Publicação
O deserto de uma metassemântica esconde tamareiras em flor : o legado translinguístico de Émile Benveniste
| Resumo: | A presente pesquisa tem como fundamento epistemológico a Teoria da Enunciação de Émile Benveniste e visa à elaboração de uma metassemântica. Esta noção é nomeada no texto Semiologia da língua, quando Benveniste concebe a ultrapassagem do signo saussuriano como princípio único por duas vias: na análise intralinguística, pelo discurso, o semântico; na análise translinguística, pela elaboração de uma metassemântica que se construirá sobre a semântica da enunciação e será uma semiologia de segunda geração. O método de análise define a partir do estudo intrateórico de Problèmes de linguistique générale, 1, e Problèmes de linguistique générale, 2, seis princípios que possibilitam a análise translinguística no campo metassemântico. São: 1- A metassemântica é uma semiologia de segunda geração: tem como objeto o estudo das relações que se estabelecem entre sistemas semióticos linguísticos e não linguísticos. 2- A metassemântica é a análise das formas complexas do discurso: é a análise de qualquer fato humano, em que seja possível construir a relação entre o método global de apreensão do sentido e o método analítico, tendo por base a semântica da enunciação. 3- A metassemântica tem forma e sentido: sentido e forma são as necessárias faces do importante problema da significação, são noções gêmeas. 4- A metassemântica tem níveis de análise: a noção de nível permite que se reconheça, na complexidade das formas, a arquitetura singular das partes e do todo. 5- A metassemântica possibilita a construção de diversos aparelhos de enunciação: sistemas semióticos não linguísticos estabelecem relações que se definem por enunciações não linguísticas. 6- A metassemântica é sempre uma interpretação parcial do analista: o analista tem uma condição espaço-temporal diferente da condição espaçotemporal de seu objeto de análise. A pesquisa conclui que foi elaborada a metassemântica da metassemântica. |
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| Autores principais: | Bressan, Nilvia Thaís Weigert |
| Assunto: | Teoria da enunciação Metassemântica Semiologia Translinguística Teorias do texto Lingüística geral Análise do discurso Benveniste, Emile, 1902-1976 Metasemantics Enunciation Translinguistic Second generation semiology |
| Ano: | 2010 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | A presente pesquisa tem como fundamento epistemológico a Teoria da Enunciação de Émile Benveniste e visa à elaboração de uma metassemântica. Esta noção é nomeada no texto Semiologia da língua, quando Benveniste concebe a ultrapassagem do signo saussuriano como princípio único por duas vias: na análise intralinguística, pelo discurso, o semântico; na análise translinguística, pela elaboração de uma metassemântica que se construirá sobre a semântica da enunciação e será uma semiologia de segunda geração. O método de análise define a partir do estudo intrateórico de Problèmes de linguistique générale, 1, e Problèmes de linguistique générale, 2, seis princípios que possibilitam a análise translinguística no campo metassemântico. São: 1- A metassemântica é uma semiologia de segunda geração: tem como objeto o estudo das relações que se estabelecem entre sistemas semióticos linguísticos e não linguísticos. 2- A metassemântica é a análise das formas complexas do discurso: é a análise de qualquer fato humano, em que seja possível construir a relação entre o método global de apreensão do sentido e o método analítico, tendo por base a semântica da enunciação. 3- A metassemântica tem forma e sentido: sentido e forma são as necessárias faces do importante problema da significação, são noções gêmeas. 4- A metassemântica tem níveis de análise: a noção de nível permite que se reconheça, na complexidade das formas, a arquitetura singular das partes e do todo. 5- A metassemântica possibilita a construção de diversos aparelhos de enunciação: sistemas semióticos não linguísticos estabelecem relações que se definem por enunciações não linguísticas. 6- A metassemântica é sempre uma interpretação parcial do analista: o analista tem uma condição espaço-temporal diferente da condição espaçotemporal de seu objeto de análise. A pesquisa conclui que foi elaborada a metassemântica da metassemântica. |
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