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Vidas errantes entre a loucura e a criminalidade: uma história da emergência do manicômio judiciário no estado da Paraíba

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Summary:A proposta apresentada por meio desta tese é historicizar a emergência do Instituto de Psiquiatria Forense da Paraíba o Manicômio Judiciário. Para tanto, buscou-se localizar e problematizar as interligações, as convocações, os conflitos e os fios históricos que possibilitaram a junção entre os saberes da Justiça e da Psiquiatria, bem como os agenciamentos postos no tecido social que contribuíram para a inauguração desta instituição em 16 de agosto de 1943. Compreendendo o Manicômio Judiciário enquanto fruto de um processo histórico, questionou-se sob quais condições históricas o sujeito nomeado louco e criminoso, ao ser classificado como perigo social, ganhou visibilidade e passou a ser considerado um problema para o estado da Paraíba. Além disso, questionou-se a maneira como se articularam as forças jurídicas e psiquiátricas que, por meio dos conceitos de degeneração e hereditariedade, fizeram emergir na cartografia do estado essa nova instituição de apreensão do perigo social. Por meio de um retorno ao passado jurídico/médico da Paraíba, buscou-se demarcar a separação entre a loucura e a criminalidade, e, com auxílio da História das Ciências, de desnaturalizar o Manicômio Judiciário e seus campos de saber, além dos sujeitos nomeados loucos e criminosos que integraram os seus espaços e possibilitaram a efetivação de suas práticas.
Main Authors:Fatima Saionara Leandro Brito
Subject:Loucura Psiquiatria Justiça Hereditariedade Manicômio Judiciário Degeneração Criminalidade Loucura Hospitais psiquiátricos História Degeneração Psiquiatria forense
Year:2019
Country:Brazil
Document type:doctoral thesis
Access type:open access
Associated institution:IBICT
Language:Portuguese
Origin:Oasisbr
Description
Summary:A proposta apresentada por meio desta tese é historicizar a emergência do Instituto de Psiquiatria Forense da Paraíba o Manicômio Judiciário. Para tanto, buscou-se localizar e problematizar as interligações, as convocações, os conflitos e os fios históricos que possibilitaram a junção entre os saberes da Justiça e da Psiquiatria, bem como os agenciamentos postos no tecido social que contribuíram para a inauguração desta instituição em 16 de agosto de 1943. Compreendendo o Manicômio Judiciário enquanto fruto de um processo histórico, questionou-se sob quais condições históricas o sujeito nomeado louco e criminoso, ao ser classificado como perigo social, ganhou visibilidade e passou a ser considerado um problema para o estado da Paraíba. Além disso, questionou-se a maneira como se articularam as forças jurídicas e psiquiátricas que, por meio dos conceitos de degeneração e hereditariedade, fizeram emergir na cartografia do estado essa nova instituição de apreensão do perigo social. Por meio de um retorno ao passado jurídico/médico da Paraíba, buscou-se demarcar a separação entre a loucura e a criminalidade, e, com auxílio da História das Ciências, de desnaturalizar o Manicômio Judiciário e seus campos de saber, além dos sujeitos nomeados loucos e criminosos que integraram os seus espaços e possibilitaram a efetivação de suas práticas.

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