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Otimização da propagação clonal de Eucalyptus globulus Labill

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Resumo:Poucas espécies de Eucalyptus apresentam aptidão ao cultivo em regiões de baixas temperaturas e geadas frequentes, limitando seu cultivo em algumas regiões do Brasil. Genótipos de Eucalyptus globulus podem representar opções futuras para plantios florestais, tendo em vista o seu ótimo desempenho silvicultural nessas condições. No entanto, informações quanto à obtenção de mudas clonais são escassas, e se focarmos as espécies recomendadas para plantio em condições subtropicais, tal carência é ainda maior, principalmente em termos endógenos e exógenos de enraizamento de propágulos. Esta espécie se destaca também, pelo grande interesse no setor florestal, sobretudo em relação às características de sua madeira para obtenção de celulose, porém, é considerada recalcitrante ao enraizamento de estacas, especialmente quando envolve material adulto, dificultando o aproveitamento dos benefícios da clonagem. Por essa razão, o presente trabalho teve como objetivo principal avaliar a técnica de micropropagação de clones de E. globulus, visando a reversão à juvenilidade, aumentando os índices de enraizamento e, consequentemente a produção de mudas clonais. Para tanto, os clones (USP 01, USP 24 e USP 33) foram estudados e apresentaram estabelecimento satisfatório, onde avaliou-se: (a) a multiplicação in vitro, testando-se três meios de cultura (WPM, JADS e MS) suplementados com concentrações do regulador de crescimento BAP (0; 0,50 e 1,0 mg L-1) combinado com ANA (0; 0,05 e 0,10 mg L-1); (b) o alongamento in vitro, testando-se o meio de cultura WPM suplementado com concentrações de BAP (0; 0,05 e 0,10 mg L-1) combinadas com ANA (0; 0,1; 0,2 e 0,3 mg L-1); (c) e o enraizamento in vitro, em que brotações alongadas in vitro dos clones foram coletadas e transferidas para meio de cultura WPM, suplementado com 0 e 0,05 mg L-1 de BAP combinado com 0; 0,1; 0,5 e 1,0 mg L-1 de AIB. Os resultados revelaram comportamentos diferenciados dos clones quanto à multiplicação e alongamento in vitro. As taxas de multiplicação in vitro dos clones variaram ao longo dos 10 subcultivos, com uma estabilização a partir do 6º subcultivo para todos os clones avaliados, sendo a maior taxa de multiplicação (número médio de 13 gemas) na concentração de 0,7 mg L-1 de BAP e 0,05 mg L-1 de ANA no meio de cultura WPM. O meio de cultura WPM avaliado no alongamento in vitro, contribuiu favoravelmente para o alongamento das brotações, assim como ANA na concentração de 0,3 mg L-1 combinando com 0,1 mg L-1 de BAP. Portanto, o protocolo desenvolvido mostrou-se eficiente para micropropagação via proliferação de gemas axilares dos clones avaliados, porém, em relação ao enraizamento constatou-se apenas uma raiz emitida na concentração de 0,5 mg L-1 de AIB no clone 01. De forma geral, em razão dos resultados observados, conclui-se que apesar de mostrar-se viável, a micropropagação não promoveu rejuvenescimento significativo dos clones de E. globulus, uma vez que não foi observado enraizamento expressivo das microestacas para as características avaliadas.
Autores principais:Germana Marcelino Cordeiro
Ano:2013
País:Brasil
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:Poucas espécies de Eucalyptus apresentam aptidão ao cultivo em regiões de baixas temperaturas e geadas frequentes, limitando seu cultivo em algumas regiões do Brasil. Genótipos de Eucalyptus globulus podem representar opções futuras para plantios florestais, tendo em vista o seu ótimo desempenho silvicultural nessas condições. No entanto, informações quanto à obtenção de mudas clonais são escassas, e se focarmos as espécies recomendadas para plantio em condições subtropicais, tal carência é ainda maior, principalmente em termos endógenos e exógenos de enraizamento de propágulos. Esta espécie se destaca também, pelo grande interesse no setor florestal, sobretudo em relação às características de sua madeira para obtenção de celulose, porém, é considerada recalcitrante ao enraizamento de estacas, especialmente quando envolve material adulto, dificultando o aproveitamento dos benefícios da clonagem. Por essa razão, o presente trabalho teve como objetivo principal avaliar a técnica de micropropagação de clones de E. globulus, visando a reversão à juvenilidade, aumentando os índices de enraizamento e, consequentemente a produção de mudas clonais. Para tanto, os clones (USP 01, USP 24 e USP 33) foram estudados e apresentaram estabelecimento satisfatório, onde avaliou-se: (a) a multiplicação in vitro, testando-se três meios de cultura (WPM, JADS e MS) suplementados com concentrações do regulador de crescimento BAP (0; 0,50 e 1,0 mg L-1) combinado com ANA (0; 0,05 e 0,10 mg L-1); (b) o alongamento in vitro, testando-se o meio de cultura WPM suplementado com concentrações de BAP (0; 0,05 e 0,10 mg L-1) combinadas com ANA (0; 0,1; 0,2 e 0,3 mg L-1); (c) e o enraizamento in vitro, em que brotações alongadas in vitro dos clones foram coletadas e transferidas para meio de cultura WPM, suplementado com 0 e 0,05 mg L-1 de BAP combinado com 0; 0,1; 0,5 e 1,0 mg L-1 de AIB. Os resultados revelaram comportamentos diferenciados dos clones quanto à multiplicação e alongamento in vitro. As taxas de multiplicação in vitro dos clones variaram ao longo dos 10 subcultivos, com uma estabilização a partir do 6º subcultivo para todos os clones avaliados, sendo a maior taxa de multiplicação (número médio de 13 gemas) na concentração de 0,7 mg L-1 de BAP e 0,05 mg L-1 de ANA no meio de cultura WPM. O meio de cultura WPM avaliado no alongamento in vitro, contribuiu favoravelmente para o alongamento das brotações, assim como ANA na concentração de 0,3 mg L-1 combinando com 0,1 mg L-1 de BAP. Portanto, o protocolo desenvolvido mostrou-se eficiente para micropropagação via proliferação de gemas axilares dos clones avaliados, porém, em relação ao enraizamento constatou-se apenas uma raiz emitida na concentração de 0,5 mg L-1 de AIB no clone 01. De forma geral, em razão dos resultados observados, conclui-se que apesar de mostrar-se viável, a micropropagação não promoveu rejuvenescimento significativo dos clones de E. globulus, uma vez que não foi observado enraizamento expressivo das microestacas para as características avaliadas.

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