Publicação
Um relicário todo feito de sal para cicatrizar e curar: a poesia de mulheres negras diaspóricas
| Resumo: | Neste artigo, apresenta-se uma seleta de poemas produzidos por mulheres negras diaspóricas que elegeram como mote para a composição de suas poesias a travessia forçada do povo africano pela Calunga no processo de escravização, bem como os desdobramentos e atravessamentos reverberados na corporalidade negra no con(tra)temporâneo (CARRASCOSA, 2014). Sete poemas foram selecionados, um de cada uma destas escritoras: Lubi Prates, Neide Almeida, Fátima Trinchão, Conceição Evaristo, Lívia Natália, Maya Angelou e Lílian Almeida. Para a análise dos corpora optou-se por um referencial teórico também negro-diaspórico, elegendo-se a contramemória colonial (MIRANDA, 2019c) e a “espiral plantation” (MIRANDA, 2019b) como dispositivos analíticos, e a roda (MIRANDA, 2019b) como metodologia. Pretende-se, ainda, propor reflexões sobre a força da dor que tais eventos, aqui concebidos como da ordem do traumático, ainda provocam nas descendentes daquelas mulheres primeiras que para a diáspora foram lançadas e espalhadas. Concebe-se esta discussão, portanto, como uma possibilidade, um caminho para a cura. |
|---|---|
| Autores principais: | Fernandes, Hildália |
| Outros Autores: | Santos, Mônica Naiara |
| Assunto: | Literatura Poesia de Mulheres Negras Diáspora |
| Ano: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | unknown |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Neste artigo, apresenta-se uma seleta de poemas produzidos por mulheres negras diaspóricas que elegeram como mote para a composição de suas poesias a travessia forçada do povo africano pela Calunga no processo de escravização, bem como os desdobramentos e atravessamentos reverberados na corporalidade negra no con(tra)temporâneo (CARRASCOSA, 2014). Sete poemas foram selecionados, um de cada uma destas escritoras: Lubi Prates, Neide Almeida, Fátima Trinchão, Conceição Evaristo, Lívia Natália, Maya Angelou e Lílian Almeida. Para a análise dos corpora optou-se por um referencial teórico também negro-diaspórico, elegendo-se a contramemória colonial (MIRANDA, 2019c) e a “espiral plantation” (MIRANDA, 2019b) como dispositivos analíticos, e a roda (MIRANDA, 2019b) como metodologia. Pretende-se, ainda, propor reflexões sobre a força da dor que tais eventos, aqui concebidos como da ordem do traumático, ainda provocam nas descendentes daquelas mulheres primeiras que para a diáspora foram lançadas e espalhadas. Concebe-se esta discussão, portanto, como uma possibilidade, um caminho para a cura. |
|---|
Atividades financiadas
Não foram encontrados projetos financiados.