Publicação
O fora na literatura de Hilda Hilst
| Resumo: | A presente pesquisa dedica-se ao estudo de três textos de Hilda Hilst — A Obscena Senhora D, Com os meus olhos de cão e “Kadosh” — propondo-se a refletir acerca de um fio condutor que parece interligá-los: a recorrência de personagens escritores que intentam uma busca por Deus. Tal situação parece nunca levar os protagonista à paz interior ou ao apaziguamento de suas questões, mas a uma zona de inquietação e extravio, a um fora, onde Hillé, Amós e Kadosh já não têm domínio; região ou experiência de mistério, de quebra da lógica tradicional. Nesse percurso, observamos que o divino e a palavra poética pressionam os sujeitos destituindo-os de autoridade para que o fora, a voz vinda de outro lugar, o desconhecido, possa, insubordinado, brilhar. Em diálogo, especialmente, com o pensamento de Maurice Blanchot, mas também com pensadores como Barthes, Foucault e Bataille, questões relativas ao fazer literário são postas, como: a dispensa do autor, a solidão essencial, o silêncio próprio à literatura, a palavra bruta e a palavra essencial, a imagem e o símbolo no espaço literário e a noção do neutro. |
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| Autores principais: | Moura, Amanda Jéssica Ferreira |
| Assunto: | Deus Espaço literário Fora Dieu L’espace littéraire |
| Ano: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | A presente pesquisa dedica-se ao estudo de três textos de Hilda Hilst — A Obscena Senhora D, Com os meus olhos de cão e “Kadosh” — propondo-se a refletir acerca de um fio condutor que parece interligá-los: a recorrência de personagens escritores que intentam uma busca por Deus. Tal situação parece nunca levar os protagonista à paz interior ou ao apaziguamento de suas questões, mas a uma zona de inquietação e extravio, a um fora, onde Hillé, Amós e Kadosh já não têm domínio; região ou experiência de mistério, de quebra da lógica tradicional. Nesse percurso, observamos que o divino e a palavra poética pressionam os sujeitos destituindo-os de autoridade para que o fora, a voz vinda de outro lugar, o desconhecido, possa, insubordinado, brilhar. Em diálogo, especialmente, com o pensamento de Maurice Blanchot, mas também com pensadores como Barthes, Foucault e Bataille, questões relativas ao fazer literário são postas, como: a dispensa do autor, a solidão essencial, o silêncio próprio à literatura, a palavra bruta e a palavra essencial, a imagem e o símbolo no espaço literário e a noção do neutro. |
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