Publicação
Identificação e caracterização das células imunorregulatórias que participam da tolerância oral bystander na inibição da progressão da lesão inflamatória em camundongos infectados com Leishmania amazonensis
| Resumo: | A tolerância oral (TO) é um mecanismo fisiológico de resposta não-inflamatória sistêmica a um imunógeno previamente ingerido e mediado por células reguladoras. Na tolerância oral bystander, as respostas a um segundo imunógeno são reguladas quando apresentado junto ao imunógeno cuja tolerância foi previamente estabelecida. Duas linhagens de camundongos com fenótipos extremos de susceptibilidade (TS) e resistência (TR) à TO foram desenvolvidas por seleção genética bidirecional. Os animais TS têm perfil regulador e, quando infectados com Leishmania amazonensis, desenvolvem lesão reduzida; enquanto os TR, por seu perfil inflamatório, têm lesão exacerbada. Camundongos TR submetidos à tolerância oral bystander, isso é, tolerizados com ovalbumina (2 mg de OVA), imunizados com OVA e, simultaneamente infectados, têm lesão reduzida. O objetivo deste trabalho foi avaliar a participação das células imunoregulatórias (linfócitos T regulatórios Tregs - e células dendríticas tolerogênicas) na redução da lesão em animais submetidos à tolerância oral e infectados com L. amazonensis. Camundongos TR submetidos à tolerância oral bystander têm aumento das células Tregs no sítio da infecção associado à redução da lesão. A transferência de Tregs provenientes de animais tolerizados (2 mg de OVA) para TR infectados e imunizados (com OVA), mimetiza o efeito da tolerância oral bystander, diminuindo a lesão inflamatória, sugerindo a participação de células Tregs na supressão bystander. Também foram transferidas células dendríticas (DCs) tolerogênicas, provenientes dos linfonodos mesentéricos de animais TR ou TS tolerizados, para camundongos TR infectados. Foram avaliados o desenvolvimento da lesão e a proporção de células Tregs (CD4+ CD25+ Foxp3+) nos animais infectados. O desenvolvimento da infecção foi menor nos camundongos TR que receberam DCs tolerogênicas (provenientes tanto de TR quanto de TS tolerizados), comparando aos somente infectados, sendo similar aos tolerizados e infectados (tolerância oral bystander), sugerindo a participação de células Tregs na supressão bystander. A transferência de DCs tolerogênicas também aumentou a proporção de Tregs nos TR infectados. Nossos resultados permitem inferir que as DCs tolerogênicas, possivelmente induzindo a diferenciação de Tregs, participam da diminuição da lesão inflamatória em animais infectados com L. amazonensis, sendo um dos mecanismos da tolerância oral bystander. |
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| Autores principais: | Benfica, Juliana do Outeiro Santos |
| Assunto: | Oral tolerance Bystander suppression Leishmania amazonensis Regulatory T cells Tolerogenic dendritic cells Tolerância oral Supressão bystander Leishmania amazonensis Células T regulatórias Células dendríticas tolerogênicas Tolerância imunológica Leishmaniose Leishmania amazonensis Células T Células dendríticas Comunicação celular Camundongos como animais de laboratório CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::MICROBIOLOGIA |
| Ano: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | A tolerância oral (TO) é um mecanismo fisiológico de resposta não-inflamatória sistêmica a um imunógeno previamente ingerido e mediado por células reguladoras. Na tolerância oral bystander, as respostas a um segundo imunógeno são reguladas quando apresentado junto ao imunógeno cuja tolerância foi previamente estabelecida. Duas linhagens de camundongos com fenótipos extremos de susceptibilidade (TS) e resistência (TR) à TO foram desenvolvidas por seleção genética bidirecional. Os animais TS têm perfil regulador e, quando infectados com Leishmania amazonensis, desenvolvem lesão reduzida; enquanto os TR, por seu perfil inflamatório, têm lesão exacerbada. Camundongos TR submetidos à tolerância oral bystander, isso é, tolerizados com ovalbumina (2 mg de OVA), imunizados com OVA e, simultaneamente infectados, têm lesão reduzida. O objetivo deste trabalho foi avaliar a participação das células imunoregulatórias (linfócitos T regulatórios Tregs - e células dendríticas tolerogênicas) na redução da lesão em animais submetidos à tolerância oral e infectados com L. amazonensis. Camundongos TR submetidos à tolerância oral bystander têm aumento das células Tregs no sítio da infecção associado à redução da lesão. A transferência de Tregs provenientes de animais tolerizados (2 mg de OVA) para TR infectados e imunizados (com OVA), mimetiza o efeito da tolerância oral bystander, diminuindo a lesão inflamatória, sugerindo a participação de células Tregs na supressão bystander. Também foram transferidas células dendríticas (DCs) tolerogênicas, provenientes dos linfonodos mesentéricos de animais TR ou TS tolerizados, para camundongos TR infectados. Foram avaliados o desenvolvimento da lesão e a proporção de células Tregs (CD4+ CD25+ Foxp3+) nos animais infectados. O desenvolvimento da infecção foi menor nos camundongos TR que receberam DCs tolerogênicas (provenientes tanto de TR quanto de TS tolerizados), comparando aos somente infectados, sendo similar aos tolerizados e infectados (tolerância oral bystander), sugerindo a participação de células Tregs na supressão bystander. A transferência de DCs tolerogênicas também aumentou a proporção de Tregs nos TR infectados. Nossos resultados permitem inferir que as DCs tolerogênicas, possivelmente induzindo a diferenciação de Tregs, participam da diminuição da lesão inflamatória em animais infectados com L. amazonensis, sendo um dos mecanismos da tolerância oral bystander. |
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