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O cinema direto e a estética da intimidade no documentário dos anos 60

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho procura analisar um conjunto de filmes pertencentes ao movimento cinematográfico denominado Cinema Direto, surgido principalmente nos EUA, Canadá e França na virada dos anos 50 para os anos 60, tendo como foco principal a produção norte-americana do período. Segundo a hipótese central da pesquisa, o Cinema Direto praticado pelo grupo de cineastas vinculados à produtora Drew Associates nos EUA representou um momento de ruptura no modelo canônico documental não apenas do ponto de vista tecnológico, mas, especialmente, pelo diálogo inaugural que o domínio documental estabeleceu com as mudanças nas esferas do Público e do Privado no âmbito da cultura do pós-guerra. Uma primeira parte da pesquisa, de caráter histórico, procura traçar a gênese do movimento e a sua recepção crítica, relativizando as rígidas dicotomias frequentes na historiografia estabelecida do documentário entre os grupos de produção anglófonos e francófonos. Uma segunda etapa, consiste na análise dos filmes e seus diálogos com a chamada cultura intimista do pós-guerra, que se revelam nas recorrências estilísticas e temáticas, constituindo o que denominamos ao longo do trabalho de estética da intimidade no documentário.
Autores principais:Weller, Fernando
Assunto:Documentário Cinema Direto Intimidade
Ano:2015
País:Brasil
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:unknown
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:O presente trabalho procura analisar um conjunto de filmes pertencentes ao movimento cinematográfico denominado Cinema Direto, surgido principalmente nos EUA, Canadá e França na virada dos anos 50 para os anos 60, tendo como foco principal a produção norte-americana do período. Segundo a hipótese central da pesquisa, o Cinema Direto praticado pelo grupo de cineastas vinculados à produtora Drew Associates nos EUA representou um momento de ruptura no modelo canônico documental não apenas do ponto de vista tecnológico, mas, especialmente, pelo diálogo inaugural que o domínio documental estabeleceu com as mudanças nas esferas do Público e do Privado no âmbito da cultura do pós-guerra. Uma primeira parte da pesquisa, de caráter histórico, procura traçar a gênese do movimento e a sua recepção crítica, relativizando as rígidas dicotomias frequentes na historiografia estabelecida do documentário entre os grupos de produção anglófonos e francófonos. Uma segunda etapa, consiste na análise dos filmes e seus diálogos com a chamada cultura intimista do pós-guerra, que se revelam nas recorrências estilísticas e temáticas, constituindo o que denominamos ao longo do trabalho de estética da intimidade no documentário.

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