Publicação
Reconhecimento de expressões faciais em indivíduos com traços de autismo e alexitimia
| Resumo: | Este estudo avaliou a influência da distância no reconhecimento das emoções faciais – neutro, raiva, nojo, medo, felicidade e tristeza – numa amostra não clínica com indivíduos com diferentes níveis de traços de autismo e alexitimia. O reconhecimento das emoções faciais é um aspeto fundamental da comunicação social, que ajuda os indivíduos a descodificar as intenções e os estados emocionais do outro. Esta capacidade pode variar consoante a distância física e as caraterísticas pessoais, como traços de autismo e alexitimia. O presente estudo incluiu 47 participantes, utilizando escalas validadas para o autismo (QA-16+) e para a alexitimia (TAS-20), juntamente com tarefas de reconhecimento de emoções faciais a várias distâncias simuladas. Os resultados indicaram que a precisão no reconhecimento de emoções diminui com o aumento da distância, sobretudo no caso de emoções negativas, enquanto emoções positivas são mais bem reconhecidas a distâncias maiores. Traços de alexitimia foram negativamente associados com o reconhecimento de emoções neutras, enquanto que os traços de autismo não influenciaram diretamente a precisão do reconhecimento. Estes resultados sugerem que traços de alexitimia, e não de autismo, podem explicar os défices de reconhecimento emocional facial frequentemente atribuídos ao autismo. Estudos futuros devem utilizar estímulos mais dinâmicos para explorar melhor estas associações em contextos ecológicos. |
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| Autores principais: | Reis, Emanuel Alexandre Freitas Abreu Mourato dos |
| Assunto: | Reconhecimento emocional facial Distância Alexitimia Autismo Interação social Facial emotion recognition Distance Alexithymia Autism Social interaction |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Este estudo avaliou a influência da distância no reconhecimento das emoções faciais – neutro, raiva, nojo, medo, felicidade e tristeza – numa amostra não clínica com indivíduos com diferentes níveis de traços de autismo e alexitimia. O reconhecimento das emoções faciais é um aspeto fundamental da comunicação social, que ajuda os indivíduos a descodificar as intenções e os estados emocionais do outro. Esta capacidade pode variar consoante a distância física e as caraterísticas pessoais, como traços de autismo e alexitimia. O presente estudo incluiu 47 participantes, utilizando escalas validadas para o autismo (QA-16+) e para a alexitimia (TAS-20), juntamente com tarefas de reconhecimento de emoções faciais a várias distâncias simuladas. Os resultados indicaram que a precisão no reconhecimento de emoções diminui com o aumento da distância, sobretudo no caso de emoções negativas, enquanto emoções positivas são mais bem reconhecidas a distâncias maiores. Traços de alexitimia foram negativamente associados com o reconhecimento de emoções neutras, enquanto que os traços de autismo não influenciaram diretamente a precisão do reconhecimento. Estes resultados sugerem que traços de alexitimia, e não de autismo, podem explicar os défices de reconhecimento emocional facial frequentemente atribuídos ao autismo. Estudos futuros devem utilizar estímulos mais dinâmicos para explorar melhor estas associações em contextos ecológicos. |
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Atividades financiadas
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