Publicação
Participação do endocanabinoide 2-araquidonoilglicerol (2-AG) nas respostas defensivas mediadas pela substância cinzenta periaquedutal dorsolateral e pelo córtex pré-frontal ventromedial
| Resumo: | O sistema canabinoide modula comportamentos defensivos mediados pela substância cinzenta periaquedutal dorsolateral (SCPdl) e pelo córtex pré-frontal ventromedial (CPFvm). Dentre os diversos canabinoides descritos, destacam-se a anandamida (AEA) e o 2-araquidonoilglicerol (2-AG) que exercem seus efeitos via ativação de receptores canabinoides do tipo 1 (CB1r) e do tipo 2 (CB2r). Embora a participação da AEA em respostas relacionadas a ansiedade esteja bastante consolidada na literatura, poucos trabalhos descrevem o envolvimento do 2-AG nessas respostas. Assim, o primeiro objetivo desse estudo foi verificar a hipótese de que a facilitação da sinalização do 2-AG em regiões que modulam o comportamento de defesa como a SCPdl e o CPFvm, promoverá efeitos ansiolíticos. Inicialmente verificou-se se a injeção intra-SCPdl ou intra-CPFvm do 2-AG ou do URB602 (inibidor da monoacilglicerol lipase, enzima responsável pela hidrólise do 2-AG) promoveu efeito do tipo ansiolítico e anti-aversivo nos modelos animais do labirinto em cruz elevado (LCE) e de estimulação química da SCPdl, verificando também qual receptor canabinoide estaria envolvido na modulação dessas respostas. Adicionalmente, alguns estudos sugerem que a ativação de receptores glutamatérgicos metabotrópicos do tipo 5 (mGluR5) é necessária para a síntese do 2-AG e consequentemente, para os efeitos desencadeados por esse endocanabinoide. Para verificar essa hipótese, nosso trabalho avaliou se o pré-tratamento com doses inefetivas com MPEP (antagonista de mGluR5) seria capaz de inibir a resposta tipo-ansiolítica promovida pelo URB602 (intra-SCPdl ou intra-CPFvm) no LCE. Através da imunofluorescência demonstramos que a enzima envolvida na síntese do 2-AG (diacilglicerol lipase) é co-expressa com receptores mGluR5 na SCPdl e no CPFvm. Em conjunto nossos resultados sugerem que a sinalização mediada pelo 2-AG também é importante na modulação de respostas defensivas via ativação tanto de CB1 quanto de CB2. Adicionalmente, nossos dados farmacológicos e da imunofluorescência na SCPdl e CPFvm reforçam a hipótese de que a via mGluR5-DGL é importante para a formação do 2-AG. |
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| Autores principais: | Ana Flavia Santos Almeida |
| Assunto: | Fisiologia e Farmacologia Araquidonilglicerol Estimulação química Canabinóides Receptores de glutamato metabotrópico Fisiologia Labirinto em cruz elevado |
| Ano: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | O sistema canabinoide modula comportamentos defensivos mediados pela substância cinzenta periaquedutal dorsolateral (SCPdl) e pelo córtex pré-frontal ventromedial (CPFvm). Dentre os diversos canabinoides descritos, destacam-se a anandamida (AEA) e o 2-araquidonoilglicerol (2-AG) que exercem seus efeitos via ativação de receptores canabinoides do tipo 1 (CB1r) e do tipo 2 (CB2r). Embora a participação da AEA em respostas relacionadas a ansiedade esteja bastante consolidada na literatura, poucos trabalhos descrevem o envolvimento do 2-AG nessas respostas. Assim, o primeiro objetivo desse estudo foi verificar a hipótese de que a facilitação da sinalização do 2-AG em regiões que modulam o comportamento de defesa como a SCPdl e o CPFvm, promoverá efeitos ansiolíticos. Inicialmente verificou-se se a injeção intra-SCPdl ou intra-CPFvm do 2-AG ou do URB602 (inibidor da monoacilglicerol lipase, enzima responsável pela hidrólise do 2-AG) promoveu efeito do tipo ansiolítico e anti-aversivo nos modelos animais do labirinto em cruz elevado (LCE) e de estimulação química da SCPdl, verificando também qual receptor canabinoide estaria envolvido na modulação dessas respostas. Adicionalmente, alguns estudos sugerem que a ativação de receptores glutamatérgicos metabotrópicos do tipo 5 (mGluR5) é necessária para a síntese do 2-AG e consequentemente, para os efeitos desencadeados por esse endocanabinoide. Para verificar essa hipótese, nosso trabalho avaliou se o pré-tratamento com doses inefetivas com MPEP (antagonista de mGluR5) seria capaz de inibir a resposta tipo-ansiolítica promovida pelo URB602 (intra-SCPdl ou intra-CPFvm) no LCE. Através da imunofluorescência demonstramos que a enzima envolvida na síntese do 2-AG (diacilglicerol lipase) é co-expressa com receptores mGluR5 na SCPdl e no CPFvm. Em conjunto nossos resultados sugerem que a sinalização mediada pelo 2-AG também é importante na modulação de respostas defensivas via ativação tanto de CB1 quanto de CB2. Adicionalmente, nossos dados farmacológicos e da imunofluorescência na SCPdl e CPFvm reforçam a hipótese de que a via mGluR5-DGL é importante para a formação do 2-AG. |
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