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Comparação das características das cefaleias primárias na comunidade com as de um centro terciário de atendimento
| Summary: | Introdução: Os estudos epidemiológicos sobre cefaleias primárias geralmente são conduzidos em duas condições muito distintas, na comunidade e em centros especializados de atendimento. A visão integrada desses cenários poderia contribuir para o melhor enfretamento da questão. Objetivos: comparar as características clínico-epidemiológicas das cefaleias na comunidade em relação a um centro terciário. Métodos: todos os habitantes de Capela Nova-MG foram entrevistados por agentes do Programa de Saúde da Família (PSF). Os indivíduos identificados com cefaleia crônica diária (CCD) foram convidados para avaliação neurológica, odontológica e fisioterápica. Os moradores de uma microrregião censitária da cidade, escolhida por sorteio para compor uma amostra, foram convidados para avaliação neurológica independentemente da frequência de cefaleia. No Ambulatório de Cefaleias da Universidade Federal de Minas Gerais (AmbCef-UFMG), foram avaliados os pacientes atendidos consecutivamente em quatro meses. Os casos de CCD seguiram o mesmo procedimento, com avaliação multiprofissional. O diagnóstico das cefaleias seguiu critérios da Classificação Internacional das Cefaleias-2004 e o das disfunções têmporomandibulares (DTM) do Reseach Diagnostic Criteria (RDC). Resultados: foram avaliados 1.605 moradores, 1.050 tinham cefaleia (65,4%) e 57 tinham CCD (3,6%). A amostra teve 258 moradores. A prevalência de migrânea e cefaleia do tipo tensional nessa amostra foi, respectivamente, de 18,2 e 22,9%. As frequências dessas cefaleias entre os 76 indivíduos da amostra foram de 61,8 e 77,6%, enquanto entre os 289 pacientes do AmbCef foram de 79,8 e 20,4%. As prevalências de disfunção têmporo-mandibular (DTM) na CCD foi, respectivamente, de 58,1% e de 80% na comunidade e no AmbCef-UFMG (p=0,07). As mulheres na faixa dos 40 anos foram as mais acometidas. Conclusão: as cefaleias na comunidade mostraram taxas de prevalência e associações demográficas como as descritas na literatura. As frequências das cefaleias primárias mostraram-se diferentes na comunidade e no ambulatório, o que não aconteceu nos casos de CCD e de DTM |
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| Main Authors: | Ariovaldo Alberto da Silva Junior |
| Subject: | Cefaleia crônica diária Migrânea Cefaleia do tipo tensional Epidemiologia Neurociências Dor de cabeça Epidemiologia |
| Year: | 2019 |
| Country: | Brazil |
| Document type: | doctoral thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | IBICT |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Oasisbr |
| Summary: | Introdução: Os estudos epidemiológicos sobre cefaleias primárias geralmente são conduzidos em duas condições muito distintas, na comunidade e em centros especializados de atendimento. A visão integrada desses cenários poderia contribuir para o melhor enfretamento da questão. Objetivos: comparar as características clínico-epidemiológicas das cefaleias na comunidade em relação a um centro terciário. Métodos: todos os habitantes de Capela Nova-MG foram entrevistados por agentes do Programa de Saúde da Família (PSF). Os indivíduos identificados com cefaleia crônica diária (CCD) foram convidados para avaliação neurológica, odontológica e fisioterápica. Os moradores de uma microrregião censitária da cidade, escolhida por sorteio para compor uma amostra, foram convidados para avaliação neurológica independentemente da frequência de cefaleia. No Ambulatório de Cefaleias da Universidade Federal de Minas Gerais (AmbCef-UFMG), foram avaliados os pacientes atendidos consecutivamente em quatro meses. Os casos de CCD seguiram o mesmo procedimento, com avaliação multiprofissional. O diagnóstico das cefaleias seguiu critérios da Classificação Internacional das Cefaleias-2004 e o das disfunções têmporomandibulares (DTM) do Reseach Diagnostic Criteria (RDC). Resultados: foram avaliados 1.605 moradores, 1.050 tinham cefaleia (65,4%) e 57 tinham CCD (3,6%). A amostra teve 258 moradores. A prevalência de migrânea e cefaleia do tipo tensional nessa amostra foi, respectivamente, de 18,2 e 22,9%. As frequências dessas cefaleias entre os 76 indivíduos da amostra foram de 61,8 e 77,6%, enquanto entre os 289 pacientes do AmbCef foram de 79,8 e 20,4%. As prevalências de disfunção têmporo-mandibular (DTM) na CCD foi, respectivamente, de 58,1% e de 80% na comunidade e no AmbCef-UFMG (p=0,07). As mulheres na faixa dos 40 anos foram as mais acometidas. Conclusão: as cefaleias na comunidade mostraram taxas de prevalência e associações demográficas como as descritas na literatura. As frequências das cefaleias primárias mostraram-se diferentes na comunidade e no ambulatório, o que não aconteceu nos casos de CCD e de DTM |
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