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Estabilidade de bobinas de nanotubo de carbono de paredes simples, duplas e triplas

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Summary:Um dos objetivos da nanociência e nanotecnologia é o desenvolvimento de componentes eletrônicos em escala nanométrica, que possuam desempenho igual ou superior aos componentes macroscópicos. Com base nesta perspectiva, este trabalho tem o propósito de estudar a estabilidade de bobinas formadas por nanotubos de carbono com uma, duas ou três paredes, que, em tese, poderiam ser usadas como indutores em nanoescala. Utilizamos como método de simulação a dinâmica molecular através do pacote LAMMPS (Large-scale Atomic/Molecular Massively Parallel Simulator) e do campo de força CHARMM (Chemis- try at Harvard Macromolecular Mechanics). É conhecido na literatura que a energia de nanotubos de carbono de parede simples é menor na configuração enrolada do que na configuração reta. A partir dos resultados das simulações, constatamos que esse efeito também ocorre para nanotubos de carbono de paredes duplas e triplas, indicando que a configuração enrolada é estável. A fim de verificar se haveria enrolamento espontâneo, deixamos evoluir em uma simulação um nanotubo de carbono que inicialmente formava uma pequena fração de volta. Constatamos a não ocorrência deste enrolamento, em virtude da presença de atrito entre segmentos adjacentes. Determinamos também o comprimento de nanotubo mínimo que torna energeticamente viável a formação da primeira volta, mantendo fixo o diâmetro do nanotubo e o número de paredes. Concluímos que bobinas de nanotubo de carbono de paredes duplas e triplas também são estáveis, assim como as de paredes simples.
Main Authors:Oliveira, Felipe Moreira de
Subject:Nanoindutores Nanotubos de carbono Dinâmica molecular Estabilidade Nanoinductors Carbon Nanotube Molecular Dynamics stability
Year:2021
Country:Brazil
Document type:bachelor thesis
Access type:unknown
Associated institution:IBICT
Language:Portuguese
Origin:Oasisbr
Description
Summary:Um dos objetivos da nanociência e nanotecnologia é o desenvolvimento de componentes eletrônicos em escala nanométrica, que possuam desempenho igual ou superior aos componentes macroscópicos. Com base nesta perspectiva, este trabalho tem o propósito de estudar a estabilidade de bobinas formadas por nanotubos de carbono com uma, duas ou três paredes, que, em tese, poderiam ser usadas como indutores em nanoescala. Utilizamos como método de simulação a dinâmica molecular através do pacote LAMMPS (Large-scale Atomic/Molecular Massively Parallel Simulator) e do campo de força CHARMM (Chemis- try at Harvard Macromolecular Mechanics). É conhecido na literatura que a energia de nanotubos de carbono de parede simples é menor na configuração enrolada do que na configuração reta. A partir dos resultados das simulações, constatamos que esse efeito também ocorre para nanotubos de carbono de paredes duplas e triplas, indicando que a configuração enrolada é estável. A fim de verificar se haveria enrolamento espontâneo, deixamos evoluir em uma simulação um nanotubo de carbono que inicialmente formava uma pequena fração de volta. Constatamos a não ocorrência deste enrolamento, em virtude da presença de atrito entre segmentos adjacentes. Determinamos também o comprimento de nanotubo mínimo que torna energeticamente viável a formação da primeira volta, mantendo fixo o diâmetro do nanotubo e o número de paredes. Concluímos que bobinas de nanotubo de carbono de paredes duplas e triplas também são estáveis, assim como as de paredes simples.

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