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A impossibilidade no exercício da paternidade: algumas reflexões
| Summary: | A fim de conhecer quais as possíveis razões que alguns pais possuem para abdicar do exercício da paternidade ao final da relação conjugal, realizou-se uma pesquisa qualitativa, da qual este artigo é um recorte. Integraram este estudo cinco pais que, anteriormente à pesquisa, participaram da mediação familiar em um Núcleo de Assistência Judiciária e que ao longo dos atendimentos com a Psicologia demonstraram possuir pouco ou nenhum contato com os filhos. A pesquisa foi realizada através da técnica de entrevistas semiestruturadas de questões abertas e os dados analisados através da análise de conteúdo. Os relatos destes pais indicam que, embora todos eles tenham assumido a paternidade biológica, há certa dificuldade no estabelecimento de uma relação de proximidade com os filhos. Infere-se, portanto, que estes pais não exercem de fato a paternidade e que isto se dê devido a uma impossibilidade em se posicionar afetivamente frente a estas crianças. |
|---|---|
| Main Authors: | Cúnico, Sabrina Daiana |
| Other Authors: | Arpini, Dorian Mônica; Cantele, Juliana |
| Subject: | Relações familiares Ausência paterna Paternidade |
| Year: | 2014 |
| Country: | Brazil |
| Document type: | article |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | IBICT |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Oasisbr |
| Summary: | A fim de conhecer quais as possíveis razões que alguns pais possuem para abdicar do exercício da paternidade ao final da relação conjugal, realizou-se uma pesquisa qualitativa, da qual este artigo é um recorte. Integraram este estudo cinco pais que, anteriormente à pesquisa, participaram da mediação familiar em um Núcleo de Assistência Judiciária e que ao longo dos atendimentos com a Psicologia demonstraram possuir pouco ou nenhum contato com os filhos. A pesquisa foi realizada através da técnica de entrevistas semiestruturadas de questões abertas e os dados analisados através da análise de conteúdo. Os relatos destes pais indicam que, embora todos eles tenham assumido a paternidade biológica, há certa dificuldade no estabelecimento de uma relação de proximidade com os filhos. Infere-se, portanto, que estes pais não exercem de fato a paternidade e que isto se dê devido a uma impossibilidade em se posicionar afetivamente frente a estas crianças. |
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