Publicação
As relações intercoreanas no Pós-Guerra Fria : diplomacia, dissuasão e política internacional
| Resumo: | O presente trabalho tem como proposta central analisar como as relações entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul se desdobraram no pós-Guerra Fria, principalmente no que tange as tentativas de resolução do conflito. Assim, pretende-se estudar a política externa da Coreia do Norte e da Coreia do Sul, buscando identificar as principais dificuldades para a construção de relações bilaterais com diálogo permanente, independentes de oscilações políticas internacionais ou de governos avessos à aproximação. Com esse objetivo, busca-se compreender o processo de formação de ambos os Estados após a Revolução Coreana, averiguar como as suas políticas externas evoluíram a partir dos anos 1990 e, por fim, traçar o panorama atual das relações na península. Essa análise parte de uma perspectiva de três níveis: o doméstico (intercoreano), o regional e o internacional. Ao longo do estudo, torna-se perceptível o fato de que as relações intercoreanas são intensamente atribuladas devido às contradições existentes entre esses três níveis, que, ao mesmo tempo que sobrepõem-se, também apresentam elementos que antagonizam entre si, impedindo a normalização das relações entre as Coreias. Constata-se, portanto, que, no plano regional, as relações intercoreanas sofrem influência de elementos domésticos de ambos os Estados, principalmente em relação às tendências políticas dos governos na Coreia do Sul. No plano internacional, tais relações também são afetadas pela ação de atores externos, em especial, os posicionamentos norte-americanos. Percebeu-se assim que a Coreia do Norte tem uma política externa fundamentalmente reativa aos demais atores internacionais, visando a autopreservação do seu sistema político. As tentativas de diálogo encontram como obstáculo principal a temática da desnuclearização, refletindo incompreensão sobre a natureza do programa nuclear norte-coreano. Além de representar uma garantia de dissuasão para os norte-coreanos, o programa nuclear e o brinkmanship também servem como meio de angariar uma posição mais favorável no sistema internacional, utilizando as capacidades nucleares como material de barganha. É pouco provável, portanto, que a Coreia do Norte desista do seu programa nuclear em sua totalidade sem que Washington faça concessões ou ofereça garantias securitárias suficientes aos norte-coreanos. |
|---|---|
| Autores principais: | Dalcin, Bruna Hayashi |
| Assunto: | Política internacional Política externa Coréia do Norte Coréia do Sul Korean Peninsula North Korea South Korea International Politics |
| Ano: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | O presente trabalho tem como proposta central analisar como as relações entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul se desdobraram no pós-Guerra Fria, principalmente no que tange as tentativas de resolução do conflito. Assim, pretende-se estudar a política externa da Coreia do Norte e da Coreia do Sul, buscando identificar as principais dificuldades para a construção de relações bilaterais com diálogo permanente, independentes de oscilações políticas internacionais ou de governos avessos à aproximação. Com esse objetivo, busca-se compreender o processo de formação de ambos os Estados após a Revolução Coreana, averiguar como as suas políticas externas evoluíram a partir dos anos 1990 e, por fim, traçar o panorama atual das relações na península. Essa análise parte de uma perspectiva de três níveis: o doméstico (intercoreano), o regional e o internacional. Ao longo do estudo, torna-se perceptível o fato de que as relações intercoreanas são intensamente atribuladas devido às contradições existentes entre esses três níveis, que, ao mesmo tempo que sobrepõem-se, também apresentam elementos que antagonizam entre si, impedindo a normalização das relações entre as Coreias. Constata-se, portanto, que, no plano regional, as relações intercoreanas sofrem influência de elementos domésticos de ambos os Estados, principalmente em relação às tendências políticas dos governos na Coreia do Sul. No plano internacional, tais relações também são afetadas pela ação de atores externos, em especial, os posicionamentos norte-americanos. Percebeu-se assim que a Coreia do Norte tem uma política externa fundamentalmente reativa aos demais atores internacionais, visando a autopreservação do seu sistema político. As tentativas de diálogo encontram como obstáculo principal a temática da desnuclearização, refletindo incompreensão sobre a natureza do programa nuclear norte-coreano. Além de representar uma garantia de dissuasão para os norte-coreanos, o programa nuclear e o brinkmanship também servem como meio de angariar uma posição mais favorável no sistema internacional, utilizando as capacidades nucleares como material de barganha. É pouco provável, portanto, que a Coreia do Norte desista do seu programa nuclear em sua totalidade sem que Washington faça concessões ou ofereça garantias securitárias suficientes aos norte-coreanos. |
|---|
Atividades financiadas
Não foram encontrados projetos financiados.