Publication
Desenvolvimento de vacinas inativadas contra a Língua Azul e a Doença Epizoótica Hemorrágica para cervídeos: ensaios pré-clínicos.
| Summary: | A língua azul e a doença epizoótica hemorrágica são viroses caracterizadas pela ocorrência de distúrbios hemorrágicos em cervídeos e são responsáveis por impactos negativos na conservação dessas espécies. Essas doenças apresentam como agentes etiológicos os vírus BTV e EHDV, respectivamente. A vacinação é o método mais eficaz de controle e prevenção dessas viroses, entretanto, no Brasil, vacinas contra o BTV e o EHDV não são licenciadas pelos órgãos competentes e não há vacinas disponíveis para cervídeos no mercado nacional e exterior. Em razão do exposto, o principal objetivo dessa pesquisa foi o desenvolvimento de vacinas e a realização de ensaios pré-clínicos com formulações vacinais contendo amostras de BTV-3, BTV- 14, BTV-18, BTV-19, BTV-22, BTV-24, EHDV-1 e EHDV-2 isoladas na reserva biológica da Itaipu Binacional. As suspensões virais obtidas em laboratório foram inativadas pela beta- propriolactona, adjuvadas de 10% de hidróxido de alumínio e 40% de saponina e distribuídas em duas vacinas distintas: vacina 1 (sorotipos BTV-3, BTV-14, BTV-18 e BTV-19) e vacina 2 (sorotipos BTV-22, BTV-24, EHDV-1 e EHDV-2). Em seguida, testes de inativação viral, esterilidade, inocuidade e potência foram realizados. O teste de inativação viral confirmou a inativação completa dos vírus, enquanto o teste de esterilidade demonstrou a ausência de crescimento bacteriano. O teste de inocuidade, realizado em quatro coelhos, não evidenciou nenhum efeito adverso à vacinação. Para a realização do teste de potência, foram utilizados 15 coelhos distribuídos equitativamente em três grupos experimentais. Os animais foram vacinados isoladamente (G1 – Vacina 1; G2 – Vacina 2) e associadamente (G3 – Vacinas 1+2) com três doses, administradas aos 0, 21 e 51 dias de experimentação. As mensurações de anticorpos totais e anticorpos neutralizantes do teste de potência foram realizadas, respectivamente, por meio de imunodifusão em gel de ágar (IDGA), utilizando as amostras coletadas aos 81 dias de experimentação, e soroneutralização em microplaca, utilizando as amostras coletadas aos 0, 21, 51 e 81 dias de experimentação. Os resultados do IDGA indicaram a presença de anticorpos totais em 100% dos animais testados para BTV, demonstrando que os antígenos foram capazes de induzir resposta imune humoral. Não foram realizados testes de IDGA para o EHDV. Já no teste de soroneutralização, as medianas obtidas indicaram ausência de anticorpos neutralizantes para o EHDV e presença de anticorpos neutralizantes para o vírus BTV-18 (na vacinação isolada), e BTV-18, BTV-19 e BTV-24 (na vacinação associada) nas amostras coletadas no 81º dia de experimentação. Foi possível observar que as formulações desenvolvidas não foram capazes de induzir resposta de anticorpos neutralizantes para todos os sorotipos e que a vacinação associada promoveu melhor resposta imune humoral. Nossos resultados permitirão o desenvolvimento de novas pesquisas para a formulação de vacinas para cervídeos brasileiros. |
|---|---|
| Main Authors: | Marco Tulio Gomes Campos |
| Subject: | Cervídeo Vírus da língua azul- – Doenças transmissíveis em animais – |
| Year: | 2021 |
| Country: | Brazil |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | unknown |
| Associated institution: | IBICT |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Oasisbr |
| Summary: | A língua azul e a doença epizoótica hemorrágica são viroses caracterizadas pela ocorrência de distúrbios hemorrágicos em cervídeos e são responsáveis por impactos negativos na conservação dessas espécies. Essas doenças apresentam como agentes etiológicos os vírus BTV e EHDV, respectivamente. A vacinação é o método mais eficaz de controle e prevenção dessas viroses, entretanto, no Brasil, vacinas contra o BTV e o EHDV não são licenciadas pelos órgãos competentes e não há vacinas disponíveis para cervídeos no mercado nacional e exterior. Em razão do exposto, o principal objetivo dessa pesquisa foi o desenvolvimento de vacinas e a realização de ensaios pré-clínicos com formulações vacinais contendo amostras de BTV-3, BTV- 14, BTV-18, BTV-19, BTV-22, BTV-24, EHDV-1 e EHDV-2 isoladas na reserva biológica da Itaipu Binacional. As suspensões virais obtidas em laboratório foram inativadas pela beta- propriolactona, adjuvadas de 10% de hidróxido de alumínio e 40% de saponina e distribuídas em duas vacinas distintas: vacina 1 (sorotipos BTV-3, BTV-14, BTV-18 e BTV-19) e vacina 2 (sorotipos BTV-22, BTV-24, EHDV-1 e EHDV-2). Em seguida, testes de inativação viral, esterilidade, inocuidade e potência foram realizados. O teste de inativação viral confirmou a inativação completa dos vírus, enquanto o teste de esterilidade demonstrou a ausência de crescimento bacteriano. O teste de inocuidade, realizado em quatro coelhos, não evidenciou nenhum efeito adverso à vacinação. Para a realização do teste de potência, foram utilizados 15 coelhos distribuídos equitativamente em três grupos experimentais. Os animais foram vacinados isoladamente (G1 – Vacina 1; G2 – Vacina 2) e associadamente (G3 – Vacinas 1+2) com três doses, administradas aos 0, 21 e 51 dias de experimentação. As mensurações de anticorpos totais e anticorpos neutralizantes do teste de potência foram realizadas, respectivamente, por meio de imunodifusão em gel de ágar (IDGA), utilizando as amostras coletadas aos 81 dias de experimentação, e soroneutralização em microplaca, utilizando as amostras coletadas aos 0, 21, 51 e 81 dias de experimentação. Os resultados do IDGA indicaram a presença de anticorpos totais em 100% dos animais testados para BTV, demonstrando que os antígenos foram capazes de induzir resposta imune humoral. Não foram realizados testes de IDGA para o EHDV. Já no teste de soroneutralização, as medianas obtidas indicaram ausência de anticorpos neutralizantes para o EHDV e presença de anticorpos neutralizantes para o vírus BTV-18 (na vacinação isolada), e BTV-18, BTV-19 e BTV-24 (na vacinação associada) nas amostras coletadas no 81º dia de experimentação. Foi possível observar que as formulações desenvolvidas não foram capazes de induzir resposta de anticorpos neutralizantes para todos os sorotipos e que a vacinação associada promoveu melhor resposta imune humoral. Nossos resultados permitirão o desenvolvimento de novas pesquisas para a formulação de vacinas para cervídeos brasileiros. |
|---|
Funded activities
No funded projects found.