Publicação
A radiação ultravioleta nos ecossistemas aquáticos e seus impactos nas diferentes espécies: uma revisão bibliográfica
| Resumo: | Durante os últimos anos, foi observado uma grande redução na espessura da camada de ozônio e com isso, tornaram-se visíveis os efeitos causados pela maior incidência de raios ultravioletas. O aumento do desmatamento e da erosão,são agravantes desse processo,pois interferem diretamente na sobrevivência da comunidade aquática. O desmatamento faz com que os lagos e reservatórios ,além de ficarem desprotegidos sem a cobertura vegetal, acumulem maior quantidade de sedimentos reduzindo assim a espessura da lâmina d`água. Os individuos mais afetados nestes ambientes são aqueles que vivem na superficie ou região do epilímnio dos lagos e reservatórios pois estão mais expostos a radiação UV que os demais indivíduos da comunidade aquática. Nos peixes da amazônia a maior exposição aos raios UV têm causado vários distúrbios fisiológicos como aumento da proteína C,indicando um processo inflamatório, aumento de células com mutações e erros genéticos, mudança na estrutura populacional e alteração na variabilidade genética. As moléculas orgânicas expostas à radiação UV têm alterações significativas e formam ligações químicas nocivas aos seres vivos. A radiação UV tem efeitos deletérios no fitoplâncton que habita a superfície dos oceanos e morre pela sua ação. Com a morte do fitoplâncton, o zooplâncton não sobrevive. Sem fitoplâncton, o krill deixa de existir, diminuindo a população dos peixes dos oceanos e assim por diante. Quanto aos impactos ambientais causados pela destruição da camada de ozônio, acredita-se que, o aumento da incidência dos raios UV-B pode lesar estruturas biológicas como o DNA, e o sistema fotossintético dos vegetais. O fitoplâncton, que é a base da cadeia alimentar, é muito sensível a radiação ultravioleta, e este afetado, assim como as bactérias, que alimentam o zooplâncton, comprometeria todo o equilíbrio do ecossistema da região. Alguns grupos de cianobactérias são afetadas negativamente pela radiação UV, elas têm algumas de suas atividades fisiológicas alteradas como crescimento, sobrevivência e enzimas do metabolismo de nitrogênio e fixação de CO2. |
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| Autores principais: | Sofia Alves de Sousa |
| Assunto: | Zooplâncton Radiação UV Fitoplâncton Efeitos em peixes Ecossistemas aquático Radiação ultravioleta Zooplâncto Fitoplancto Peixe Efeito da radiação Ecossistemas aquáticos |
| Ano: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Durante os últimos anos, foi observado uma grande redução na espessura da camada de ozônio e com isso, tornaram-se visíveis os efeitos causados pela maior incidência de raios ultravioletas. O aumento do desmatamento e da erosão,são agravantes desse processo,pois interferem diretamente na sobrevivência da comunidade aquática. O desmatamento faz com que os lagos e reservatórios ,além de ficarem desprotegidos sem a cobertura vegetal, acumulem maior quantidade de sedimentos reduzindo assim a espessura da lâmina d`água. Os individuos mais afetados nestes ambientes são aqueles que vivem na superficie ou região do epilímnio dos lagos e reservatórios pois estão mais expostos a radiação UV que os demais indivíduos da comunidade aquática. Nos peixes da amazônia a maior exposição aos raios UV têm causado vários distúrbios fisiológicos como aumento da proteína C,indicando um processo inflamatório, aumento de células com mutações e erros genéticos, mudança na estrutura populacional e alteração na variabilidade genética. As moléculas orgânicas expostas à radiação UV têm alterações significativas e formam ligações químicas nocivas aos seres vivos. A radiação UV tem efeitos deletérios no fitoplâncton que habita a superfície dos oceanos e morre pela sua ação. Com a morte do fitoplâncton, o zooplâncton não sobrevive. Sem fitoplâncton, o krill deixa de existir, diminuindo a população dos peixes dos oceanos e assim por diante. Quanto aos impactos ambientais causados pela destruição da camada de ozônio, acredita-se que, o aumento da incidência dos raios UV-B pode lesar estruturas biológicas como o DNA, e o sistema fotossintético dos vegetais. O fitoplâncton, que é a base da cadeia alimentar, é muito sensível a radiação ultravioleta, e este afetado, assim como as bactérias, que alimentam o zooplâncton, comprometeria todo o equilíbrio do ecossistema da região. Alguns grupos de cianobactérias são afetadas negativamente pela radiação UV, elas têm algumas de suas atividades fisiológicas alteradas como crescimento, sobrevivência e enzimas do metabolismo de nitrogênio e fixação de CO2. |
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