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O entre-lugar das artes cênicas no espetáculo "Coreografia de cordel" da Cia. de Dança do Palácio das Artes: Um Olhar Expressivo Sobre Coreografia de Cordel

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Resumo:O presente texto traz um olhar sobre as relações disciplinares entre as artes cênicas no espetáculo Coreografia de Cordel (2004) da Cia. de Dança do Palácio das Artes, com base no referencial de entre-lugar de Silviano Santiago (1978). Partindo da ideia de que este entre-lugar está situado entre os limites fronteiriços de linguagens ou disciplinas já estruturadas e estabelecidas culturalmente, mas caracterizado muitas vezes pelo surgimento de uma expressividade pós-disciplinar, disserta-se sobre os elementos reconhecidos nestas fronteiras entre Dança e Teatro na pós-modernidade e seus desdobramentos na cena, relacionados também ao método Bailarino-Pesquisador-Intérprete (RODRIGUES, 1997), o qual norteou a concepção do espetáculo em questão. Reconhece-se que tais elementos transitam desde a preparação e criação das cenas e são eles projeções cênicas da expressividade do artista-sujeito que se transforma como prolongamento das percepções que se permeiam no espaço do corpo, segundo José Gil (2002). Não importa então aqui uma denominação de gênero artístico ou identificação referenciais disciplinares aos quais pode pertencer o espetáculo, mas o reconhecimento de elementos que caracterizam uma criação transdisciplinar e seus desdobramentos em cenas pós-disciplinares, tais como uma teatralidade que projeta a transgressão de limites nas relações disciplinares dos entrelugares (STRAZZACAPPA & MORANDI, 2006) do inventário do corpo na cena; uma dramaturgia do movimento que pode ser olhada de forma ampliada ou reduzida na estruturação do personagem e na autoria colaborativa do espetáculo; a performatividade (SCHECHNER apud. FÉRAL, 2008) potencializada pela ocupação de não-lugares (AUGÉ, 2005). Para que se tornasse possível este olhar sensível acerca desta diluição de fronteiras entre as artes cênicas, observada em Coreografia de Cordel, foram realizadas então revisão bibliográfica, análise videográfica e documental e entrevistas com artistas participantes do espetáculo.
Autores principais:Talitha de Castro Mendonça Mesquita
Assunto:Artes cênicas Pós-disciplinaridade Entre-lugar Teatro Dança Artes cênicas Movimento (Encenação) Companhia de Dança Palácio das Artes Linguagem corporal Coreografia Teatro Performance (Arte) Dança
Ano:2019
País:Brasil
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:O presente texto traz um olhar sobre as relações disciplinares entre as artes cênicas no espetáculo Coreografia de Cordel (2004) da Cia. de Dança do Palácio das Artes, com base no referencial de entre-lugar de Silviano Santiago (1978). Partindo da ideia de que este entre-lugar está situado entre os limites fronteiriços de linguagens ou disciplinas já estruturadas e estabelecidas culturalmente, mas caracterizado muitas vezes pelo surgimento de uma expressividade pós-disciplinar, disserta-se sobre os elementos reconhecidos nestas fronteiras entre Dança e Teatro na pós-modernidade e seus desdobramentos na cena, relacionados também ao método Bailarino-Pesquisador-Intérprete (RODRIGUES, 1997), o qual norteou a concepção do espetáculo em questão. Reconhece-se que tais elementos transitam desde a preparação e criação das cenas e são eles projeções cênicas da expressividade do artista-sujeito que se transforma como prolongamento das percepções que se permeiam no espaço do corpo, segundo José Gil (2002). Não importa então aqui uma denominação de gênero artístico ou identificação referenciais disciplinares aos quais pode pertencer o espetáculo, mas o reconhecimento de elementos que caracterizam uma criação transdisciplinar e seus desdobramentos em cenas pós-disciplinares, tais como uma teatralidade que projeta a transgressão de limites nas relações disciplinares dos entrelugares (STRAZZACAPPA & MORANDI, 2006) do inventário do corpo na cena; uma dramaturgia do movimento que pode ser olhada de forma ampliada ou reduzida na estruturação do personagem e na autoria colaborativa do espetáculo; a performatividade (SCHECHNER apud. FÉRAL, 2008) potencializada pela ocupação de não-lugares (AUGÉ, 2005). Para que se tornasse possível este olhar sensível acerca desta diluição de fronteiras entre as artes cênicas, observada em Coreografia de Cordel, foram realizadas então revisão bibliográfica, análise videográfica e documental e entrevistas com artistas participantes do espetáculo.

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