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Avaliação da formação de biofilme e da patogenicidade de isolados de candida spp. de pacientes de unidades básicas de saúde de Porto Alegre

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Detalhes bibliográficos
Resumo:INTRODUÇÃO: a candidíase vulvovaginal (CVV) é uma das patologias mais frequentes na prática diária em ginecologia e sua incidência tem aumentado drasticamente, tornando-a a segunda infecção genital mais freqüente nos Estados Unidos e no Brasil. OBJETIVO: caracterizar a virulência e epidemiologia de cepas de Candida spp. provenientes de pacientes com candidíase vulvovaginal (CVV) atendidas em quatro Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade de Porto Alegre entre março de 2010 a março de 2011, em exames preventivos de rotina. MÉTODOS: estudo epidemiológico transversal, no qual avaliou-se, primeiramente, fatores de patogenicidade ligados à capacidade de colonização da mucosa vaginal, através dos testes de formação de tubo germinativo, pseudo-hifa e biofilme nos 25 isolados de Candida spp. armazenados na micoteca da Faculdade de Farmácia da UFRGS, originários de 139 amostras de pacientes com CVV proveniente de UBSs, já previamente identificadas (15 isolados de C. albicans, 5 de C. tropicalis, 3 de C. glabrata e 2 de C.krusei). Posteriormente, realizou-se um cruzamento de dados pertinentes às características das amostras, obtidas de questionários respondidos pelas pacientes, com o objetivo de estimar os fatores de risco correlacionados com o isolamento de cepas nas amostras. Para a análise estatística, utilizou-se o teste não paramétrico U de Mann-Whitney, para variáveis quantitativas e o teste Binomial para variável binária, com nível de significância de 5%, utilizando o programa SPSS versão 18. RESULTADOS: foi constatada prevalência de 60% de espécies C. albicans em relação às C.não-albicans nos isolados utilizados; com formação de tubo germinativo em 80% dos isolados de C. albicans e pseudo-hifa, em cerca de 93,3% dos mesmos. Em C. tropicalis ocorreu formação somente de tubo germinativo (60%) e nenhuma pseudo-hifa. Já em C. krusei, 100% das amostras formaram somente pseudo-hifa. Quanto a capacidade de expressar adesinas ou formar biofilme, os isolados foram classificados quanto às categorias não-formador, fraco, médio e forte formador, obtendo-se 10 (40%) de fraco-formadores, 10 (40%) de médio-formadores, 3 (12%) de forte-formadores e 2 (8%) de não-formadores, distribuídas percentualmente nas quatro espécies de Candida spp., de forma bastante heterogênea nas UBSs selecionadas. Para a análise da significância estatística entre as variáveis estudadas, verificou-se que somente foi encontrada diferença significativa com relação à variável quantitativa uso de anticoncepcional, com relação aos testes de formação de tubo germinativo, pseudo-hifa e biofilme. CONCLUSÕES: aspectos predisponentes do hospedeiro e virulência dos agentes causais, ainda não estão totalmente esclarecidos com relação à nova distribuição etiológica das espécies envolvidas na candidíase vulvovaginal. Embora todos os isolados de Candida tenham expressado, ao menos, um dos três fatores de virulência estudados, o estudo apenas aponta o uso de anticoncepcional pelas pacientes como fator relacionado com o potencial de virulências das cepas.
Autores principais:Oliveira, Julyana Pezzi de
Assunto:Biofilmes bacterianos Candidiase vulvovaginal Candida Vulvovaginal candidiasis Candida-albicans Candida non-albicans Germ tubes Pseudo-hyphae Biofilm
Ano:2013
País:Brasil
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:INTRODUÇÃO: a candidíase vulvovaginal (CVV) é uma das patologias mais frequentes na prática diária em ginecologia e sua incidência tem aumentado drasticamente, tornando-a a segunda infecção genital mais freqüente nos Estados Unidos e no Brasil. OBJETIVO: caracterizar a virulência e epidemiologia de cepas de Candida spp. provenientes de pacientes com candidíase vulvovaginal (CVV) atendidas em quatro Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade de Porto Alegre entre março de 2010 a março de 2011, em exames preventivos de rotina. MÉTODOS: estudo epidemiológico transversal, no qual avaliou-se, primeiramente, fatores de patogenicidade ligados à capacidade de colonização da mucosa vaginal, através dos testes de formação de tubo germinativo, pseudo-hifa e biofilme nos 25 isolados de Candida spp. armazenados na micoteca da Faculdade de Farmácia da UFRGS, originários de 139 amostras de pacientes com CVV proveniente de UBSs, já previamente identificadas (15 isolados de C. albicans, 5 de C. tropicalis, 3 de C. glabrata e 2 de C.krusei). Posteriormente, realizou-se um cruzamento de dados pertinentes às características das amostras, obtidas de questionários respondidos pelas pacientes, com o objetivo de estimar os fatores de risco correlacionados com o isolamento de cepas nas amostras. Para a análise estatística, utilizou-se o teste não paramétrico U de Mann-Whitney, para variáveis quantitativas e o teste Binomial para variável binária, com nível de significância de 5%, utilizando o programa SPSS versão 18. RESULTADOS: foi constatada prevalência de 60% de espécies C. albicans em relação às C.não-albicans nos isolados utilizados; com formação de tubo germinativo em 80% dos isolados de C. albicans e pseudo-hifa, em cerca de 93,3% dos mesmos. Em C. tropicalis ocorreu formação somente de tubo germinativo (60%) e nenhuma pseudo-hifa. Já em C. krusei, 100% das amostras formaram somente pseudo-hifa. Quanto a capacidade de expressar adesinas ou formar biofilme, os isolados foram classificados quanto às categorias não-formador, fraco, médio e forte formador, obtendo-se 10 (40%) de fraco-formadores, 10 (40%) de médio-formadores, 3 (12%) de forte-formadores e 2 (8%) de não-formadores, distribuídas percentualmente nas quatro espécies de Candida spp., de forma bastante heterogênea nas UBSs selecionadas. Para a análise da significância estatística entre as variáveis estudadas, verificou-se que somente foi encontrada diferença significativa com relação à variável quantitativa uso de anticoncepcional, com relação aos testes de formação de tubo germinativo, pseudo-hifa e biofilme. CONCLUSÕES: aspectos predisponentes do hospedeiro e virulência dos agentes causais, ainda não estão totalmente esclarecidos com relação à nova distribuição etiológica das espécies envolvidas na candidíase vulvovaginal. Embora todos os isolados de Candida tenham expressado, ao menos, um dos três fatores de virulência estudados, o estudo apenas aponta o uso de anticoncepcional pelas pacientes como fator relacionado com o potencial de virulências das cepas.

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