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Prevalência da infecção latente por Mycobacterium tuberculosis nos transplantados renais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A latência é o maior obstáculo à erradicação da infecção por Mycobacterium tuberculosis. Como a imunossupressão pode interferir na resposta ao teste tuberculinico, detectar a infecção latente por Mycobacterium tuberculosis é um grande desafio. O tratamento da infecção latente tem fundamental papel no transplante renal evitando a disfunção ou perda do enxerto. A terapia de prevenção com Isoniazida vem contribuindo para a diminuição dos casos potenciais de tuberculose. Trata-se de estudo longitudinal realizado no ambulatório de transplantes renais do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil. Neste estudo, foram selecionados 324 pacientes e após aplicar os critérios de exclusão e perdas foram avaliados 216 (66,7%) pacientes em relação à infecção latente por Mycobacterium tuberculosis utilizando-se o teste tuberculínico. Os receptores foram submetidos ao transplante renal no período de janeiro 1978 a outubro de 2010. Fatores de risco e possíveis associações destes em relação à resposta ao teste tuberculínico foram avaliados, como: sexo, fumo, história de contato com tuberculose; índice de massa corporal; presença da cicatriz vacinal para Bacillus Calmette-Guérin; doença autoimune, Diabetes mellitus; presença de hepatite(s) e neoplasia após transplante; esquema imunossupressor, terapia de indução; tipo do doador (vivo ou falecido); intervalo entre a realização do transplante e do teste tuberculínico e a função renal (taxa de filtração glomerular) no período da realização dos testes. Receptores foram classificados como positivos ou negativos ao teste e se reatores encaminhados para terapia de prevenção com isoniazida. Um segundo teste foi realizado se o primeiro teste tuberculínico fosse negativo. Dos 216 pacientes, cento e trinta e quatro pacientes eram do gênero masculino (62%), com média de idade de 46,5 anos (DP±12,3). A freqüência para Diabetes mellitus foi de 25%. Foi observado que a principal etiologia da doença renal crônica foi de causa indeterminada (50%), seguido das glomerulopatias (22,2%). Na análise univariada não houve associação entre presença de cicatriz vacinal, alcoolismo, tabagismo, índice de massa corporal, diabetes, esquema de imunossupressão com diferentes combinações de fármacos, intervalo entre a realização do transplante e do teste com positividade ao teste tuberculínico. História de contato prévio com tuberculose e função renal preservada com taxa de filtração glomerular maior ou igual a 60 mL/min/1,73 m2 em relação ao primeiro teste tuberculínico foram significantes. A prevalência para infecção latente por Mycobacterium tuberculosis foi de 18,5% nesta população. O primeiro teste tuberculínico foi considerado positivo em 29/40 (13,4%) receptores e 11/40 (5,8%) pacientes apresentaram o segundo teste positivo. O incremento do segundo teste em relação ao primeiro foi significante (p=0,012). A prevalência de infecção latente por Mycobacterium tuberculosis foi baixa em transplantados renais. Um segundo teste tuberculínico deve ser realizado quando o primeiro teste for negativo. O teste deve ser realizado preferencialmente quando o receptor apresentar melhor função do enxerto.
Autores principais:Monica Maria Delgado Maciel
Assunto:Imunossupressão Transplante renal Teste Tuberculínico Infecção Latente por Mycobacterium tuberculosis M tuberculosis Tuberculose Imunossupressão Mycobacterium tuberculosis Transplante de rim Tuberculose/epidemiologia Tuberculose Teste tuberculinico
Ano:2019
País:Brasil
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:A latência é o maior obstáculo à erradicação da infecção por Mycobacterium tuberculosis. Como a imunossupressão pode interferir na resposta ao teste tuberculinico, detectar a infecção latente por Mycobacterium tuberculosis é um grande desafio. O tratamento da infecção latente tem fundamental papel no transplante renal evitando a disfunção ou perda do enxerto. A terapia de prevenção com Isoniazida vem contribuindo para a diminuição dos casos potenciais de tuberculose. Trata-se de estudo longitudinal realizado no ambulatório de transplantes renais do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil. Neste estudo, foram selecionados 324 pacientes e após aplicar os critérios de exclusão e perdas foram avaliados 216 (66,7%) pacientes em relação à infecção latente por Mycobacterium tuberculosis utilizando-se o teste tuberculínico. Os receptores foram submetidos ao transplante renal no período de janeiro 1978 a outubro de 2010. Fatores de risco e possíveis associações destes em relação à resposta ao teste tuberculínico foram avaliados, como: sexo, fumo, história de contato com tuberculose; índice de massa corporal; presença da cicatriz vacinal para Bacillus Calmette-Guérin; doença autoimune, Diabetes mellitus; presença de hepatite(s) e neoplasia após transplante; esquema imunossupressor, terapia de indução; tipo do doador (vivo ou falecido); intervalo entre a realização do transplante e do teste tuberculínico e a função renal (taxa de filtração glomerular) no período da realização dos testes. Receptores foram classificados como positivos ou negativos ao teste e se reatores encaminhados para terapia de prevenção com isoniazida. Um segundo teste foi realizado se o primeiro teste tuberculínico fosse negativo. Dos 216 pacientes, cento e trinta e quatro pacientes eram do gênero masculino (62%), com média de idade de 46,5 anos (DP±12,3). A freqüência para Diabetes mellitus foi de 25%. Foi observado que a principal etiologia da doença renal crônica foi de causa indeterminada (50%), seguido das glomerulopatias (22,2%). Na análise univariada não houve associação entre presença de cicatriz vacinal, alcoolismo, tabagismo, índice de massa corporal, diabetes, esquema de imunossupressão com diferentes combinações de fármacos, intervalo entre a realização do transplante e do teste com positividade ao teste tuberculínico. História de contato prévio com tuberculose e função renal preservada com taxa de filtração glomerular maior ou igual a 60 mL/min/1,73 m2 em relação ao primeiro teste tuberculínico foram significantes. A prevalência para infecção latente por Mycobacterium tuberculosis foi de 18,5% nesta população. O primeiro teste tuberculínico foi considerado positivo em 29/40 (13,4%) receptores e 11/40 (5,8%) pacientes apresentaram o segundo teste positivo. O incremento do segundo teste em relação ao primeiro foi significante (p=0,012). A prevalência de infecção latente por Mycobacterium tuberculosis foi baixa em transplantados renais. Um segundo teste tuberculínico deve ser realizado quando o primeiro teste for negativo. O teste deve ser realizado preferencialmente quando o receptor apresentar melhor função do enxerto.

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