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Prevalência de achados radiográficos de impacto fêmoro-acetabular em indivíduos assintomáticos entre 20 e 40 anos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: As alterações anatômicas do fêmur proximal ou do acetábulo, como as decorrentes das sequelas da epifisiólise do fêmur proximal, da displasia do quadril da doença de Legg-Perthes-Calvé, podem levar ao desenvolvimento da artrose do quadril. No entanto, em torno de 80% dos indivíduos que desenvolvem essa doença têm uma anatomia óssea considerada normal. Ainda assim, surgiu a hipótese que alterações sutis do fêmur proximal ou do acetábulo, denominadas, respectivamente, cam e pincer, poderiam gerar um contato anormal entre essas estruturas ósseas, desencadear lesão condral e, como consequência, a artrose do quadril. Esse mecanismo foi denominado impacto fêmoro-acetabular. No entanto, a comprovação da relação entre o impacto e a artrose do quadril depende da uniformização dos critérios diagnósticos do cam e do pincer, ainda escassa e variável na literatura. Dessa forma, será possível a definição da prevalência e história natura do impacto fêmoro-acetabular e da sua relação com a artrose do quadril. Objetivo: Avaliar a prevalência do impacto fêmoro-acetabular tipo cam e tipo pincer em uma amostra de indivíduos assintomáticos. Pacientes e Métodos: Foram estudados 106 indivíduos assintomáticos (65 homens e 41 mulheres), com idade entre 20 e 40 anos. A condição determinante para a inclusão no estudo foi à ausência de história de dor no quadril ao longo da vida. Foram obtidas radiografias em ântero-posterior e Dünn 45°. A presença de cam foi determinada por um ângulo alfa, arbitrado, de 55° e a presença de pincer, quando observado o sinal da parede posterior e/ou o sinal de crossover. Resultados: Foi observada prevalência de cam de 29%; o sinal do crossover e da parede posterior ocorreram, respectivamente, em 20% e 29% dos indivíduos estudados. Pelo menos uma das imagens de impacto fêmoro-acetabular estava presente em 65% dos indivíduos da amostra. Conclusão: A prevalência encontrada das imagens de impacto fêmoro-acetabular (65%) está acima daquelas relatadas na literatura. É necessária a ampliação do estudo para confirmar os resultados encontrados e a realização de estudos prospectivos bem controlados para avaliar o papel do cam e do pincer no desenvolvimento da artrose do quadril.
Autores principais:Diesel, Cristiano Valter
Assunto:Radiografia Fêmur Osteoarthrosis Femoroacetabular impingement Cam Pincer Hip arthroplasty
Ano:2014
País:Brasil
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:Introdução: As alterações anatômicas do fêmur proximal ou do acetábulo, como as decorrentes das sequelas da epifisiólise do fêmur proximal, da displasia do quadril da doença de Legg-Perthes-Calvé, podem levar ao desenvolvimento da artrose do quadril. No entanto, em torno de 80% dos indivíduos que desenvolvem essa doença têm uma anatomia óssea considerada normal. Ainda assim, surgiu a hipótese que alterações sutis do fêmur proximal ou do acetábulo, denominadas, respectivamente, cam e pincer, poderiam gerar um contato anormal entre essas estruturas ósseas, desencadear lesão condral e, como consequência, a artrose do quadril. Esse mecanismo foi denominado impacto fêmoro-acetabular. No entanto, a comprovação da relação entre o impacto e a artrose do quadril depende da uniformização dos critérios diagnósticos do cam e do pincer, ainda escassa e variável na literatura. Dessa forma, será possível a definição da prevalência e história natura do impacto fêmoro-acetabular e da sua relação com a artrose do quadril. Objetivo: Avaliar a prevalência do impacto fêmoro-acetabular tipo cam e tipo pincer em uma amostra de indivíduos assintomáticos. Pacientes e Métodos: Foram estudados 106 indivíduos assintomáticos (65 homens e 41 mulheres), com idade entre 20 e 40 anos. A condição determinante para a inclusão no estudo foi à ausência de história de dor no quadril ao longo da vida. Foram obtidas radiografias em ântero-posterior e Dünn 45°. A presença de cam foi determinada por um ângulo alfa, arbitrado, de 55° e a presença de pincer, quando observado o sinal da parede posterior e/ou o sinal de crossover. Resultados: Foi observada prevalência de cam de 29%; o sinal do crossover e da parede posterior ocorreram, respectivamente, em 20% e 29% dos indivíduos estudados. Pelo menos uma das imagens de impacto fêmoro-acetabular estava presente em 65% dos indivíduos da amostra. Conclusão: A prevalência encontrada das imagens de impacto fêmoro-acetabular (65%) está acima daquelas relatadas na literatura. É necessária a ampliação do estudo para confirmar os resultados encontrados e a realização de estudos prospectivos bem controlados para avaliar o papel do cam e do pincer no desenvolvimento da artrose do quadril.

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