Publicação
Infância roubada – Ciclo vítima-agressor
| Resumo: | O objectivo do meu trabalho é estudar o fenómeno do ciclo vítima-agressor, (a ocorrência da transmissão intergeracional de práticas violentas, observadas muitas vezes ao longo de várias gerações da mesma família, numa perspectiva do mecanismo de identificação com o agressor. A longo prazo as vítimas de maus-tratos, vêem aumentada a possibilidade de maltratarem os seus próprios filhos. A perpetuação de maus-tratos depende de vários factores ao nível ecológico: relacionais, do suporte social e económico e a maneira como a criança encara a situação e se supera, ou não, o trauma. Todas estas variáveis acentuam a tipologia do mau trato vivido na infância e consequentemente, como esta se manifesta na sua conduta aquando figura parental. Para estudar este problema, aplicou-se o método da entrevista de história de vida a dois grupos de adultos reclusos em dois estabelecimentos prisionais, 3 homens e 2 mulheres, ambos com filhos. A análise dos resultados, permitiu verificar que alguns elementos perpetuam a violência identificandose com o agressor e outros pelo contrário, quebram o ciclo de transmissão de violência com os filhos, mas apresentando no entanto, vários tipos de comportamentos violentos com outras vítimas. |
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| Autores principais: | Revez, Ana Filipa da Palma |
| Assunto: | Identificação ao agressor Reclusos Transgeracionalidade Identifying the aggressor Prisoners Transgenerational |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O objectivo do meu trabalho é estudar o fenómeno do ciclo vítima-agressor, (a ocorrência da transmissão intergeracional de práticas violentas, observadas muitas vezes ao longo de várias gerações da mesma família, numa perspectiva do mecanismo de identificação com o agressor. A longo prazo as vítimas de maus-tratos, vêem aumentada a possibilidade de maltratarem os seus próprios filhos. A perpetuação de maus-tratos depende de vários factores ao nível ecológico: relacionais, do suporte social e económico e a maneira como a criança encara a situação e se supera, ou não, o trauma. Todas estas variáveis acentuam a tipologia do mau trato vivido na infância e consequentemente, como esta se manifesta na sua conduta aquando figura parental. Para estudar este problema, aplicou-se o método da entrevista de história de vida a dois grupos de adultos reclusos em dois estabelecimentos prisionais, 3 homens e 2 mulheres, ambos com filhos. A análise dos resultados, permitiu verificar que alguns elementos perpetuam a violência identificandose com o agressor e outros pelo contrário, quebram o ciclo de transmissão de violência com os filhos, mas apresentando no entanto, vários tipos de comportamentos violentos com outras vítimas. |
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