Publicação
Ritornelo: a música da terra
| Resumo: | O problema da expressão compõe a vida com intensidades inumanas e horizontes impensáveis. Especificamente, a arte é um procedimento que torna sensível o imperceptível. Assim, a música trata das linhas de fuga e de desterritorialização que arrastam o corpo e os territórios. A terra, a Desterritorializada, é puramente musical; mesmo se os sons, indivíduos e sujeitos ainda não se constituíram. Antes da consolidação, a matéria expressiva se distribui através do plano de consistência, onde as composições estão necessariamente implicadas ao não formado. O espaço metrificado ou estriado é uma distribuição molar que não incide na topologia lisa do próprio espaço, ao contrário, a ele pertence. A expressividade é unívoca. Os termos não se excluem, eles acarretam relações infinitesimais. A diferença está posta, não desde o início; a diferença é o meio pelo qual os acontecimentos se instauram. Um corpo, uma formação ou um canto são diferenças reais perpassadas por multiplicidades virtuais. A linguagem exige o silêncio, o orgânico é produzido nas redes inorgânicas da vida, os territórios são feitos e desfeitos por vetores desterritorializantes... O pensamento não explica nada. O absolutamente infinito pode ser pensado e sentido através do relativamente infinito, que tem sua força e potência de proliferação no abstracionismo da natureza. As significações, os organismos, estruturas, rostos e jogos de poder são apenas referências para um movimento fora dos termos. A fuga é o primeiro movimento, o único que permanece além de si mesmo. A música da terra é terrivelmente bela. |
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| Autores principais: | Oliveira, Pedro Menezes Couto de |
| Assunto: | Arte Música Individuação Território Composição Agenciamento Art Music Individuation Territory Composition Agency CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA |
| Ano: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | O problema da expressão compõe a vida com intensidades inumanas e horizontes impensáveis. Especificamente, a arte é um procedimento que torna sensível o imperceptível. Assim, a música trata das linhas de fuga e de desterritorialização que arrastam o corpo e os territórios. A terra, a Desterritorializada, é puramente musical; mesmo se os sons, indivíduos e sujeitos ainda não se constituíram. Antes da consolidação, a matéria expressiva se distribui através do plano de consistência, onde as composições estão necessariamente implicadas ao não formado. O espaço metrificado ou estriado é uma distribuição molar que não incide na topologia lisa do próprio espaço, ao contrário, a ele pertence. A expressividade é unívoca. Os termos não se excluem, eles acarretam relações infinitesimais. A diferença está posta, não desde o início; a diferença é o meio pelo qual os acontecimentos se instauram. Um corpo, uma formação ou um canto são diferenças reais perpassadas por multiplicidades virtuais. A linguagem exige o silêncio, o orgânico é produzido nas redes inorgânicas da vida, os territórios são feitos e desfeitos por vetores desterritorializantes... O pensamento não explica nada. O absolutamente infinito pode ser pensado e sentido através do relativamente infinito, que tem sua força e potência de proliferação no abstracionismo da natureza. As significações, os organismos, estruturas, rostos e jogos de poder são apenas referências para um movimento fora dos termos. A fuga é o primeiro movimento, o único que permanece além de si mesmo. A música da terra é terrivelmente bela. |
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