Publicação
As críticas de Henri Bergson e de Maurice Merleau-Ponty aos enfoques materialistas do problema corpo-mente
| Resumo: | Neste artigo, apresentamos as críticas de Henri Bergson e de Maurice Merleau-Ponty aos enfoques materialistas do problema corpo-mente. Tais enfoques são intrinsecamente ligados às ambições científicas, inauguradas com a modernidade, de totalizar os fenômenos que nos circundam e de unificar a diversidade do mundo através de um único padrão explicativo. Bergson, em uma espécie de fenomenologia do ato perceptivo, buscou suplantar as teses materialistas da relação entre mente e cérebro. Atendo-se ao paralelismo psicofisiológico, mostrou que a percepção atende às necessidades do ser vivo. Além disso, abordou a relação entre memória e cérebro, combatendo a ideia de que as recordações possuam uma tal natureza que permita que elas sejam armazenadas na massa cerebral. Já Merleau-Ponty, nA Estrutura do Comportamento, após realizar a crítica das concepções clássicas do funcionamento nervoso e depois de se apropriar dos resultados de pesquisas que apresentam o cérebro enquanto entidade coordenadora da estrutura do comportamento, apresenta uma visão do funcionamento nervoso apoiada no primado do mundo percebido a partir da noção de forma. Discutimos, ainda, as heranças filosóficas legadas por Bergson a Merleau-Ponty e algumas críticas deste à obra do seu antecessor. |
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| Autores principais: | Verissimo,Danilo Saretta |
| Outros Autores: | Furlan,Reinaldo |
| Assunto: | Problema corpo-mente Paralelismo psicofisiológico Bergson, Henri Louis, 1859-1941 Merleau-Ponty, Maurice, 1908-1961 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Neste artigo, apresentamos as críticas de Henri Bergson e de Maurice Merleau-Ponty aos enfoques materialistas do problema corpo-mente. Tais enfoques são intrinsecamente ligados às ambições científicas, inauguradas com a modernidade, de totalizar os fenômenos que nos circundam e de unificar a diversidade do mundo através de um único padrão explicativo. Bergson, em uma espécie de fenomenologia do ato perceptivo, buscou suplantar as teses materialistas da relação entre mente e cérebro. Atendo-se ao paralelismo psicofisiológico, mostrou que a percepção atende às necessidades do ser vivo. Além disso, abordou a relação entre memória e cérebro, combatendo a ideia de que as recordações possuam uma tal natureza que permita que elas sejam armazenadas na massa cerebral. Já Merleau-Ponty, nA Estrutura do Comportamento, após realizar a crítica das concepções clássicas do funcionamento nervoso e depois de se apropriar dos resultados de pesquisas que apresentam o cérebro enquanto entidade coordenadora da estrutura do comportamento, apresenta uma visão do funcionamento nervoso apoiada no primado do mundo percebido a partir da noção de forma. Discutimos, ainda, as heranças filosóficas legadas por Bergson a Merleau-Ponty e algumas críticas deste à obra do seu antecessor. |
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