Publicação
O conceito de Habitus e a obra de Erwin Panofsky: teoria e metodologia da história da arte e da arquitetura na primeira metade do século XX
| Resumo: | Este trabalho abrange o conceito de habitus, segundo a obra Arquitetura Gótica e Escolástica de Erwin Panofsky, visando o seu distanciamento das historiografias passadas como a de Wölfflin, Riegl, Warburg ou Cassirer , os debates que os trabalhos de Panofsky produziram, e a influência que sua teoria e metodologia exerceram sobre autores posteriores a ele, nas mais diversas áreas, através desse conceito. Tal influência faria com que o conceito fosse reapropriado por autores como Gombrich, Eco, Bourdieu e Chartier. Os dois últimos, especialmente, reconheceram no habitus a superação, por Panofsky, de suas críticas à obra de Wölfflin e Riegl: a superação do positivismo e do formalismo, assim como o abandono da procura pelo precursor, a capacidade e liberdade da invenção individual, a abordagem psicológica do gênio, e o distanciamento da História do Espírito. Apesar de se mostrar uma eficaz solução teórica a muitas questões históricas abertas até então (algumas comuns também à escola dos Annales), foi dedicado a esse conceito muita pouca atenção por parte de historiadores e teóricos. No mais das vezes, estes voltam sua atenção apenas para seu renomado método Iconológico, ou para as formas simbólicas. Contudo, há no conceito de habitus e na Iconologia uma gênese historiográfica muito próxima. Ambos surgem do interesse de Panofsky pelo fenômeno gótico, pela escolástica especialmente por Aquino e Suger e pelo alegorismo sagrado. O alegorismo a concepção medieval de se revelar sentidos trinos em textos e imagens é a base na qual Panofsky concebeu seu método tripartite de investigação do significado artístico a Iconologia. Da mesma forma, a formulação do habitus e da renomada tese de Arquitetura Gótica e Escolástica tem uma base escolástica em comum com o próprio alegorismo. |
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| Autores principais: | Liszt Vianna Neto |
| Assunto: | Historiografia e teoria Panofsky História da arte Habitus Historiografia História Panofsky, Erwin, 1892-1968 Arte História |
| Ano: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Este trabalho abrange o conceito de habitus, segundo a obra Arquitetura Gótica e Escolástica de Erwin Panofsky, visando o seu distanciamento das historiografias passadas como a de Wölfflin, Riegl, Warburg ou Cassirer , os debates que os trabalhos de Panofsky produziram, e a influência que sua teoria e metodologia exerceram sobre autores posteriores a ele, nas mais diversas áreas, através desse conceito. Tal influência faria com que o conceito fosse reapropriado por autores como Gombrich, Eco, Bourdieu e Chartier. Os dois últimos, especialmente, reconheceram no habitus a superação, por Panofsky, de suas críticas à obra de Wölfflin e Riegl: a superação do positivismo e do formalismo, assim como o abandono da procura pelo precursor, a capacidade e liberdade da invenção individual, a abordagem psicológica do gênio, e o distanciamento da História do Espírito. Apesar de se mostrar uma eficaz solução teórica a muitas questões históricas abertas até então (algumas comuns também à escola dos Annales), foi dedicado a esse conceito muita pouca atenção por parte de historiadores e teóricos. No mais das vezes, estes voltam sua atenção apenas para seu renomado método Iconológico, ou para as formas simbólicas. Contudo, há no conceito de habitus e na Iconologia uma gênese historiográfica muito próxima. Ambos surgem do interesse de Panofsky pelo fenômeno gótico, pela escolástica especialmente por Aquino e Suger e pelo alegorismo sagrado. O alegorismo a concepção medieval de se revelar sentidos trinos em textos e imagens é a base na qual Panofsky concebeu seu método tripartite de investigação do significado artístico a Iconologia. Da mesma forma, a formulação do habitus e da renomada tese de Arquitetura Gótica e Escolástica tem uma base escolástica em comum com o próprio alegorismo. |
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