Publicação
Comparação entre o uso de incisões relaxantes limbares e lentes intraoculares tóricas no tratamento do astigmatismo corneano pré-existente na facoemulsificação
| Resumo: | OBJETIVO: Comparar o uso de incisões relaxantes limbares (IRL) e lentes intraoculares (LIO) tóricas, tanto em termos não-vetori a i s quanto vetoriais, pelos métodos de Alpins e Thibos, no tratamento do astigmatismo corneano pré-existente por ocasião da facoemulsificação. MÉTODO: Estudo longitudinal, prospectivo e randomizado sessenta e dois olhos de t r i n t a e um pacientes consecutivos de catarata, com astigmatismo corneano entre 0,75 e 2,50 dioptrias (D) em ambos os olhos, foram aleatoriamente distribuídos em dois grupos: Grupo LIO tórica , os pacientes submetidos a implantes de LIO tórica (modelo AcrySof ToricTM, AlconTM, Inc . ) em ambos os olhos; nos do Grupo IRL foram implantadas LIO esférica (modelo AcrySof NaturalTM, AlconTM, Inc. ) , sendo confeccionadas IRL também em ambos os olhos. Todos os pacientes foram reavaliados com 1 , 3 e 6 meses de pós-operatório, sendo feitas as análises não-vetorial e vetorial do astigmatismo refracional. Variações de resultados entre os grupos e internamente a eles foram estudadas. A razão entre os vetores astigmáticos pós- e préoperatório de Thibos (VApós / pré), bem como, as regressões lineares dos mesmos com os índices de Alpins também foram avaliadas. RESULTADOS: Não houve diferença estatística, considerando-se o índice de segurança, entre os grupos IRL e LIO tórica. Os índices de efetividade e eficácia mostraram-se discretamente favoráveis ora a um grupo, ora ao outro. Dentro de um mesmo grupo, houve menor variação de resu l tados para o grupo LIO tóri ca. As médias das magnitudes dos vetores astigmati smo-alvo foram semelhantes entre os grupos, mas as médias das magnitudes dos vetores astigmatismo cirurgicamente induzido mostraram-se vantajosas no grupo LIO tórica. Maior número de olhos alcançou a correção pretendida no grupo LIO t ó r i c a , no entanto, casos de hipercorreção também foram mais numerosos nesse grupo. Correlação negativa significativa entre VApós / pré e o percentual de sucesso (%Sucesso) de Alpins foi demonstrado ( =-0,93), sendo a equação de regressão linear dada por: %Sucesso=(- VApós / pré+1.00)x100. CONCLUSÕES: Nossos dados sugerem que tanto o uso de IRL, quanto o de LIO tórica podem ser consideradas opções efetivas, seguras e eficientes no tratamento do astigmatismo corneano préexistente. Entretanto, o grupo LIO tórica exibiu estabilidade de resultados ligeiramente maior ao longo do tempo. Análises vetori a i s do astigmati smo também são sugestivas de menores diferenças entre a redução planejada e efetivamente obtida favoravelmente ao grupo LIO tórica. A equação de regressão linear entre VApós/pré e %Sucesso constitui-se em instrumento matemático validado para avaliação do sucesso da cirurgia do astigmatismo em termos gerais. |
|---|---|
| Autores principais: | Giuliano de Oliveira Freitas |
| Assunto: | Facoemulsificação Modelo linear Astigmatismo Tratamento Lente intraocular Facoemulsificação/métodos Resultado de tratamento Astigmatismo/cirurgia Estudos prospectivos Implante de lente intra-ocular Oftalmologia Limbo de córnea/cirurgia |
| Ano: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | OBJETIVO: Comparar o uso de incisões relaxantes limbares (IRL) e lentes intraoculares (LIO) tóricas, tanto em termos não-vetori a i s quanto vetoriais, pelos métodos de Alpins e Thibos, no tratamento do astigmatismo corneano pré-existente por ocasião da facoemulsificação. MÉTODO: Estudo longitudinal, prospectivo e randomizado sessenta e dois olhos de t r i n t a e um pacientes consecutivos de catarata, com astigmatismo corneano entre 0,75 e 2,50 dioptrias (D) em ambos os olhos, foram aleatoriamente distribuídos em dois grupos: Grupo LIO tórica , os pacientes submetidos a implantes de LIO tórica (modelo AcrySof ToricTM, AlconTM, Inc . ) em ambos os olhos; nos do Grupo IRL foram implantadas LIO esférica (modelo AcrySof NaturalTM, AlconTM, Inc. ) , sendo confeccionadas IRL também em ambos os olhos. Todos os pacientes foram reavaliados com 1 , 3 e 6 meses de pós-operatório, sendo feitas as análises não-vetorial e vetorial do astigmatismo refracional. Variações de resultados entre os grupos e internamente a eles foram estudadas. A razão entre os vetores astigmáticos pós- e préoperatório de Thibos (VApós / pré), bem como, as regressões lineares dos mesmos com os índices de Alpins também foram avaliadas. RESULTADOS: Não houve diferença estatística, considerando-se o índice de segurança, entre os grupos IRL e LIO tórica. Os índices de efetividade e eficácia mostraram-se discretamente favoráveis ora a um grupo, ora ao outro. Dentro de um mesmo grupo, houve menor variação de resu l tados para o grupo LIO tóri ca. As médias das magnitudes dos vetores astigmati smo-alvo foram semelhantes entre os grupos, mas as médias das magnitudes dos vetores astigmatismo cirurgicamente induzido mostraram-se vantajosas no grupo LIO tórica. Maior número de olhos alcançou a correção pretendida no grupo LIO t ó r i c a , no entanto, casos de hipercorreção também foram mais numerosos nesse grupo. Correlação negativa significativa entre VApós / pré e o percentual de sucesso (%Sucesso) de Alpins foi demonstrado ( =-0,93), sendo a equação de regressão linear dada por: %Sucesso=(- VApós / pré+1.00)x100. CONCLUSÕES: Nossos dados sugerem que tanto o uso de IRL, quanto o de LIO tórica podem ser consideradas opções efetivas, seguras e eficientes no tratamento do astigmatismo corneano préexistente. Entretanto, o grupo LIO tórica exibiu estabilidade de resultados ligeiramente maior ao longo do tempo. Análises vetori a i s do astigmati smo também são sugestivas de menores diferenças entre a redução planejada e efetivamente obtida favoravelmente ao grupo LIO tórica. A equação de regressão linear entre VApós/pré e %Sucesso constitui-se em instrumento matemático validado para avaliação do sucesso da cirurgia do astigmatismo em termos gerais. |
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Atividades financiadas
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