Publicação
Efeito de uma sessão de treinamento com haste oscilatória na ativação dos músculos estabilizadores da escápula em indivíduos assintomáticos com e sem discinese escapular
| Resumo: | Introdução: A alteração no padrão normal de movimento escapular é denominada discinese escapular e está fortemente relacionada com patologias do complexo articular do ombro. A hiperativação das fibras superiores do trapézio (TS) em concomitante a baixa ativação das fibras inferiores (TI) e do serrátil anterior (SA) são consideradas como os principais fatores que levam a discinese escapular. Durante exercícios com haste oscilatória ocorre maior ativação dos músculos periescapulares quando comparados a resistências tradicionais, como peso livre e faixa elástica além de manter uma razão de ativação TS/TI menor que 1, o que é considerado como o ideal para o treinamento dos músculos periescapulares. Nesse sentido sugere-se que o treinamento com haste oscilatória pode resultar no reequilíbrio da ativação da musculatura periescapular. Porém é desconhecido o efeito de um protocolo de treinamento com haste oscilatória na ativação dos músculos periescapulares Objetivo: Analisar o efeito de uma sessão de treinamento com haste oscilatória na ativação eletromiográfica (EMG) dos músculos periescapulares em indivíduos assintomáticos com e sem discinese escapular. Metodologia: Participaram da pesquisa 36 jovens saudáveis divididos em dois grupos: grupo discinese (GD, n=18) e grupo controle (GC, n=18). Para critério de elegibilidade os voluntários não poderiam estar engajados em tratamento para disfunção no ombro, apresentar lesão, dor e/ou cirurgia por pelo mesmo 3 meses anteriores a pesquisa e serem capazes de executar os exercícios propostos. A ativação EMG dos músculos TS, TI e SA foi mensurada por um sistema de aquisição de dados por telemetria, com frequência de amostragem de 1000 Hz, razão de rejeição comum de 90 dB e com ganho total de 2000. A velocidade do movimento de scaption foi padronizados por um metrônomo programado a 23 bpm. A avaliação EMG foi realizada durante o movimento de scaption, antes e depois da sessão de treinamento com a haste oscilatória. O protocolo de exercícios foi composto por seis exercícios, realizados em três séries de 30 segundos cada, com a frequência de oscilação padronizada em 300 bpm (5Hz). Os dados foram analisados por meio do software MATLAB para a criação do envoltório linear. Assim, o sinal EMG foi filtrado por um filtro Butterworth passa-banda de 20-500 Hz, retificado pelo método de onda inteira e suavizado por um filtro passa baixa Butterworth de 4a ordem com frequência de corte de 6 Hz. A média dos envoltórios lineares foi normalizada pela média das contrações isométricas voluntárias máximas. Para a análise estatística foi utilizado teste ANOVA medidas repetidas para dois fatores. Resultados: A ativação do músculo TS foi 87,9% maior no GD quando comparado ao GC. O músculo TI apresentou ativação EMG 14,7% maior após o treinamento quando comparado a antes. A razão entre os músculos TS e SA foi 107,7% maior para o GD comparado ao GC. Conclusão: Indivíduos assintomáticos com discinese apresentam além de maior ativação do músculo TS, alta razão TS/SA em comparação aos voluntários sem discinese. O treinamento com haste oscilatória foi capaz de aumentar a ativação do músculo TI. |
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| Autores principais: | Serrão, Ricardo José Tecchio |
| Assunto: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA Ciências Médicas Ombro Eletromiografia Articulação do ombro Escápula Vibração Shoulder Scapula Electromyography Vibration |
| Ano: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Introdução: A alteração no padrão normal de movimento escapular é denominada discinese escapular e está fortemente relacionada com patologias do complexo articular do ombro. A hiperativação das fibras superiores do trapézio (TS) em concomitante a baixa ativação das fibras inferiores (TI) e do serrátil anterior (SA) são consideradas como os principais fatores que levam a discinese escapular. Durante exercícios com haste oscilatória ocorre maior ativação dos músculos periescapulares quando comparados a resistências tradicionais, como peso livre e faixa elástica além de manter uma razão de ativação TS/TI menor que 1, o que é considerado como o ideal para o treinamento dos músculos periescapulares. Nesse sentido sugere-se que o treinamento com haste oscilatória pode resultar no reequilíbrio da ativação da musculatura periescapular. Porém é desconhecido o efeito de um protocolo de treinamento com haste oscilatória na ativação dos músculos periescapulares Objetivo: Analisar o efeito de uma sessão de treinamento com haste oscilatória na ativação eletromiográfica (EMG) dos músculos periescapulares em indivíduos assintomáticos com e sem discinese escapular. Metodologia: Participaram da pesquisa 36 jovens saudáveis divididos em dois grupos: grupo discinese (GD, n=18) e grupo controle (GC, n=18). Para critério de elegibilidade os voluntários não poderiam estar engajados em tratamento para disfunção no ombro, apresentar lesão, dor e/ou cirurgia por pelo mesmo 3 meses anteriores a pesquisa e serem capazes de executar os exercícios propostos. A ativação EMG dos músculos TS, TI e SA foi mensurada por um sistema de aquisição de dados por telemetria, com frequência de amostragem de 1000 Hz, razão de rejeição comum de 90 dB e com ganho total de 2000. A velocidade do movimento de scaption foi padronizados por um metrônomo programado a 23 bpm. A avaliação EMG foi realizada durante o movimento de scaption, antes e depois da sessão de treinamento com a haste oscilatória. O protocolo de exercícios foi composto por seis exercícios, realizados em três séries de 30 segundos cada, com a frequência de oscilação padronizada em 300 bpm (5Hz). Os dados foram analisados por meio do software MATLAB para a criação do envoltório linear. Assim, o sinal EMG foi filtrado por um filtro Butterworth passa-banda de 20-500 Hz, retificado pelo método de onda inteira e suavizado por um filtro passa baixa Butterworth de 4a ordem com frequência de corte de 6 Hz. A média dos envoltórios lineares foi normalizada pela média das contrações isométricas voluntárias máximas. Para a análise estatística foi utilizado teste ANOVA medidas repetidas para dois fatores. Resultados: A ativação do músculo TS foi 87,9% maior no GD quando comparado ao GC. O músculo TI apresentou ativação EMG 14,7% maior após o treinamento quando comparado a antes. A razão entre os músculos TS e SA foi 107,7% maior para o GD comparado ao GC. Conclusão: Indivíduos assintomáticos com discinese apresentam além de maior ativação do músculo TS, alta razão TS/SA em comparação aos voluntários sem discinese. O treinamento com haste oscilatória foi capaz de aumentar a ativação do músculo TI. |
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