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Evoução paleoambiental das formações Serra Alta e Teresina com base no furo 5-CA-20-RS (Permiano, Bacia do Paraná, RS)

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Summary:As formações Serra Alta e Teresina pertencem ao Grupo Passa Dois (Bacia do Paraná). Este grupo registra a etapa regressiva de um grande ciclo transgressivo - regressivo, ocorrido durante o Permiano d a bacia , representado pela colmatação de um mar epicontinental a o longo do grupo. Entretanto, ainda existem dúvidas quanto a como ocorreu essa continentalização . O presente trabalho envolve descrição de testemunho, análise petrográfica , microscopia eletrônica e difratometria de raios - X (DRX) com o objetivo de contribuir para o detalhamento da evolução paleoambiental das formações alvos. A partir destas técnicas , foi possível identificar 14 fácies sedimentares e agrupá-las em 7 associações distintas : (1 ) offshore; (2) shoreface inferior; (3) prodelta; (4 ) frente deltaica; ( 5) laguna; (6) canal fluvial; (7) planície de inundação. Cabe ressaltar que as associações 6 e 7 são exclusivas da Fm. Rio do Rasto. A unidade Serra Alta é constituída por folhelhos e siltitos cinza - escuros e heterolitos wavy e linsen , pobremente bioturbados, porém abundantes em glauconitas autigênicas e fragmentos fósseis de peixes. A Fm. Teresina apresenta maior diversidade em suas associações de fácies . Seu intervalo inferior é caracterizado pelo predomínio de fácies heterolíticas wavy bioturbadas, contendo glauconitas predominantemente para-autóctones. Com o auxílio da microscopia eletrônica e DRX , somada a petrografia óptica, foi possível reconhecer em sua porção intermediária influência deltaica através de empilhamentos granocrescentes ascendentes, arenitos extremamente mal selecionados, presença de bertierinas e impressões vegetais de plantas fósseis . O intervalo superior caracteriza - se basicamente por uma associação lagunar constituída por fácies lamosas de coloração cinza a esverdeada com notável ausência dos minerais glauconita e bertierina. Durante esta associação, ocorre o limite entra as formações Teresina e Rio do Rastro através da transição das condições do ambiente de redutoras para oxidantes. A partir do estudo diagenético, identificou-se pirita framboidal e cimentos calcíticos como principais constituintes. A calcita possui variações químicas composicionais com gradação de ferrosa para não ferrosa ao longo do testemunho estudado. Além disso, os processos eodiagenéticos são bem mais significativos que os mesodiagenéticos, sendo concreções de pirita blocos a pervasiva e estilolitos representantes deste último. Os resultados obtidos com este trabalho poderão auxiliar no entendimento paleoambiental das formações Serra Alta e Teresina na porção sul da bacia, assim como na compreensão sobre como ocorreu o processo de continentalização do Grupo Passa Dois.
Main Authors:Andrade, Marila Rodrigues de
Subject:Petrologia sedimentar Paleoambientes Análise de fácies Permiano Grupo passa dois Paraná, Bacia sedimentar do Paleoenvironments Sedimentar petrology Facies analysis Permian Passa Dois group Paraná Basin
Year:2023
Country:Brazil
Document type:bachelor thesis
Access type:open access
Associated institution:IBICT
Language:Portuguese
Origin:Oasisbr
Description
Summary:As formações Serra Alta e Teresina pertencem ao Grupo Passa Dois (Bacia do Paraná). Este grupo registra a etapa regressiva de um grande ciclo transgressivo - regressivo, ocorrido durante o Permiano d a bacia , representado pela colmatação de um mar epicontinental a o longo do grupo. Entretanto, ainda existem dúvidas quanto a como ocorreu essa continentalização . O presente trabalho envolve descrição de testemunho, análise petrográfica , microscopia eletrônica e difratometria de raios - X (DRX) com o objetivo de contribuir para o detalhamento da evolução paleoambiental das formações alvos. A partir destas técnicas , foi possível identificar 14 fácies sedimentares e agrupá-las em 7 associações distintas : (1 ) offshore; (2) shoreface inferior; (3) prodelta; (4 ) frente deltaica; ( 5) laguna; (6) canal fluvial; (7) planície de inundação. Cabe ressaltar que as associações 6 e 7 são exclusivas da Fm. Rio do Rasto. A unidade Serra Alta é constituída por folhelhos e siltitos cinza - escuros e heterolitos wavy e linsen , pobremente bioturbados, porém abundantes em glauconitas autigênicas e fragmentos fósseis de peixes. A Fm. Teresina apresenta maior diversidade em suas associações de fácies . Seu intervalo inferior é caracterizado pelo predomínio de fácies heterolíticas wavy bioturbadas, contendo glauconitas predominantemente para-autóctones. Com o auxílio da microscopia eletrônica e DRX , somada a petrografia óptica, foi possível reconhecer em sua porção intermediária influência deltaica através de empilhamentos granocrescentes ascendentes, arenitos extremamente mal selecionados, presença de bertierinas e impressões vegetais de plantas fósseis . O intervalo superior caracteriza - se basicamente por uma associação lagunar constituída por fácies lamosas de coloração cinza a esverdeada com notável ausência dos minerais glauconita e bertierina. Durante esta associação, ocorre o limite entra as formações Teresina e Rio do Rastro através da transição das condições do ambiente de redutoras para oxidantes. A partir do estudo diagenético, identificou-se pirita framboidal e cimentos calcíticos como principais constituintes. A calcita possui variações químicas composicionais com gradação de ferrosa para não ferrosa ao longo do testemunho estudado. Além disso, os processos eodiagenéticos são bem mais significativos que os mesodiagenéticos, sendo concreções de pirita blocos a pervasiva e estilolitos representantes deste último. Os resultados obtidos com este trabalho poderão auxiliar no entendimento paleoambiental das formações Serra Alta e Teresina na porção sul da bacia, assim como na compreensão sobre como ocorreu o processo de continentalização do Grupo Passa Dois.

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