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Rodolfo Walsh, o criptógrafo: relações entre escrita e ação política na obra de Rodolfo Walsh

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho é um estudo da poética do escritor, jornalista e militante argentino Rodolfo Jorge Walsh. Tradutor, editor e autor de relatos policiais, soube fazer da atividade literária um ato de reflexão sobre a história do seu país e da própria ação militante. Os procedimentos de escrita utilizados dentro da sua obra procuravam a eficiência persuasiva, mas também a eficiência na representação dos problemas que estavam colocados para o escritor na sua ação política. São objeto de estudo deste trabalho: a passagem do policial de enigma para o hard-boiled e o posterior abandono do subgênero; a opção pela forma breve do conto e não do romance; o abandono da escrita estritamente literária que seria retomada só nos últimos meses da sua vida -processos que coincidiram com o desenvolvimento de investigações sobre crimes de Estado e seu ingresso na militância- e a retomada da autoria, pouco antes de morrer, para a produção de uma série de cartas pessoais no contexto da ditadura que se iniciou em 1976 e da polêmica do autor com a direção da organização Montoneros, na qual militava.
Autores principais:Silvia Beatriz Adoue
Ano:2009
País:Brasil
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:O presente trabalho é um estudo da poética do escritor, jornalista e militante argentino Rodolfo Jorge Walsh. Tradutor, editor e autor de relatos policiais, soube fazer da atividade literária um ato de reflexão sobre a história do seu país e da própria ação militante. Os procedimentos de escrita utilizados dentro da sua obra procuravam a eficiência persuasiva, mas também a eficiência na representação dos problemas que estavam colocados para o escritor na sua ação política. São objeto de estudo deste trabalho: a passagem do policial de enigma para o hard-boiled e o posterior abandono do subgênero; a opção pela forma breve do conto e não do romance; o abandono da escrita estritamente literária que seria retomada só nos últimos meses da sua vida -processos que coincidiram com o desenvolvimento de investigações sobre crimes de Estado e seu ingresso na militância- e a retomada da autoria, pouco antes de morrer, para a produção de uma série de cartas pessoais no contexto da ditadura que se iniciou em 1976 e da polêmica do autor com a direção da organização Montoneros, na qual militava.

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