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Manter os olhos abertos diante do abismo : a produção compartilhada de imagens em coletivos de arte contemporânea
| Summary: | A presente pesquisa investiga coletivos de arte contemporânea que trabalham com fotografia, considerando seus modos de produção e o tipo de atuação que desenvolvem nos cruzamentos entre os campos da arte, da fotografia documental e do fotojornalismo. Para isso, procura compreender os motivos que levam, em um contexto marcado pela afirmação da fotografia digital e da comunicação em rede, um número crescente de fotógrafos a investir em formas compartilhadas de autoria. A partir da opção por estudar a produção de três grupos formados entre 2003 e 2013 na cidade de São Paulo − Cia de Foto, Garapa e Trëma −, a pesquisa investiga como a atuação desses coletivos contribui para as discussões sobre fotografia, arte e autoria e para um tensionamento das fronteiras entre documento e ficção. Propõe-se, também, estabelecer relações entre os grupos que atualmente se dedicam à fotografia e outras práticas coletivas observadas no campo da arte ao longo do século XX. Se, devido à sua gênese automática, a fotografia foi por muito tempo vista como uma simples reprodução do real, a atuação desses coletivos evidencia que a imagem fotográfica é resultado de um processo de construção, que pode ser pensado, discutido e compartilhado por diferentes autores. |
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| Main Authors: | Schenkel, Camila Monteiro |
| Subject: | Fotografia Coletivos de arte Arte contemporânea Autoria Arte Photography Collectives Contemporary art Authorship |
| Year: | 2017 |
| Country: | Brazil |
| Document type: | doctoral thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | IBICT |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Oasisbr |
| Summary: | A presente pesquisa investiga coletivos de arte contemporânea que trabalham com fotografia, considerando seus modos de produção e o tipo de atuação que desenvolvem nos cruzamentos entre os campos da arte, da fotografia documental e do fotojornalismo. Para isso, procura compreender os motivos que levam, em um contexto marcado pela afirmação da fotografia digital e da comunicação em rede, um número crescente de fotógrafos a investir em formas compartilhadas de autoria. A partir da opção por estudar a produção de três grupos formados entre 2003 e 2013 na cidade de São Paulo − Cia de Foto, Garapa e Trëma −, a pesquisa investiga como a atuação desses coletivos contribui para as discussões sobre fotografia, arte e autoria e para um tensionamento das fronteiras entre documento e ficção. Propõe-se, também, estabelecer relações entre os grupos que atualmente se dedicam à fotografia e outras práticas coletivas observadas no campo da arte ao longo do século XX. Se, devido à sua gênese automática, a fotografia foi por muito tempo vista como uma simples reprodução do real, a atuação desses coletivos evidencia que a imagem fotográfica é resultado de um processo de construção, que pode ser pensado, discutido e compartilhado por diferentes autores. |
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