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"A natureza ensina" uma etnografia sobre modos de fazer mercado na Feira de Agricultores Ecologistas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta é uma etnografia realizada junto a Feira de Agricultores Ecologistas (FAE), na cidade de Porto Alegre. A FAE constitui-se como um mercado singular a partir do envolvimento de seus produtores, consumidores e produtos, tendo no engajamento ecológico e na imaginação de uma natureza agenciadora mediadores importantes. Dessa forma, este mercado se constitui como uma espécie de assemblage, cujo ato de troca propriamente dito é encompassado por crenças políticas, formas discursivas, experiências estéticas e realização de rituais que extrapolam, em boa medida, o tempo e espaço da FAE. O objetivo da pesquisa é revelar os nexos desta trama ou, seguindo uma orientação teórica de Michel Callon, explicitar a maneira como este mercado constitui cultura e sociedade. A inserção etnográfica se fixou em três eixos centrais. O primeiro deles refere-se à estética do mercado e aos dispositivos de sensibilização ecológica que envolvem os produtores, consumidores e produtos. O segundo relaciona-se ao núcleo de encaminhamentos burocráticos, de regularização e fiscalização da feira, a Comissão de Feira, espaço onde se discute a performação do mercado agroecológico. E o terceiro eixo, trata da formação de vínculos entre produtores ecologistas e consumidores, a partir de performances ecológicas e afetivas, realizadas nas propriedades dos feirantes. O encontro destes eixos suscita discussões sobre o agenciamento de uma natureza singular, envolta em certa magia e dotada de sabedoria que se mostra eficaz no engajamento de participantes no mercado.
Autores principais:Cardoni, Júlia Santos
Assunto:Etnografia Agroecologia Feira de Agricultores Ecologistas (FAE) (Porto Alegre) Antropologia social
Ano:2017
País:Brasil
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:Esta é uma etnografia realizada junto a Feira de Agricultores Ecologistas (FAE), na cidade de Porto Alegre. A FAE constitui-se como um mercado singular a partir do envolvimento de seus produtores, consumidores e produtos, tendo no engajamento ecológico e na imaginação de uma natureza agenciadora mediadores importantes. Dessa forma, este mercado se constitui como uma espécie de assemblage, cujo ato de troca propriamente dito é encompassado por crenças políticas, formas discursivas, experiências estéticas e realização de rituais que extrapolam, em boa medida, o tempo e espaço da FAE. O objetivo da pesquisa é revelar os nexos desta trama ou, seguindo uma orientação teórica de Michel Callon, explicitar a maneira como este mercado constitui cultura e sociedade. A inserção etnográfica se fixou em três eixos centrais. O primeiro deles refere-se à estética do mercado e aos dispositivos de sensibilização ecológica que envolvem os produtores, consumidores e produtos. O segundo relaciona-se ao núcleo de encaminhamentos burocráticos, de regularização e fiscalização da feira, a Comissão de Feira, espaço onde se discute a performação do mercado agroecológico. E o terceiro eixo, trata da formação de vínculos entre produtores ecologistas e consumidores, a partir de performances ecológicas e afetivas, realizadas nas propriedades dos feirantes. O encontro destes eixos suscita discussões sobre o agenciamento de uma natureza singular, envolta em certa magia e dotada de sabedoria que se mostra eficaz no engajamento de participantes no mercado.

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