Publicação
Estratégias de mitigação da ilha de calor urbana: análise de áreas verdes e superfícies aquáticas em Londrina (PR)
| Resumo: | Neste estudo, investigou-se a distribuição espaço-temporal da temperatura do ar e sua relação com fatores locais, como radiação solar incidente, precipitação e cobertura do solo em Londrina, cidade de porte médio com 515.707 habitantes, localizada no norte do estado do Paraná. Para tal fim, a temperatura do ar foi monitorada entre 23 de maio e 19 de junho de 2013 em 14 locais distribuídos na zona sul da cidade, com diferentes padrões de cobertura do solo. Em média, a temperatura do ar foi maior em locais com predominância de telhado e asfalto durante dias de grande quantidade de irradiância solar (superior a 12 MJ m-2). A precipitação mostrou ter influência direta no aquecimento da superfície e, portanto, selecionou-se um período de quatro dias para uma análise detalhada da influência da precipitação sobre a temperatura do ar. Esse período apresentou pequenas diferenças de temperatura entre os locais de monitoramento durante os dias de precipitação. A partir do segundo dia, a radiação solar incidente acumulada e a grande disponibilidade de água no solo dos locais com vegetação foram determinantes para a grande diferença de temperatura do ar entre esses locais e os locais mais urbanizados, visto que, em locais com maior umidade a energia disponível para aquecer a superfície é utilizada primeiramente para evaporação da água no solo e para evapotranspiração da vegetação. O terceiro e o quarto dia apresentaram pequenas diferenças de temperatura entre os locais durante a tarde devido à pouca disponibilidade de água no solo. Entretanto, durante a noite, os locais com características mais urbanas e o Lago Igapó II perderam calor mais lentamente e as diferenças de temperatura do ar voltaram a aparecer. Durante o estudo de caso, as diferenças de temperatura do ar entre os locais de monitoramento e as estações de referência (o Lago Igapó II e o Fundo de Vale) foram mínimas sob condições de grande precipitação. Locais na zona sudoeste e nordeste da área de estudo, com predominância de telhado e asfalto, apresentaram as maiores diferenças de temperatura com relação às estações de referência, principalmente no primeiro dia após a chuva, com a estação Mobille Cell apresentando temperatura 4,5 °C acima da temperatura do Fundo de Vale e 1,8 °C acima da temperatura do Lago Igapó II, às 12 horas. A partir do segundo dia após a precipitação, durante as tardes, a diferença entre as temperaturas dos locais monitorados e as temperaturas das estações de referência eram mínimas. Nos dias subsequentes, as maiores diferenças de temperatura com relação as estações de referência foram 2,4 °C com relação ao Lago Igapó II e 3,4 °C com relação ao Fundo de Vale, durante a noite. Com o intuito de determinar economicamente a melhor estratégia de mitigação da ilha de calor urbana (ICU), o custo de implantação de um lago artificial e de um bosque foi levantado e mostrou-se que o custo de um bosque é cerca de 10% do custo de um lago artificial. |
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| Autores principais: | Coraiola, Guilherme Conor |
| Assunto: | CNPQ::ENGENHARIAS Temperatura atmosférica Climatologia urbana Ilha de calor urbana Atmospheric temperature Urban climatology Urban heat island |
| Ano: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Neste estudo, investigou-se a distribuição espaço-temporal da temperatura do ar e sua relação com fatores locais, como radiação solar incidente, precipitação e cobertura do solo em Londrina, cidade de porte médio com 515.707 habitantes, localizada no norte do estado do Paraná. Para tal fim, a temperatura do ar foi monitorada entre 23 de maio e 19 de junho de 2013 em 14 locais distribuídos na zona sul da cidade, com diferentes padrões de cobertura do solo. Em média, a temperatura do ar foi maior em locais com predominância de telhado e asfalto durante dias de grande quantidade de irradiância solar (superior a 12 MJ m-2). A precipitação mostrou ter influência direta no aquecimento da superfície e, portanto, selecionou-se um período de quatro dias para uma análise detalhada da influência da precipitação sobre a temperatura do ar. Esse período apresentou pequenas diferenças de temperatura entre os locais de monitoramento durante os dias de precipitação. A partir do segundo dia, a radiação solar incidente acumulada e a grande disponibilidade de água no solo dos locais com vegetação foram determinantes para a grande diferença de temperatura do ar entre esses locais e os locais mais urbanizados, visto que, em locais com maior umidade a energia disponível para aquecer a superfície é utilizada primeiramente para evaporação da água no solo e para evapotranspiração da vegetação. O terceiro e o quarto dia apresentaram pequenas diferenças de temperatura entre os locais durante a tarde devido à pouca disponibilidade de água no solo. Entretanto, durante a noite, os locais com características mais urbanas e o Lago Igapó II perderam calor mais lentamente e as diferenças de temperatura do ar voltaram a aparecer. Durante o estudo de caso, as diferenças de temperatura do ar entre os locais de monitoramento e as estações de referência (o Lago Igapó II e o Fundo de Vale) foram mínimas sob condições de grande precipitação. Locais na zona sudoeste e nordeste da área de estudo, com predominância de telhado e asfalto, apresentaram as maiores diferenças de temperatura com relação às estações de referência, principalmente no primeiro dia após a chuva, com a estação Mobille Cell apresentando temperatura 4,5 °C acima da temperatura do Fundo de Vale e 1,8 °C acima da temperatura do Lago Igapó II, às 12 horas. A partir do segundo dia após a precipitação, durante as tardes, a diferença entre as temperaturas dos locais monitorados e as temperaturas das estações de referência eram mínimas. Nos dias subsequentes, as maiores diferenças de temperatura com relação as estações de referência foram 2,4 °C com relação ao Lago Igapó II e 3,4 °C com relação ao Fundo de Vale, durante a noite. Com o intuito de determinar economicamente a melhor estratégia de mitigação da ilha de calor urbana (ICU), o custo de implantação de um lago artificial e de um bosque foi levantado e mostrou-se que o custo de um bosque é cerca de 10% do custo de um lago artificial. |
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Atividades financiadas
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