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Formas da alegria: resíduos do trágico em Clarice Lispector

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta tese pretende ler a obra da escritora brasileira Clarice Lispector (1920-1977), aproximando-a da filosofia do pensador alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), tendo como foco central a perspectiva do trágico que perpassa, ainda que de modo distinto, mas com diversos pontos de convergência, a ficção clariciana e a filosofia nietzschiana. Privilegia-se nesta pesquisa um ponto de contato entre os autores em questão, a saber, a ideia de que suas escritas, mesmo que estejam separadas por espaços e tempos bem diferentes, encenam ou mantêm uma preocupação ética e estética com a alegria e a afirmação da vida, o que constituiria o próprio trágico para esses autores. Ao longo deste estudo comparecem alguns conceitos como 'alegria trágica', 'força plástica', 'corpo', 'neutro', 'vida' e 'dor', que delineiam o que tanto a filosofia nietzschiana quanto a literatura clariciana pensam ser uma experiência estética e existencial do trágico. Tais conceitos aparecem e são problematizados a partir da obra de Clarice Lispector tendo como enfoque não exclusivo, mas determinante, os romances 'A paixão segundo G.H.', 'A maçã no escuro', 'Água viva' e 'A hora da estrela', cujas leituras críticas ocupam cada capítulo desta tese
Autores principais:Luiz Carlos Gonçalves Lopes
Assunto:Clarice Lispector Friedrich Nietzsche Alegria trágica Lispector, Clarice, 1920-1977 Hora da estrela Crítica e interpretação Nietzsche, Friedrich Wilhelm, 1844-1900 Crítica e interpretação Lispector, Clarice, 1920-1977 Maçã no escuro Crítica e interpretação Literatura comparada Brasileira e alemã Trágico na literatura Lispector, Clarice, 1920-1977 Paixão segundo G H Crítica e interpretação Literatura comparada Alemã e brasileira Lispector, Clarice, 1920-1977 Água viva Crítica e interpretação
Ano:2019
País:Brasil
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:Esta tese pretende ler a obra da escritora brasileira Clarice Lispector (1920-1977), aproximando-a da filosofia do pensador alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), tendo como foco central a perspectiva do trágico que perpassa, ainda que de modo distinto, mas com diversos pontos de convergência, a ficção clariciana e a filosofia nietzschiana. Privilegia-se nesta pesquisa um ponto de contato entre os autores em questão, a saber, a ideia de que suas escritas, mesmo que estejam separadas por espaços e tempos bem diferentes, encenam ou mantêm uma preocupação ética e estética com a alegria e a afirmação da vida, o que constituiria o próprio trágico para esses autores. Ao longo deste estudo comparecem alguns conceitos como 'alegria trágica', 'força plástica', 'corpo', 'neutro', 'vida' e 'dor', que delineiam o que tanto a filosofia nietzschiana quanto a literatura clariciana pensam ser uma experiência estética e existencial do trágico. Tais conceitos aparecem e são problematizados a partir da obra de Clarice Lispector tendo como enfoque não exclusivo, mas determinante, os romances 'A paixão segundo G.H.', 'A maçã no escuro', 'Água viva' e 'A hora da estrela', cujas leituras críticas ocupam cada capítulo desta tese

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