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Produtividade da cultura do milho sob diferentes doses de nitrogênio em sistemas irrigados e não irrigados

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Summary:O milho desempenha papel fundamental na agricultura brasileira tanto do ponto de vista econômico quanto agronômico compondo o sistema de rotação de culturas. Em função da crescente adoção de tecnologias de produção por parte dos produtores, tais como a introdução de sistemas de irrigação em suas áreas, se faz necessário o estudo e avaliação destes sistemas e a adubação na cultura, em especial a adubação nitrogenada, visto que o Nitrogênio (N) é o macronutriente mais extraído e exportado pela cultura do milho. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar produtividade da cultura do milho sob diferentes doses de N em sistemas irrigados e não irrigados. A pesquisa foi realizada em área experimental pertencente a UTFPR – Campus Dois Vizinhos, sendo avaliados 4 tratamentos compostos por doses de N (0,100, 200 e 300 kg ha-1), Experimento fatorial simples com delineamento inteiramente casualizado, composto por dois sistemas de irrigação (irrigado e não irrigado) e por quatro doses de N, com 4 repetições, em parcelas experimentais de 5m x 11,25m, totalizando 56,25m2, as aplicações de N em cobertura foram realizadas quando a cultura se encontrava no estádio fenológico de V4. Após a maturação fisiológica da cultura a campo foram coletadas 15 espigas por parcela, que posteriormente foram encaminhadas ao laboratório de culturas anuais na própria universidade, onde passou pela contabilização do número de grãos por fileira (NGF), número de fileiras por espiga (NFE) e peso de mil grãos (PMG) além da determinação do teor de umidade dos grãos (%) com correção para umidade de 13%, para que se pudesse estimar a produtividade da cultura. Os dados foram submetidos à análise de variância (P<0,05) e quando significativo o efeito dos tratamentos qualitativos (irrigado e não irrigado) as médias foram comparadas entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, para os tratamentos quantitativos (doses de nitrogênio) os dados foram submetidos a análise de regressão com o auxílio do programa estatístico (SAS-versão acadêmica). De modo geral a cultura apresentou excelente desempenho na produtividade final, mesmo nas áreas de sequeiro, contudo os dados obtidos ao longo do trabalho sugerem que o uso da irrigação foi positivo e deve ser adotado em casos onde é possível e viável economicamente. As doses de nitrogênio, apresentaram um crescimento linear na produtividade, se sobressaindo nos cultivos irrigados, dado a redução das perdas de N por volatilização, bem como o fornecimento de água em momentos críticos ao longo do desenvolvimento da cultura, que aliado as altas doses de N proporcionaram altos rendimentos. A dose de 300 kg ha-1 de N, apresentou a melhor resposta no incremento de produtividade, apresentando médias satisfatórias acima de 14.000 kg ha-1, nas parcelas irrigadas e acima de 11.000 kg ha-1 nas parcelas de sequeiro.
Main Authors:Prado, Luiz Antonio Zeni do
Subject:CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA Milho Nitrogênio Irrigação Corn Nitrogen Irrigation
Year:2022
Country:Brazil
Document type:bachelor thesis
Access type:open access
Associated institution:IBICT
Language:Portuguese
Origin:Oasisbr
Description
Summary:O milho desempenha papel fundamental na agricultura brasileira tanto do ponto de vista econômico quanto agronômico compondo o sistema de rotação de culturas. Em função da crescente adoção de tecnologias de produção por parte dos produtores, tais como a introdução de sistemas de irrigação em suas áreas, se faz necessário o estudo e avaliação destes sistemas e a adubação na cultura, em especial a adubação nitrogenada, visto que o Nitrogênio (N) é o macronutriente mais extraído e exportado pela cultura do milho. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar produtividade da cultura do milho sob diferentes doses de N em sistemas irrigados e não irrigados. A pesquisa foi realizada em área experimental pertencente a UTFPR – Campus Dois Vizinhos, sendo avaliados 4 tratamentos compostos por doses de N (0,100, 200 e 300 kg ha-1), Experimento fatorial simples com delineamento inteiramente casualizado, composto por dois sistemas de irrigação (irrigado e não irrigado) e por quatro doses de N, com 4 repetições, em parcelas experimentais de 5m x 11,25m, totalizando 56,25m2, as aplicações de N em cobertura foram realizadas quando a cultura se encontrava no estádio fenológico de V4. Após a maturação fisiológica da cultura a campo foram coletadas 15 espigas por parcela, que posteriormente foram encaminhadas ao laboratório de culturas anuais na própria universidade, onde passou pela contabilização do número de grãos por fileira (NGF), número de fileiras por espiga (NFE) e peso de mil grãos (PMG) além da determinação do teor de umidade dos grãos (%) com correção para umidade de 13%, para que se pudesse estimar a produtividade da cultura. Os dados foram submetidos à análise de variância (P<0,05) e quando significativo o efeito dos tratamentos qualitativos (irrigado e não irrigado) as médias foram comparadas entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, para os tratamentos quantitativos (doses de nitrogênio) os dados foram submetidos a análise de regressão com o auxílio do programa estatístico (SAS-versão acadêmica). De modo geral a cultura apresentou excelente desempenho na produtividade final, mesmo nas áreas de sequeiro, contudo os dados obtidos ao longo do trabalho sugerem que o uso da irrigação foi positivo e deve ser adotado em casos onde é possível e viável economicamente. As doses de nitrogênio, apresentaram um crescimento linear na produtividade, se sobressaindo nos cultivos irrigados, dado a redução das perdas de N por volatilização, bem como o fornecimento de água em momentos críticos ao longo do desenvolvimento da cultura, que aliado as altas doses de N proporcionaram altos rendimentos. A dose de 300 kg ha-1 de N, apresentou a melhor resposta no incremento de produtividade, apresentando médias satisfatórias acima de 14.000 kg ha-1, nas parcelas irrigadas e acima de 11.000 kg ha-1 nas parcelas de sequeiro.

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