e a temperatura no interior dos moldes. Constatou-se que a resistência à compressão dos concretos com adição de EPS apresentaram resultados inferiores na faixa de 34 a 50% em relação ao concreto de referência (sem a adição de EPS). Sendo que o concreto que apresentou melhor resultado nesse quesito foi o concreto com menor teor de EPS em pérolas. Em relação as propriedades físicas, o concreto de referência exibiu a menor absorção e índice de vazios, enquanto o concreto com maior teor de EPS em pérolas apresentou os maiores resultados para essas características, dentre todos os concretos estudados. Em contrapartida, em relação à absorção por capilaridade, o concreto de referência exibiu o pior desempenho, enquanto que os concretos com adição de EPS, especialmente o com maior teor de EPS em pérolas, demonstrou o melhor desempenho, ou seja, na redução da absorção por capilaridade. Finalmente, em relação ao ensaio térmico todos os concretos com EPS apresentaram resultados melhores do que o concreto de referência, na redução da temperatura máxima atingida pelas placas e no interior dos compartimentos e no atraso da ascensão da temperatura, principalmente o concreto com maior teor de EPS reciclado. Assim conclui-se que é plausível a substituição do EPS em pérolas por reciclado, devido às proximidades nos resultados encontrados, porém faz-se necessário a realização de estudos mais aprofundados a fim de melhorar algumas características para a aplicação em paredes estruturais, tais como, a resistência à compressão. |
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Atividades financiadas
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