Publicação
Status hídrico, partição de íons e trocas gasosas em plântulas de Erythrina velutina sob estresse salino durante o estabelecimento tardio
| Resumo: | Tendo em vista que a Caatinga é um bioma fortemente antropizado e influenciado pela salinidade, é imperativo elucidar as respostas fornecidas a esse estresse por espécies pioneiras com potencial para recuperação de áreas degradadas durante as fases iniciais do desenvolvimento. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi verificar o efeito da salinidade sobre o crescimento, o status hídrico, a partição de Na+ e K+ e as trocas gasosas em plântulas de Erythrina velutina Wild. durante o estabelecimento tardio. Sementes coletadas de dez árvores matrizes foram escarificadas, desinfestadas e geminadas em papel toalha sob condições controladas e as plântulas foram cultivadas hidroponicamente em água destilada em casa de vegetação por 8 d. O meio hidropônico foi trocado por NaCl 100 mM ou água destilada para o controle, mantendo as plântulas sob as mesmas condições por 3 d. O tratamento salino não foi capaz de causar mortalidade das plântulas de E. velutina, porém estas apresentaram três respostas morfológicas distintas, incluindo a aparente redução da altura, a murcha ou o aparecimento de manchas necróticas, acompanhadas pela diminuição da massa seca e do conteúdo relativo de água nas folhas cordiformes. O estresse salino causou a acumulação de Na+ e alterou a partição de K+ nas diferentes partes da plântula, mas a relação K+/Na+ se manteve mais próxima de 1,0 apenas nos cotilédones. A exposição à salinidade também reduziu a condutância estomática, a assimilação liquida de CO2 e a transpiração, além de aumentar a temperatura e a concentração de CO2 subestomático nas folhas cordiformes durante o curso diário. Diante dos danos observados, não é recomendado o uso dessa espécie para a recuperação de áreas degradadas que apresentem elevada salinidade, visto que esse estresse pode levar à mortalidade das plântulas por efeitos osmóticos e iônicos que podem propiciar privação de carbono. |
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| Autores principais: | Oliveira, Herley Carlos Bezerra de |
| Assunto: | Estabelecimento tardio Caatinga Mulungu Trocas gasosas Estresse salino gas exchanges late seedling establishment salt stress |
| Ano: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Tendo em vista que a Caatinga é um bioma fortemente antropizado e influenciado pela salinidade, é imperativo elucidar as respostas fornecidas a esse estresse por espécies pioneiras com potencial para recuperação de áreas degradadas durante as fases iniciais do desenvolvimento. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi verificar o efeito da salinidade sobre o crescimento, o status hídrico, a partição de Na+ e K+ e as trocas gasosas em plântulas de Erythrina velutina Wild. durante o estabelecimento tardio. Sementes coletadas de dez árvores matrizes foram escarificadas, desinfestadas e geminadas em papel toalha sob condições controladas e as plântulas foram cultivadas hidroponicamente em água destilada em casa de vegetação por 8 d. O meio hidropônico foi trocado por NaCl 100 mM ou água destilada para o controle, mantendo as plântulas sob as mesmas condições por 3 d. O tratamento salino não foi capaz de causar mortalidade das plântulas de E. velutina, porém estas apresentaram três respostas morfológicas distintas, incluindo a aparente redução da altura, a murcha ou o aparecimento de manchas necróticas, acompanhadas pela diminuição da massa seca e do conteúdo relativo de água nas folhas cordiformes. O estresse salino causou a acumulação de Na+ e alterou a partição de K+ nas diferentes partes da plântula, mas a relação K+/Na+ se manteve mais próxima de 1,0 apenas nos cotilédones. A exposição à salinidade também reduziu a condutância estomática, a assimilação liquida de CO2 e a transpiração, além de aumentar a temperatura e a concentração de CO2 subestomático nas folhas cordiformes durante o curso diário. Diante dos danos observados, não é recomendado o uso dessa espécie para a recuperação de áreas degradadas que apresentem elevada salinidade, visto que esse estresse pode levar à mortalidade das plântulas por efeitos osmóticos e iônicos que podem propiciar privação de carbono. |
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