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Estudo do processo de piroexpansão de feldspatos pegmatíticos e caracterização tecnológica do feldspato potássico

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Summary:Esta dissertação apresenta a caracterização mineralógica e tecnológica do feldspato potássico (microclínio) pertítico, proveniente de pegmatitos da região de Linópolis, Minas Gerais, com vistas ao seu comportamento para uso na indústria cerâmica, destacandose a sua expansão durante o processo de queima. Os estudos do processo de piroexpansão ("fervura") foram realizados de acordo com a seguinte metodologia: 1) análises físicas: análises mineralógicas macroscópicas, preparação dos corpos de prova, determinação da densidade relativa, microscopia ótica e difratometria de raios X; 2) análises químicas: perda ao fogo, espectroscopia por fluorescência deraiosX e espectroscopia de absorção no infravermelho. O ensaio tecnológico executado em corpos de prova na forma de paralelepípedos (6,0 x 5,0 x 4,0)cm constou de testes de queima a diferentestemperaturas (T1 = 1.150oC, T2 = 1.200oC e T3 = 1.250oC) e, também, de queima do minério na forma de cones de pó a temperatura de 1.250°C. Os resultados obtidos mostraram que tais feldspatos, quando submetidos a testes de queima, exibem diminuição de densidade, aumento de volume e perda de massa. Microscopicamente, verificase a crescente vitrificação das fases constituintes do minério (microclínio e albita). Tal fato é corroborado pelas análises de difração de raiosX. Nas análises de fluorescência de raiosX destacamos a crescente perda de Na2O durante a queima e o conseqüente aumento nos teores de Al2O3. As análises de espectroscopia de absorção no infravermelho de corpos de prova não queimados exibem bandas de transmitância relativas ao tetraedro SiO4 na região entre 1.1351.035cm1, enquanto as vibrações assimétricas das ligações AlO são responsáveis pelas bandas na região entre 780720cm1. Os corpos de prova submetidos à queima nas temperaturas T1,T2 e T3 sofrem distorção nas bandas de transmitância SiO e AlO. A completa degeneração da estrutura do microclínio, acompanhada da vitrificação do material ocorre à temperatura de 1.250°C, evidenciada pelo desaparecimento das bandas relativas às ligações SiO e AlO. Dentre as possíveis causas do processo, podemos citar a quantidade da fase albítica, a densidade de distribuição da fase albítica em meio à matriz potássica e a crescente expulsão de fluidos durante a queima.
Main Authors:Fernando Antonio Nogueira de Oliveira
Subject:Albita Piroexpansão Vitrificação Microclínio Cerâmica Feldspato Cerâmica Vitrificação (Cerâmica)
Year:2019
Country:Brazil
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:IBICT
Language:Portuguese
Origin:Oasisbr
Description
Summary:Esta dissertação apresenta a caracterização mineralógica e tecnológica do feldspato potássico (microclínio) pertítico, proveniente de pegmatitos da região de Linópolis, Minas Gerais, com vistas ao seu comportamento para uso na indústria cerâmica, destacandose a sua expansão durante o processo de queima. Os estudos do processo de piroexpansão ("fervura") foram realizados de acordo com a seguinte metodologia: 1) análises físicas: análises mineralógicas macroscópicas, preparação dos corpos de prova, determinação da densidade relativa, microscopia ótica e difratometria de raios X; 2) análises químicas: perda ao fogo, espectroscopia por fluorescência deraiosX e espectroscopia de absorção no infravermelho. O ensaio tecnológico executado em corpos de prova na forma de paralelepípedos (6,0 x 5,0 x 4,0)cm constou de testes de queima a diferentestemperaturas (T1 = 1.150oC, T2 = 1.200oC e T3 = 1.250oC) e, também, de queima do minério na forma de cones de pó a temperatura de 1.250°C. Os resultados obtidos mostraram que tais feldspatos, quando submetidos a testes de queima, exibem diminuição de densidade, aumento de volume e perda de massa. Microscopicamente, verificase a crescente vitrificação das fases constituintes do minério (microclínio e albita). Tal fato é corroborado pelas análises de difração de raiosX. Nas análises de fluorescência de raiosX destacamos a crescente perda de Na2O durante a queima e o conseqüente aumento nos teores de Al2O3. As análises de espectroscopia de absorção no infravermelho de corpos de prova não queimados exibem bandas de transmitância relativas ao tetraedro SiO4 na região entre 1.1351.035cm1, enquanto as vibrações assimétricas das ligações AlO são responsáveis pelas bandas na região entre 780720cm1. Os corpos de prova submetidos à queima nas temperaturas T1,T2 e T3 sofrem distorção nas bandas de transmitância SiO e AlO. A completa degeneração da estrutura do microclínio, acompanhada da vitrificação do material ocorre à temperatura de 1.250°C, evidenciada pelo desaparecimento das bandas relativas às ligações SiO e AlO. Dentre as possíveis causas do processo, podemos citar a quantidade da fase albítica, a densidade de distribuição da fase albítica em meio à matriz potássica e a crescente expulsão de fluidos durante a queima.

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