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Por um outro cinema - jogo da memória em Chris Marker

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Resumo:O presente trabalho é uma reflexão crítica sobre o estatuto da imagem e sua relação com amemória e a história na sociedade contemporânea, em que a influência dos meios de comunicação demassa, da indústria cultural e dos recursos audiovisuais é dominante. Em contraponto a essa produçãoaudiovisual, que produz consenso acerca da memória e da história, impondo uma espécie depadronização das experiências, examinou-se como uma outra produção cinematográfica pode servircomo meio de um aprendizado crítico frente às mudanças da percepção humana com o advento denovas tecnologias, tal como apresentado por Benjamin no ensaio A obra de arte na era dareprodutibilidade técnica. A partir da interpretação do ensaio de Benjamin por Miriam Hansen, tratousede refletir sobre o conceito de mimese desdobrado em jogo e semelhança que propicia aoaparato cinematográfico a possibilidade de emancipação de uma repetição infernal e perversa,regulando uma nova relação entre ser humano e máquina voltada para a criação não destrutiva ecrítica. Através da produção fílmica de Chris Marker, deparou-se com um cinema em que a montageme a organização da sintaxe fílmica podem criar novas constelações de sentido e abrir brechas para umapossível perlaboração da memória, pois a imagem em conjunção com o texto incita a reflexão sobre ahistória e sobre a própria imagem. Na análise de filmes, fotografias e textos de Marker, procurou-secompreender o modo de articulação de imagem e som em seus trabalhos, levando em conta asconsiderações de Benjamin sobre o cinema e sobre a história.!No cinema de Marker, o trabalho é o dejustamente converter o cinema em antídoto contra a dominação, fazendo com que o aparato se voltecontra a ilusão falseadora, denunciando os próprios modos de produção de imagens e da história. Suamontagem se realiza através de uma mimese da memória criativa um agenciamento de imagens esons que cria conjunções dialéticas, que desperta para o que foi esquecido e provoca a reflexão.
Autores principais:Emi Koide
Ano:2011
País:Brasil
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:O presente trabalho é uma reflexão crítica sobre o estatuto da imagem e sua relação com amemória e a história na sociedade contemporânea, em que a influência dos meios de comunicação demassa, da indústria cultural e dos recursos audiovisuais é dominante. Em contraponto a essa produçãoaudiovisual, que produz consenso acerca da memória e da história, impondo uma espécie depadronização das experiências, examinou-se como uma outra produção cinematográfica pode servircomo meio de um aprendizado crítico frente às mudanças da percepção humana com o advento denovas tecnologias, tal como apresentado por Benjamin no ensaio A obra de arte na era dareprodutibilidade técnica. A partir da interpretação do ensaio de Benjamin por Miriam Hansen, tratousede refletir sobre o conceito de mimese desdobrado em jogo e semelhança que propicia aoaparato cinematográfico a possibilidade de emancipação de uma repetição infernal e perversa,regulando uma nova relação entre ser humano e máquina voltada para a criação não destrutiva ecrítica. Através da produção fílmica de Chris Marker, deparou-se com um cinema em que a montageme a organização da sintaxe fílmica podem criar novas constelações de sentido e abrir brechas para umapossível perlaboração da memória, pois a imagem em conjunção com o texto incita a reflexão sobre ahistória e sobre a própria imagem. Na análise de filmes, fotografias e textos de Marker, procurou-secompreender o modo de articulação de imagem e som em seus trabalhos, levando em conta asconsiderações de Benjamin sobre o cinema e sobre a história.!No cinema de Marker, o trabalho é o dejustamente converter o cinema em antídoto contra a dominação, fazendo com que o aparato se voltecontra a ilusão falseadora, denunciando os próprios modos de produção de imagens e da história. Suamontagem se realiza através de uma mimese da memória criativa um agenciamento de imagens esons que cria conjunções dialéticas, que desperta para o que foi esquecido e provoca a reflexão.

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