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A autoetnografia performática e a pesquisa qualitativa na Saúde Coletiva: (des)encontros método+lógicos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A autoetnografia performática é uma metodologia de pesquisa qualitativa que busca problematizar as resistências entre o “eu” (auto) e o coletivo (etno) no ato de escrever (grafia). Assim, o objetivo deste artigo é discutir a construção teórico-prática da autoetnografia performática e sua aplicabilidade como método de pesquisa e análise qualitativa no campo da Saúde Coletiva por meio, inclusive, de uma escrita autoetnográfica performática. A partir da problematização das bases epistêmicas e ontológicas da autoetnografia performática, apontando possibilidades para o seu desenvolvimento e inclusão nos estudos do campo da Saúde Coletiva, apresenta-se a autoetnografia performática como uma estratégia para ampliar as possibilidades de justiça social, de democratização e de pluralismos nas/das práticas de pesquisa. Orientada pela episteme pós-colonial, que explora abordagens descolonizadoras que provocam e criam condições para a transformação do próprio olhar acadêmico e do conhecimento que privilegia certas representações do “outro”, a autoetnografia performática problematiza principalmente como as histórias subalternizadas e marginalizadas se relacionam com os sistemas considerados hegemônicos.
Autores principais:Raimondi,Gustavo Antonio
Outros Autores:Moreira,Claudio; Brilhante,Aline Veras; Barros,Nelson Filice de
Assunto:Pesquisa Qualitativa Cultura Etnografia
Ano:2020
País:Brasil
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:A autoetnografia performática é uma metodologia de pesquisa qualitativa que busca problematizar as resistências entre o “eu” (auto) e o coletivo (etno) no ato de escrever (grafia). Assim, o objetivo deste artigo é discutir a construção teórico-prática da autoetnografia performática e sua aplicabilidade como método de pesquisa e análise qualitativa no campo da Saúde Coletiva por meio, inclusive, de uma escrita autoetnográfica performática. A partir da problematização das bases epistêmicas e ontológicas da autoetnografia performática, apontando possibilidades para o seu desenvolvimento e inclusão nos estudos do campo da Saúde Coletiva, apresenta-se a autoetnografia performática como uma estratégia para ampliar as possibilidades de justiça social, de democratização e de pluralismos nas/das práticas de pesquisa. Orientada pela episteme pós-colonial, que explora abordagens descolonizadoras que provocam e criam condições para a transformação do próprio olhar acadêmico e do conhecimento que privilegia certas representações do “outro”, a autoetnografia performática problematiza principalmente como as histórias subalternizadas e marginalizadas se relacionam com os sistemas considerados hegemônicos.

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