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O vocativo e a interface sintaxe-pragmática no português brasileiro
| Summary: | Esta tese tem por objetivo descrever e analisar o vocativo na estrutura sintática do Português Brasileiro, doravante, PB. No intuito de obter evidências a respeito da posição sintática deste constituinte, consideramos construções em que há coocorrência de tópicos, interjeições e invocações e comparamos as construções do PB com alguns exemplos do Português Europeu, doravante PE. Esta comparação centra-se em construções com a partícula sô, redução do vocativo senhor no dialeto mineiro, e a partícula vocativa pá, redução do vocativo rapaz, no PE. Como referencial teórico, adotamos alguns pressupostos do Programa Minimalista (Chomsky, 1995), a cartografiasentencial (Rizzi, 1997, 2004) e a proposta teórica de Hill (2007) & Hill & Stavrou (2013), de acordo com a qual, vocativos e interjeições são situados em uma superestrutura, na interface sintaxe-pragmática, um domínio localizado acima de CP, em uma projeção SAP (Speech Act Phrase). A ordem básica de uma construção com vocativo é aquela em que este constituinte se situa à esquerda da oração. Os dados doportuguês evidenciam que a variação na ordem das palavras nas construções com vocativo é resultante de operações de movimento de outros constituintes que ocorrem nestas e o vocativo sempre fica in situ. A disposição dos constituintes nestas construções influencia a interpretação do vocativo: se o vocativo se situa em posiçãoinicial, desempenha função de chamamento e, se figura em posição não final, é interpretado como destinatário. A partir da análise de diferentes tipos de vocativos, observamos que há diferentes tipos de interjeições no PB: as propriamente ditas, que expressam o estado mental do falante; e as partículas de chamamento indireto, quepodem por si sós ou juntamente com um vocativo atuarem como uma forma de chamamento. Notamos que as partículas de chamamento indireto geralmente precedem um chamamento e, se uma interjeição propriamente dita preceder um vocativo, teremos um destinatário e não um chamamento. A partir da constatação de que, a interpretaçãodo vocativo pode variar de acordo com o tipo de interjeição que o precede, evidenciamos uma tipologia bipartida de vocativos e interjeições. |
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| Main Authors: | Juliana Costa Moreira |
| Subject: | Vocativo ordem de constituintes interface sintaxepragmática interjeição Lingua portuguesa Sintaxe Língua portuguesa Interjeição Língua portuguesa Gramática |
| Year: | 2019 |
| Country: | Brazil |
| Document type: | doctoral thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | IBICT |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Oasisbr |
| Summary: | Esta tese tem por objetivo descrever e analisar o vocativo na estrutura sintática do Português Brasileiro, doravante, PB. No intuito de obter evidências a respeito da posição sintática deste constituinte, consideramos construções em que há coocorrência de tópicos, interjeições e invocações e comparamos as construções do PB com alguns exemplos do Português Europeu, doravante PE. Esta comparação centra-se em construções com a partícula sô, redução do vocativo senhor no dialeto mineiro, e a partícula vocativa pá, redução do vocativo rapaz, no PE. Como referencial teórico, adotamos alguns pressupostos do Programa Minimalista (Chomsky, 1995), a cartografiasentencial (Rizzi, 1997, 2004) e a proposta teórica de Hill (2007) & Hill & Stavrou (2013), de acordo com a qual, vocativos e interjeições são situados em uma superestrutura, na interface sintaxe-pragmática, um domínio localizado acima de CP, em uma projeção SAP (Speech Act Phrase). A ordem básica de uma construção com vocativo é aquela em que este constituinte se situa à esquerda da oração. Os dados doportuguês evidenciam que a variação na ordem das palavras nas construções com vocativo é resultante de operações de movimento de outros constituintes que ocorrem nestas e o vocativo sempre fica in situ. A disposição dos constituintes nestas construções influencia a interpretação do vocativo: se o vocativo se situa em posiçãoinicial, desempenha função de chamamento e, se figura em posição não final, é interpretado como destinatário. A partir da análise de diferentes tipos de vocativos, observamos que há diferentes tipos de interjeições no PB: as propriamente ditas, que expressam o estado mental do falante; e as partículas de chamamento indireto, quepodem por si sós ou juntamente com um vocativo atuarem como uma forma de chamamento. Notamos que as partículas de chamamento indireto geralmente precedem um chamamento e, se uma interjeição propriamente dita preceder um vocativo, teremos um destinatário e não um chamamento. A partir da constatação de que, a interpretaçãodo vocativo pode variar de acordo com o tipo de interjeição que o precede, evidenciamos uma tipologia bipartida de vocativos e interjeições. |
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