Publicação
Associação entre traços de autismo e distância interpessoal: Impacto da alexitimia, ansiedade social e expressões faciais emocionais
| Resumo: | A distância interpessoal de conforto (DistConf) reflete a perceção individual do espaço de segurança em contextos sociais. Embora modulada por diversas características, a literatura não investigou até ao momento, de forma direta e controlada, o papel de traços elevados de autismo na DistConf em adultos. Esta lacuna é particularmente relevante na população feminina, frequentemente sub-representada na investigação. Além disso, nenhum estudo analisou simultaneamente a variação emocional das faces, o sexo do interlocutor e a regulação contínua da DistConf, controlando de forma conjunta comorbilidade, como a ansiedade social e a alexitimia. Para explorar estas questões, participaram 187 indivíduos do sexo feminino, com idades entre 18 e 50 anos. Cada participante realizou, num computador, uma tarefa em que ajustou com um joystick a distância de conforto (62 cm a 20 m, sem limite de tempo) perante faces masculinas e femininas a expressar raiva, felicidade e neutra, imaginando uma interação social. Em seguida, preencheram questionários de autorrelato para avaliar traços de autismo (AQ-50), alexitimia (TAS-20) e ansiedade social (LSAS). Os resultados indicaram que níveis mais elevados de traços de autismo, mesmo após o controlo dos traços de alexitimia e de ansiedade social, se associaram a uma menor aproximação a faces do sexo feminino com a expressão de felicidade, evidenciando um efeito conjunto do sexo, emoção e dos traços de autismo. Este padrão salienta a complexidade dos fatores que influenciam a DistConf e destaca o papel de variáveis motivacionais, contextuais e individuais na regulação deste comportamento. |
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| Autores principais: | Bettencourt, Patrícia Soares |
| Assunto: | Distância interpessoal Autismo Alexitimia Ansiedade social Expressões faciais emocionais |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A distância interpessoal de conforto (DistConf) reflete a perceção individual do espaço de segurança em contextos sociais. Embora modulada por diversas características, a literatura não investigou até ao momento, de forma direta e controlada, o papel de traços elevados de autismo na DistConf em adultos. Esta lacuna é particularmente relevante na população feminina, frequentemente sub-representada na investigação. Além disso, nenhum estudo analisou simultaneamente a variação emocional das faces, o sexo do interlocutor e a regulação contínua da DistConf, controlando de forma conjunta comorbilidade, como a ansiedade social e a alexitimia. Para explorar estas questões, participaram 187 indivíduos do sexo feminino, com idades entre 18 e 50 anos. Cada participante realizou, num computador, uma tarefa em que ajustou com um joystick a distância de conforto (62 cm a 20 m, sem limite de tempo) perante faces masculinas e femininas a expressar raiva, felicidade e neutra, imaginando uma interação social. Em seguida, preencheram questionários de autorrelato para avaliar traços de autismo (AQ-50), alexitimia (TAS-20) e ansiedade social (LSAS). Os resultados indicaram que níveis mais elevados de traços de autismo, mesmo após o controlo dos traços de alexitimia e de ansiedade social, se associaram a uma menor aproximação a faces do sexo feminino com a expressão de felicidade, evidenciando um efeito conjunto do sexo, emoção e dos traços de autismo. Este padrão salienta a complexidade dos fatores que influenciam a DistConf e destaca o papel de variáveis motivacionais, contextuais e individuais na regulação deste comportamento. |
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