Publicação
Técnicas de geoprocessamento para avaliação da evolução do assoreamento no arroio João Dias no município de Caçapava do Sul, RS
| Resumo: | A poluição dos mananciais, o desmatamento, o assoreamento dos rios e a impermeabilização do solo, entre tantas outras ações do homem moderno, são responsáveis pela degradação e contaminação da água. Nas bacias hidrográficas, a mata ciliar é fundamental na criação e manutenção da vida nos rios. Sua remoção, além de afetar a vida aquática e todo o ecossistema da região, pode acelerar o processo de erosão natural e causar o assoreamento de recursos hídricos naturais ou artificiais. O geoprocessamento tem permitido um melhor gerenciamento de grandes áreas com rapidez e precisão. Os estudos que buscam entender os fatores que contribuem para o assoreamento, visam, a análise da utilização da terra, por meio de imagens de satélites e o desenvolvimento de um Sistema de Informações Geográficas (SIG), contendo de modo integrado todas as informações disponíveis para uma região. Desse modo o estudo buscou avaliar e monitorar as principais áreas de ocorrência de assoreamento no leito fluvial, com o objetivo de analisar as causas do processo erosivo e verificar o grau de assoreamento presente no Arroio João Dias, no município de Caçapava do Sul. A metodologia utilizada abrange basicamente 6 etapas, iniciando pela análise temporal de imagens de satélite; aquisição do mapa de erosividade da chuva; criação do mapa de erodibilidade do solo; obtenção do mapa do fator topográfico e uso, manejo e práticas conservacionistas; e álgebra de mapas com as variáveis da USLE. Como resultados tem-se que a Sub-bacia Hidrográfica do Arroio João Dias apresenta, em 71,12% da área, perdas de solo classificadas como baixa (<10 ton.ha-1 .ano-1), principalmente em função de características como o uso e ocupação do solo e das condições geomorfológicas presentes na região. Já as perdas consideradas de intensidade alta, ou seja, de 50 a 200 ton.ha-1 .ano-1 , ocupam 27,02% da área e estão associadas a vegetação campestre. As classes de erosividade acima de 200 ton.ha-1 .ano-1 representam 1,87% da sub-bacia, sendo classificadas como erosão muito alta. Esses índices elevados de erosão correspondem a área localizada no entorno da mina de cobre a céu aberto e região da barragem de rejeitos, mostrando um elevado grau de assoreamento no leito do Arroio João Dias. Com a análise temporal de 34 anos na região das Minas do Camaquã, onde foram comparadas 11 imagens de satélite ao longo dos anos, analisou-se as alterações ocorridas na cobertura vegetal, observando-se uma redução de 50% da vegetação nativa de 1984 a 2019, um aumento de 35% de solo exposto e um aumento de 68% da vegetação campestre. As possíveis causas identificadas para o aumento do assoreamento foram a remoção das Áreas de Preservação Permanente, a construção do reservatório e a presença de solo exposto nas margens do arroio e na barragem de rejeitos localizada próxima ao arroio. |
|---|---|
| Autores principais: | Lima, Raphaella dos Santos |
| Assunto: | CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA EUPS SIG Erosão Mineração USLE GIS Erosion Mining |
| Ano: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | A poluição dos mananciais, o desmatamento, o assoreamento dos rios e a impermeabilização do solo, entre tantas outras ações do homem moderno, são responsáveis pela degradação e contaminação da água. Nas bacias hidrográficas, a mata ciliar é fundamental na criação e manutenção da vida nos rios. Sua remoção, além de afetar a vida aquática e todo o ecossistema da região, pode acelerar o processo de erosão natural e causar o assoreamento de recursos hídricos naturais ou artificiais. O geoprocessamento tem permitido um melhor gerenciamento de grandes áreas com rapidez e precisão. Os estudos que buscam entender os fatores que contribuem para o assoreamento, visam, a análise da utilização da terra, por meio de imagens de satélites e o desenvolvimento de um Sistema de Informações Geográficas (SIG), contendo de modo integrado todas as informações disponíveis para uma região. Desse modo o estudo buscou avaliar e monitorar as principais áreas de ocorrência de assoreamento no leito fluvial, com o objetivo de analisar as causas do processo erosivo e verificar o grau de assoreamento presente no Arroio João Dias, no município de Caçapava do Sul. A metodologia utilizada abrange basicamente 6 etapas, iniciando pela análise temporal de imagens de satélite; aquisição do mapa de erosividade da chuva; criação do mapa de erodibilidade do solo; obtenção do mapa do fator topográfico e uso, manejo e práticas conservacionistas; e álgebra de mapas com as variáveis da USLE. Como resultados tem-se que a Sub-bacia Hidrográfica do Arroio João Dias apresenta, em 71,12% da área, perdas de solo classificadas como baixa (<10 ton.ha-1 .ano-1), principalmente em função de características como o uso e ocupação do solo e das condições geomorfológicas presentes na região. Já as perdas consideradas de intensidade alta, ou seja, de 50 a 200 ton.ha-1 .ano-1 , ocupam 27,02% da área e estão associadas a vegetação campestre. As classes de erosividade acima de 200 ton.ha-1 .ano-1 representam 1,87% da sub-bacia, sendo classificadas como erosão muito alta. Esses índices elevados de erosão correspondem a área localizada no entorno da mina de cobre a céu aberto e região da barragem de rejeitos, mostrando um elevado grau de assoreamento no leito do Arroio João Dias. Com a análise temporal de 34 anos na região das Minas do Camaquã, onde foram comparadas 11 imagens de satélite ao longo dos anos, analisou-se as alterações ocorridas na cobertura vegetal, observando-se uma redução de 50% da vegetação nativa de 1984 a 2019, um aumento de 35% de solo exposto e um aumento de 68% da vegetação campestre. As possíveis causas identificadas para o aumento do assoreamento foram a remoção das Áreas de Preservação Permanente, a construção do reservatório e a presença de solo exposto nas margens do arroio e na barragem de rejeitos localizada próxima ao arroio. |
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Atividades financiadas
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