Publicação
Os (des)caminhos da metropolização: reestruturação socioespacial na (re)produção da metrópole de Belo Horizonte
| Resumo: | O presente trabalho busca tecer uma contribuição teórica acerca do contemporâneo processo de (re)produção da metrópole Belo Horizonte tendo como elemento central de análise um processo de reestruturação socioespacial que acreditamos estar em franco desenvolvimento em seu Vetor Norte de expansão. Partindo do entendimento da metrópole como uma totalidade e do espaço socialmente produzido como elemento central, articulador e estruturador dos eventos em questão, buscamos relacionar os diversos empreendimentos e as muitas intervenções infraestruturais que aqui nos servem de exemplos tanto com os processos mais gerais (e globais) da reprodução social capitalista quanto com os mais locais, fundamentados na tentativa de viabilização ou abertura de um novo eixo de acumulação urbano-metropolitana na espacialidade do Vetor Norte. A luz de conceitos como o de materialismo histórico-geográfico e dialético, de desenvolvimento geográfico desigual e de formação econômico-social buscamos situar uma análise que não perdesse de vista as contradições, a dialética socioespacial inerente aos processos sociais e que muitas vezes são esquecidas (ou simplesmente deixadas de lado) pelas análises que querem enxergar apenas aquilo que se apresenta na superfície das coisas, sua aparência, e quase nunca seu conteúdo (ou essência). Apresentando alguns atores públicos e privados que tem participado ativamente deste processo de reestruturação e (re)produção socioespacial metropolitana, o trabalho acaba por dar um destaque maior ao papel exercido pelo Estado de Minas Gerais na condução de todos esses processos, evidenciando não somente os grandes equipamentos e infraestruturas perpetradas por ele (pelo Estado) na espacialidade em destaque, como também o retorno e o (re)interesse por um planejamento de cunho metropolitano levado a cabo pelo Estado e que na contemporaneidade tem tomado a forma de um urbanismo neoliberal. |
|---|---|
| Autores principais: | Igor Rafael Torres Santos |
| Assunto: | Geografia Desenvolvimento social Belo Horizonte (MG) |
| Ano: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | O presente trabalho busca tecer uma contribuição teórica acerca do contemporâneo processo de (re)produção da metrópole Belo Horizonte tendo como elemento central de análise um processo de reestruturação socioespacial que acreditamos estar em franco desenvolvimento em seu Vetor Norte de expansão. Partindo do entendimento da metrópole como uma totalidade e do espaço socialmente produzido como elemento central, articulador e estruturador dos eventos em questão, buscamos relacionar os diversos empreendimentos e as muitas intervenções infraestruturais que aqui nos servem de exemplos tanto com os processos mais gerais (e globais) da reprodução social capitalista quanto com os mais locais, fundamentados na tentativa de viabilização ou abertura de um novo eixo de acumulação urbano-metropolitana na espacialidade do Vetor Norte. A luz de conceitos como o de materialismo histórico-geográfico e dialético, de desenvolvimento geográfico desigual e de formação econômico-social buscamos situar uma análise que não perdesse de vista as contradições, a dialética socioespacial inerente aos processos sociais e que muitas vezes são esquecidas (ou simplesmente deixadas de lado) pelas análises que querem enxergar apenas aquilo que se apresenta na superfície das coisas, sua aparência, e quase nunca seu conteúdo (ou essência). Apresentando alguns atores públicos e privados que tem participado ativamente deste processo de reestruturação e (re)produção socioespacial metropolitana, o trabalho acaba por dar um destaque maior ao papel exercido pelo Estado de Minas Gerais na condução de todos esses processos, evidenciando não somente os grandes equipamentos e infraestruturas perpetradas por ele (pelo Estado) na espacialidade em destaque, como também o retorno e o (re)interesse por um planejamento de cunho metropolitano levado a cabo pelo Estado e que na contemporaneidade tem tomado a forma de um urbanismo neoliberal. |
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