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A análise económica e financeira das empresas vitivinícolas: as empresas portuguesas e da Península de Setúbal

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Resumo:A produção de vinho é uma atividade relevante que tem acompanhado o Homem desde tempos remotos e assume particular importância na história do país e da Península de Setúbal. O tema do presente trabalho assenta na análise económica e financeira das empresas portuguesas e das empresas da Península de Setúbal, do setor vitivinícola, nos anos de 2015 a 2019. O objetivo e a questão fulcral desta dissertação, prende-se com a compreensão e explicação do desempenho económico-financeiro baseadas num conjunto de indicadores ou rácios económicos e financeiros. Para tal, recorreu-se ao Sistema de Análise de Balanços Ibéricos (SABI) da Informa D&B (filial da CESCE - Companhia Espanhola de Seguro de Crédito à Exportação). Relativamente às ilações que se podem retirar do perfil económico e financeiro desenhado pela análise referida, contata-se que as empresas da Península de Setúbal denotam uma estrutura financeira com um maior peso do capital próprio em relação ao financiamento, o que prejudica a alavancagem financeira, sendo que o recurso ao financiamento alheio é pouco expressivo. Também se verifica a tesouraria líquida negativa, exceto nas pequenas empresas da Península de Setúbal, revelando a importância dos inventários no ciclo de exploração. Adicionalmente, constata-se que todas as empresas em estudo apresentam um equilíbrio financeiro, dado que, em todos os anos apresentam um rácio de liquidez geral superior a 1 (um). As microempresas, quer de Portugal, quer da Península de Setúbal, possuem fraca capacidade em gerar lucros, chegando a apresentar rentabilidades negativas, com índices de menor valor. As empresas com maior rentabilidade e, assim, com capacidade de gerar excedentes, são as médias e grandes empresas de Portugal, bem como, as pequenas e médias empresas da Península de Setúbal. A rentabilidade dos capitais próprios é maior nas empresas de Portugal, relativamente, às empresas da Península de Setúbal. O índice das vendas e prestações de serviços por empregado melhoram com o aumento da dimensão empresarial, mostrando-se mais rentáveis. Os gastos com o pessoal no volume de negócios são mais significativos nas microempresas das empresas de Portugal e nas microempresas e pequenas na Península de Setúbal. O gasto médio por pessoal vai crescendo com a dimensão empresarial, nas empresas do estudo. Embora o setor vitivinícola seja, maioritariamente constituído por microempresas, são as grandes empresas que apresentam maior rentabilidade.
Autores principais:Farinha, Margarida Maria Dionísio
Assunto:Vinho Setor vitivinícola Análise económico-financeira Indicadores Rácios Península de Setúbal Wine Wine sector Economic-financial analysis Indicators Ratios
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Politécnica de Setúbal
Idioma:português
Origem:Universidade Politécnica de Setúbal
Descrição
Resumo:A produção de vinho é uma atividade relevante que tem acompanhado o Homem desde tempos remotos e assume particular importância na história do país e da Península de Setúbal. O tema do presente trabalho assenta na análise económica e financeira das empresas portuguesas e das empresas da Península de Setúbal, do setor vitivinícola, nos anos de 2015 a 2019. O objetivo e a questão fulcral desta dissertação, prende-se com a compreensão e explicação do desempenho económico-financeiro baseadas num conjunto de indicadores ou rácios económicos e financeiros. Para tal, recorreu-se ao Sistema de Análise de Balanços Ibéricos (SABI) da Informa D&B (filial da CESCE - Companhia Espanhola de Seguro de Crédito à Exportação). Relativamente às ilações que se podem retirar do perfil económico e financeiro desenhado pela análise referida, contata-se que as empresas da Península de Setúbal denotam uma estrutura financeira com um maior peso do capital próprio em relação ao financiamento, o que prejudica a alavancagem financeira, sendo que o recurso ao financiamento alheio é pouco expressivo. Também se verifica a tesouraria líquida negativa, exceto nas pequenas empresas da Península de Setúbal, revelando a importância dos inventários no ciclo de exploração. Adicionalmente, constata-se que todas as empresas em estudo apresentam um equilíbrio financeiro, dado que, em todos os anos apresentam um rácio de liquidez geral superior a 1 (um). As microempresas, quer de Portugal, quer da Península de Setúbal, possuem fraca capacidade em gerar lucros, chegando a apresentar rentabilidades negativas, com índices de menor valor. As empresas com maior rentabilidade e, assim, com capacidade de gerar excedentes, são as médias e grandes empresas de Portugal, bem como, as pequenas e médias empresas da Península de Setúbal. A rentabilidade dos capitais próprios é maior nas empresas de Portugal, relativamente, às empresas da Península de Setúbal. O índice das vendas e prestações de serviços por empregado melhoram com o aumento da dimensão empresarial, mostrando-se mais rentáveis. Os gastos com o pessoal no volume de negócios são mais significativos nas microempresas das empresas de Portugal e nas microempresas e pequenas na Península de Setúbal. O gasto médio por pessoal vai crescendo com a dimensão empresarial, nas empresas do estudo. Embora o setor vitivinícola seja, maioritariamente constituído por microempresas, são as grandes empresas que apresentam maior rentabilidade.

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