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From allegory into symbol : revisiting George Orwell's Animal Farm and Nineteen Eighty-Four in the light of 21 st century views of totalitarianism
| Resumo: | Os primeiros textos do escritor inglês George Orwell consideram o apelo do ideário comunista, ao passo que seus dois últimos romances, A Revolução dos Bichos (publicado em 1946) e 1984 (publicado em 1949) se contrapõem radicalmente a esse regime. Ao longo da segunda metade do século XX, foi-se estabelecendo a mística de uma forte ligação entre a obra de Orwell e o histórico do regime comunista, de modo que, com a queda do Comunismo, o desinteresse pelo assunto parece haver provocado uma diminuição no conceito dos méritos do escritor. O argumento da presente dissertação é que estamos frente a um momento nevrálgico no desenrolar da fortuna crítica de George Orwell, no qual a leitura alegórica feita até aqui deve ser substituída pela leitura simbólica, para que os textos do autor possam transcender à derrocada do movimento Comunista, sustentando-se na estética de sua literariedade e na atemporalidade de seu apelo ético. Em outras palavras, não é o texto de Orwell que precisa ser mudado, e sim, o ângulo de abordagem daqueles que constroem a fortuna crítica do autor, pois as referências temporais desgastadas diminuem a potencialidade interpretativa das obras. Um ponto comum que permanece, e que transpassa a obra literária de Orwell, é a opressão exercida por quaisquer sistemas políticos que possam ter atitudes consideradas totalitárias. Esta observação não remete apenas ao sistema comunista, mas também ao imperialista, ao autocrático, e até mesmo ao democrático. Orwell demonstra que um sistema não é totalitário por si só, mas através de suas atitudes em relação ao povo. Se, na época de seus lançamentos, a temática totalitária foi relacionada ao comunismo, tomando-se os textos como alegorias irreversíveis do discurso anti-comunista, a queda daquele regime, ou sua gradual abertura a práticas capitalistas, não basta para condenar as obras de Orwell ao anacronismo, descartando maiores possibilidades interpretativas. Ao propor uma releitura de A Revolução dos Bichos e 1984 substituindo as referências ao comunismo por qualquer tipo de prática totalitária — e concentrar o foco das observações no que é simbólico, ao invés de alegórico — acredito estar cumprindo minha parte neste processo de resgate da fortuna crítica de um escritor que considero ser um dos mais honestos e competentes de seu tempo. |
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| Autores principais: | Pelissioli, Marcelo |
| Assunto: | Orwell, George, 1903-1950. A revolução dos bichos Orwell, George, 1903-1950. Animal farm : Crítica e interpretação Orwell, George, 1903-1950. 1984 Literatura inglesa Língua inglesa Totalitarismo Alegoria (Literatura) Símbolo Literatura e História Literatura comparada Totalitarianism Animal farm Nineteen eighty-four Allegory Symbol |
| Ano: | 2009 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Os primeiros textos do escritor inglês George Orwell consideram o apelo do ideário comunista, ao passo que seus dois últimos romances, A Revolução dos Bichos (publicado em 1946) e 1984 (publicado em 1949) se contrapõem radicalmente a esse regime. Ao longo da segunda metade do século XX, foi-se estabelecendo a mística de uma forte ligação entre a obra de Orwell e o histórico do regime comunista, de modo que, com a queda do Comunismo, o desinteresse pelo assunto parece haver provocado uma diminuição no conceito dos méritos do escritor. O argumento da presente dissertação é que estamos frente a um momento nevrálgico no desenrolar da fortuna crítica de George Orwell, no qual a leitura alegórica feita até aqui deve ser substituída pela leitura simbólica, para que os textos do autor possam transcender à derrocada do movimento Comunista, sustentando-se na estética de sua literariedade e na atemporalidade de seu apelo ético. Em outras palavras, não é o texto de Orwell que precisa ser mudado, e sim, o ângulo de abordagem daqueles que constroem a fortuna crítica do autor, pois as referências temporais desgastadas diminuem a potencialidade interpretativa das obras. Um ponto comum que permanece, e que transpassa a obra literária de Orwell, é a opressão exercida por quaisquer sistemas políticos que possam ter atitudes consideradas totalitárias. Esta observação não remete apenas ao sistema comunista, mas também ao imperialista, ao autocrático, e até mesmo ao democrático. Orwell demonstra que um sistema não é totalitário por si só, mas através de suas atitudes em relação ao povo. Se, na época de seus lançamentos, a temática totalitária foi relacionada ao comunismo, tomando-se os textos como alegorias irreversíveis do discurso anti-comunista, a queda daquele regime, ou sua gradual abertura a práticas capitalistas, não basta para condenar as obras de Orwell ao anacronismo, descartando maiores possibilidades interpretativas. Ao propor uma releitura de A Revolução dos Bichos e 1984 substituindo as referências ao comunismo por qualquer tipo de prática totalitária — e concentrar o foco das observações no que é simbólico, ao invés de alegórico — acredito estar cumprindo minha parte neste processo de resgate da fortuna crítica de um escritor que considero ser um dos mais honestos e competentes de seu tempo. |
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