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Regionalização como estratégia de universalização do SUS

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Summary:A discussão sobre o acesso aos serviços de saúde é de suma importância, uma vez que dificuldades encontradas na atenção à saúde podem afetar a qualidade de vida das pessoas. Desde a sua criação, o SUS tem passado por diversas transformações, como hierarquização e regionalização, a fim de reduzir as desigualdades geográficas e sociais no acesso aos serviços de saúde. A hipótese da tese refere-se à provável existência de deslocamentos excessivos de pacientes entre regiões devido à centralização dos serviços nos grandes aglomerados urbanos. O objetivo da tese é, portanto, caracterizar a rede de saúde pública brasileira na tentativa de responder se os critérios aplicados para a regionalização do SUS atendem aos princípios da universalidade e da integralidade como determina a legislação, com ampliação da cobertura dos serviços de saúde. É feita uma discussão teórica sobre universalidade, sistemas de saúde e políticas regionais para embasar os padrões utilizados pelo SUS. Dados municipais em painel para os anos 2010-2015 são usados para analisar características espaciais do SUS e para realizar uma estimação de efeitos fixos, a fim de verificar os principais determinantes da despesa municipal per capita em saúde. Conclui-se que, apesar da regionalização, a universalização do SUS ainda é pouco abrangente para a população de municípios menores, sendo necessários critérios além dos econômicos caso se queira melhorar o aspecto distributivo do sistema.
Main Authors:Machado, Carolina Silveira Rocha
Subject:Urban Network Health Network Regionalization. SUS Rede urbana Rede de saúde Regionalização Políticas públicas Brasil Sistema Único de Saúde (Brasil) CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::POLITICAS PUBLICAS::ANALISE INSTITUCIONAL
Year:2021
Country:Brazil
Document type:doctoral thesis
Access type:open access
Associated institution:IBICT
Language:Portuguese
Origin:Oasisbr
Description
Summary:A discussão sobre o acesso aos serviços de saúde é de suma importância, uma vez que dificuldades encontradas na atenção à saúde podem afetar a qualidade de vida das pessoas. Desde a sua criação, o SUS tem passado por diversas transformações, como hierarquização e regionalização, a fim de reduzir as desigualdades geográficas e sociais no acesso aos serviços de saúde. A hipótese da tese refere-se à provável existência de deslocamentos excessivos de pacientes entre regiões devido à centralização dos serviços nos grandes aglomerados urbanos. O objetivo da tese é, portanto, caracterizar a rede de saúde pública brasileira na tentativa de responder se os critérios aplicados para a regionalização do SUS atendem aos princípios da universalidade e da integralidade como determina a legislação, com ampliação da cobertura dos serviços de saúde. É feita uma discussão teórica sobre universalidade, sistemas de saúde e políticas regionais para embasar os padrões utilizados pelo SUS. Dados municipais em painel para os anos 2010-2015 são usados para analisar características espaciais do SUS e para realizar uma estimação de efeitos fixos, a fim de verificar os principais determinantes da despesa municipal per capita em saúde. Conclui-se que, apesar da regionalização, a universalização do SUS ainda é pouco abrangente para a população de municípios menores, sendo necessários critérios além dos econômicos caso se queira melhorar o aspecto distributivo do sistema.

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