Publication
Preconceito linguístico: o ponto de vista dos acadêmicos de letras do campus Araguaína.
| Summary: | O objetivo desse trabalho foi investigar o preconceito linguístico sob o ponto de vista dos acadêmicos de Letras, como: o posicionamento deles em relação a esse tema, suas leituras e conhecimentos referentes ao assunto, suas concepções de língua e linguagem e a presença ou ausência desse preconceito nas respostas deles durante a entrevista. Após o levantamento bibliográfico e discussão teórica com Bagno (1999; 2003; 2007); Travaglia (2005); Luft (1985) e outros autores relativos ao objeto de estudo, o primeiro passo foi a coleta de dados qualitativos por meio de entrevista direta presencial. O corpus foi composto por um grupo de cinco acadêmicos do curso de Letras, sendo dois do sexo masculino e três do sexo feminino, com idade entre 20 e 29 anos. Logo após, foi feita a transcrição do tipo livre das entrevistas que foram analisadas através da técnica análise de conteúdo, juntamente com a categorização e interpretação dos dados com um viés de estudo de caso. Os resultados obtidos mostram que o modo como os acadêmicos concebem a língua e a prática da linguagem enfraquece o preconceito linguístico. Os conceitos básicos abordados pelos professores também são satisfatórios em muitos aspectos, mas os acadêmicos ainda não compreendem a diferença entre norma padrão, norma culta e língua. Em contraste a essa falha, a formação está propiciando aos acadêmicos uma apropriação de saberes no sentido de combater o preconceito linguístico. Em suma, os resultados do problema geral e das hipóteses levantados nessa pesquisa mostram que apesar do Curso de Letras não ter a disciplina de sociolinguística em sua grade curricular, os acadêmicos estão, parcialmente, munidos de saberes, concepções e ideias próprias para combater esse tipo de preconceito. Mesmo assim, gostaríamos de enfatizar que esses resultados não anulam a necessidade de inclusão da disciplina de Sociolinguística no curso de Letras. |
|---|---|
| Main Authors: | Sousa, Dayse Clementino |
| Subject: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LINGUAS ESTRANGEIRAS MODERNAS Preconceito linguístico. Língua Portuguesa. Variedades Linguísticas. |
| Year: | 2022 |
| Country: | Brazil |
| Document type: | bachelor thesis |
| Access type: | unknown |
| Associated institution: | IBICT |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Oasisbr |
| Summary: | O objetivo desse trabalho foi investigar o preconceito linguístico sob o ponto de vista dos acadêmicos de Letras, como: o posicionamento deles em relação a esse tema, suas leituras e conhecimentos referentes ao assunto, suas concepções de língua e linguagem e a presença ou ausência desse preconceito nas respostas deles durante a entrevista. Após o levantamento bibliográfico e discussão teórica com Bagno (1999; 2003; 2007); Travaglia (2005); Luft (1985) e outros autores relativos ao objeto de estudo, o primeiro passo foi a coleta de dados qualitativos por meio de entrevista direta presencial. O corpus foi composto por um grupo de cinco acadêmicos do curso de Letras, sendo dois do sexo masculino e três do sexo feminino, com idade entre 20 e 29 anos. Logo após, foi feita a transcrição do tipo livre das entrevistas que foram analisadas através da técnica análise de conteúdo, juntamente com a categorização e interpretação dos dados com um viés de estudo de caso. Os resultados obtidos mostram que o modo como os acadêmicos concebem a língua e a prática da linguagem enfraquece o preconceito linguístico. Os conceitos básicos abordados pelos professores também são satisfatórios em muitos aspectos, mas os acadêmicos ainda não compreendem a diferença entre norma padrão, norma culta e língua. Em contraste a essa falha, a formação está propiciando aos acadêmicos uma apropriação de saberes no sentido de combater o preconceito linguístico. Em suma, os resultados do problema geral e das hipóteses levantados nessa pesquisa mostram que apesar do Curso de Letras não ter a disciplina de sociolinguística em sua grade curricular, os acadêmicos estão, parcialmente, munidos de saberes, concepções e ideias próprias para combater esse tipo de preconceito. Mesmo assim, gostaríamos de enfatizar que esses resultados não anulam a necessidade de inclusão da disciplina de Sociolinguística no curso de Letras. |
|---|
Funded activities
No funded projects found.